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[Covid-19]
Dezesseis pessoas estão internadas no hospital municipal; cinco na UTI

Testes clínicos britânicos para a candidata a vacina contra o novo coronavírus da AstraZeneca e da Universidade de Oxford foram retomados neste sábado

12 set 2020 – 13h57
Pouco mais de 1.100 testes rápidos confirmaram a doença em casos suspeitos de Paulínia (Foto: Agência Brasil)

Dezesseis pessoas estão internadas em decorrência da Covid-19 no Hospital Municipal de Paulínia “Vereador Antônio Orlando Navarro”, de acordo com o boletim epidemiológico diário da Prefeitura deste sábado (12). Cinco delas ocupam leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Até as 9h30, a cidade tinha 3.261 infectados pelo novo coronavírus (+ nove em relação às ultimas 24 horas) e 72 óbitos desde o início da pandemia. Para o Ministério da Saúde, já são 4.699 contaminados (+25) e 76 mortes no município. Os recuperados continuam 3.068.

Conforme o boletim epidemiológico deste sábado, dos 16 internados no hospital municipal de Paulínia, sete deles aguardavam exames para confirmação da Covid-19 e nove já testaram positivos para a doença. A Prefeitura garante que possui 14 vagas de terapia intensiva – 10 reservadas a pacientes da Covid-19 e quatro para outras complicações (todas essas estavam ocupadas). O governo municipal informou que contratou 76 dos 85 profissionais de saúde previstos, por meio de seleção emergencial concluída, e trabalha para a admissão dos demais temporários. A ampliação de leitos de UTI  Covid-19 ainda não foi informada.

Os internados em razão da Covid-19 no hospital municipal estavam neste sábado:

  • cinco na UTI – apesar de ter recebido 10 respiradores no último dia 15 de junho do governo do estado, o município não anunciou o aumento de leitos de UTI na rede; já o processo seletivo do final de abril feito pela Prefeitura e que permitiria a contratação de funcionários para ampliação das 14 vagas de terapia intensiva instaladas no hospital municipal foi cancelado pelo governo municipal (um novo processo foi aberto no último dia 7 de julho e o reforço profissional está sendo contratado);
  • três na Unidade Respiratória, que possui sete leitos;
  • sete na Enfermaria Respiratória, que conta com oito leitos, mas que, segundo a Prefeitura, podem ser ampliados sempre que necessário; e
  • um na Pediatria.

Os testes clínicos britânicos para a candidata a vacina contra o novo coronavírus da AstraZeneca e da Universidade de Oxford foram retomados após a confirmação Autoridade Sanitária do Reino Unido (MHRA) de que era seguro fazê-lo, disse a empresa neste sábado. A farmacêutica britânica anunciou no começo da semana a suspensão dos testes globais de candidata a vacina contra Covid-19 da empresa, após de surgir uma doença em um participante dos estudos no Reino Unido. O Brasil é um dos países do mundo que participa do estudo global.

“O processo de revisão padrão desencadeou uma pausa voluntária na vacinação em todos os testes globais para permitir a revisão dos dados de segurança por comitês independentes e reguladores internacionais”, disse a AstraZeneca. “O comitê britânico concluiu suas investigações e recomendou ao MHRA que os ensaios no Reino Unido podem ser retomados com segurança.”

A vacina desenvolvida pela AstraZeneca, em parceira com a Universidade de Oxford, é tida pelo governo brasileiro como uma das principais apostas para a imunização contra a Covid-19 no País. O governo brasileiro, por meio do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), assinou um memorando de entendimento com a AstraZeneca que prevê a compra de 30 milhões de doses da vacina, com entrega em dezembro deste ano e janeiro do ano que vem, e a possibilidade de aquisição de mais 70 milhões se a vacina tiver eficácia e segurança comprovadas.

Além disso, o acordo inicial prevê a transferência da tecnologia desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca para produção local na Fiocruz, com previsão do ministério de início ainda no primeiro semestre de 2021 – o que foi colocado em dúvida por especialistas ouvidos pela agência de notícia internacional Reuters devido à complexidade do processo de transferência de tecnologia.

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