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[Paulínia]
Mulher de 84 anos é a 71ª vítima fatal da pandemia do novo coronavírus

Boletim epidemiológico diário da Prefeitura desta quarta-feira não trouxe novos casos confirmados nem recuperados; internados são 23 (+4)

9 set 2020 – 15h09
Profissional de saúde confere exames de paciente em hospital do estado de São Paulo (Foto: Agência Brasil)

 

APrefeitura de Paulínia confirmou nesta quarta-feira (9) a 71ª morte pela Covid-19. O boletim epidemiológico diário do governo municipal divulgado no início desta tarde não trouxe novos moradores contaminados pela pandemia nem pacientes recuperados da doença. No entanto, a quantidade de internados em decorrência do novo coronavírus no Hospital Municipal “Vereador Antônio Orlando Navarro” aumentou de 19 para 23 nas últimas 24 horas – sete deles estavam em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (menos um em relação a atualização anterior).

O Comitê de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus informou que o 71° óbito pela Covid-19 em Paulínia se refere a uma mulher de 84 anos, que tinha doença renal, cardiovascular, pneumopatia e neoplasia de cólon. Iniciou os sintomas respiratórios no dia 28 de agosto. Foi internada no mesmo dia no hospital municipal e feito diagnóstico laboratorial para o novo coronavírus pelo exame de swab, com resultado negativo. “Após, foi realizado teste rápido com resultado positivo e diagnóstico de imagem por tomografia, com imagem compatível com a Covid-19”, destacou a Prefeitura. A paciente morreu terça-feira, dia 8.

A pausa no experimento de uma vacina contra Covid-19, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Oxford, é “uma prática comum” e “segue os padrões de segurança”, de acordo com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Conforme destacou a instituição brasileira, responsável pelos testes do imunizante, a interrupção na pesquisa ocorreu após se identificar a suspeita de efeito adverso em um voluntário do estudo, no Reino Unido. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (8) pela farmacêutica AstraZeneca.

Em nota, a Unifesp destaca que o estudo clínico da Fase 3 foi temporariamente pausado em todos os centros que participam da etapa. A medida inclui o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais, da universidade, que coordena a pesquisa no Brasil. Para que a etapa prossiga, é necessário descobrir se a reação do paciente foi, ou não, provocada pela vacina.

“No Brasil, o estudo envolve 5 mil voluntários e avança como o esperado. Muitos já receberam a segunda dose e, até o momento, não houve registro de intercorrências graves de saúde. É importante destacar que a pausa vale para novas aplicações da vacina. O estudo continua, segue avançando, com os voluntários que já participam sendo constantemente monitorados”, acrescenta a Unifesp no comunicado.

Também em nota, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que foi incumbida de produzir a vacina no país, ressalta que já foi informada pela Astrazeneca da suspensão dos testes. A organização acrescenta que irá se pronunciar somente após a divulgação dos resultados relativos aos efeitos adversos apresentados pelo voluntário.

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