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[Covid-19]
Ministério da Saúde contabiliza mais duas mortes em Paulínia

Conforme o governo federal, responsável pelos dados oficiais da doença no País, a cidade já tem 71 óbitos; para o boletim deste sábado da Prefeitura, são 69

5 ago 2020 – 13h37
Cerca de 1,1 mil exames de swab confirmaram casos suspeitos da Covid-19 em Paulínia  (Foto: Agência Brasil)

OMinistério da Saúde contabilizou até o início da tarde deste sábado (5) mais duas mortes em Paulínia em decorrência do novo coronavírus. O total de óbitos na cidade chegou a 71, segundo o governo federal, que é o responsável pelos números oficiais da doença no Brasil. O boletim epidemiológico diário da Prefeitura, às 9h30 desta manhã, registrava 69 óbitos pelo novo coronavírus no município desde o início da pandemia.

Em relação aos casos confirmados da Covid-19, a diferença entre os dados dos governos federal e municipal já é neste sábado de 1.388 exames positivos. Para o Ministério da Saúde, Paulínia tem 4.552 moradores infectados pelo novo coronavírus (+39 frente a sua atualização anterior). Mas, conforme a Secretaria Municipal de Saúde, a cidade soma 3.164 paulinenses que pegaram a doença (+33 nas últimas 24 horas)  Os recuperados são 2.956 (+13) no município.

A Prefeitura justifica que seu boletim diário está atrasado em relação aos do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde por causa da demora de ser notificada pelo estado de casos de moradores da cidade atendidos em outros municípios; e da eventual duplicidade de notificações de atendidos em outras cidades e também em Paulínia. A Secretaria de Estado da Saúde informou que confere todas notificações e realiza as atualizações necessárias.

Até as 9h30 deste sábado, o total de pacientes internados em decorrência do novo coronavírus no Hospital Municipal de Paulínia “Vereador Antônio Orlando Navarro” era de 20 (um a menos que sexta-feira) – oito seguiam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A Prefeitura garante que possui 14 vagas de UTI – 10 reservadas para os pacientes da Covid-19 e quatro para outras complicações (todas essas estavam ocupadas). O governo municipal informou que contratou temporariamente 76 dos 85 profissionais de saúde previstos, por meio de seleção emergencial concluída, e trabalha para a admissão dos demais, mas a ampliação de leitos de UTI  Covid-19 ainda não foi informada.

Os internados em razão da Covid-19 no hospital municipal estavam neste sábado:

  • oito na UTI – apesar de ter recebido 10 respiradores no último dia 15 de junho do governo do estado, o município não anunciou o aumento de leitos de UTI na rede; já o processo seletivo do final de abril feito pela Prefeitura e que permitiria a contratação de funcionários para ampliação das 14 vagas de terapia intensiva instaladas no hospital municipal foi cancelado pelo governo municipal (um novo processo foi aberto no último dia 7 de julho e o reforço profissional está sendo contratado);
  • dois na Unidade Respiratória, que possui sete leitos;
  • oito na Enfermaria Respiratória, que conta com oito leitos, mas que, segundo a Prefeitura, podem ser ampliados sempre que necessário; e
  • dois na Clínica Médica.

Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) estão avançando no desenvolvendo de uma vacina por spray nasal contra a Covid-19. A fase de escalonamento de produção teve início na Unicamp e expectativa é de que os testes em humanos comecem no início do próximo ano, entre janeiro e fevereiro.

A vacina por spray nasal traz diversas vantagens em relação ao método injetável, incluindo a atuação direta na mucosa nasal, que é uma das principais portas de entrada do novo coronavírus no organismo humano. Dessa forma, a perspectiva é que aconteça a eliminação do vírus já no canal de entrada. A vacina também passa por testes pré-clínicos, em camundongos.

O escalonamento da produção, conforme a professora Laura de Oliveira Nascimento, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Unicamp, que encabeça esse processo, é o momento em que se busca testar se a vacina, desenvolvida em escala laboratorial, pode ser produzida em maior escala, processo que é essencial para uma vacina que se pretende lançar comercialmente.

A concepção da vacina da USP e da Unicamp, diz Laura, desde o princípio, incorporou a preocupação com uma formulação que possa ser aplicável para a população. Para a pesquisadora, a experiência do líder da equipe, o professor da USP Marco Antonio Stephano, foi fundamental na concepção de produção industrial. “Desde o começo, ele e a equipe estão produzindo uma formulação que possa ser produzida de maneira rápida e em larga escala”, observa.

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