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[Paulínia]
Hospital municipal tem 33 internados por Covid-19; dez estão na UTI

Boletim epidemiológico diário da Prefeitura desta terça-feira registrou outros 15 moradores do município contaminados pelo novo coronavírus

1º set 2020 – 13h14
Pouco mais de 700 testes rápidos descartaram casos suspeitos da Covid-19 em Paulínia (Foto: Agência Brasil)

OHospital Municipal de Paulínia “Vereador Antônio Orlando Navarro” tem 33 pessoas internadas em decorrência da Covid-19 – dez delas ocupando leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), de acordo com o boletim epidemiológico diário da Prefeitura desta terça-feira (1º). O município registrou mais 15 contaminados, totalizando 3.084 casos confirmados desde o início da pandemia. O Ministério da Saúde já contabiliza 4.406 infectados na cidade (mesmo número de sua última atualização) e 69 mortes pela doença.

Nas últimas 24 horas, mais seis pacientes positivos e suspeitos da Covid-19 deram entrada no hospital municipal de Paulínia: subiu de 27 para 33, conforme dados divulgados pelo governo local. Até as 9h30 desta terça-feira, o total de pessoas internadas na UTI Covid-19 permanecia 10, pelo terceiro dia seguido. A Prefeitura garante que possui 14 vagas de UTI – 10 leitos reservados para o pacientes da pandemia (todos ocupados) e quatro (três com doentes) para outras complicações. No início de agosto começou a contratação temporária de 85 profissionais de saúde, por meio de seleção emergencial concluída, o que permitirá a ampliação desse serviço.

Os internados em razão da Covid-19 no hospital municipal estavam nesta terça-feira:

  • 10 na UTI – apesar de ter recebido 10 respiradores no último dia 15 de junho do governo do estado, o município não anunciou o aumento de leitos de UTI na rede; já o processo seletivo do final de abril feito pela Prefeitura e que permitiria a contratação de funcionários para ampliação das 14 vagas de terapia intensiva instaladas no hospital municipal foi cancelado pelo governo municipal (um novo processo foi aberto no último dia 7 de julho e o reforço profissional está sendo contratado);
  • nove na Unidade Respiratória, que possui sete leitos;
  • 12 na Enfermaria Respiratória, que conta com oito leitos, mas que, segundo a Prefeitura, podem ser ampliados sempre que necessário; e
  • dois na Pediatria.

O Centro de Química Medicinal (CQMED) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o laboratório de genômica Mendelics e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) acabam de assinar um acordo para o aperfeiçoamento do teste de saliva para Covid-19. Ao CQMED cabe desenvolver dois reagentes-chave do teste que são importados, enquanto a Mendelics será responsável pelos testes.

A ideia é unir a experiência do Centro de Química Medicinal no design e produção de enzimas específicas em escala e a logística da Mendelics. Com isso, a expectativa é ampliar a disponibilidade desses componentes essenciais para a autonomia do País na produção dos testes para Covid-19. Hoje, um dos principais gargalos do combate ao novo coronavírus é a testagem em massa da população. Isto porque, a testagem ampla, rápida e acessível é fundamental para rastrear o vírus, identificar rapidamente novos casos e impedir a transmissão da doença.

“O teste denominado RT-LAMP #PARECOVID traz segurança no retorno às atividades de trabalho presenciais, em escolas e ao lazer. A produção brasileira de insumos pelo CQMED ampliará a disponibilidade do teste no Brasil, reduzirá custos e garantirá fornecimento independente da demanda mundial por testes”, afirmou David Schlesinger, CEO da Mendelics.

O novo teste molecular de Covid-19 foi desenvolvido pela Mendelics em parceria com o Hospital Sírio-Libanês. É capaz de identificar a presença do SARS-CoV2 em amostra de saliva durante o período de infecção ativa do vírus. Assim como o RT-PCR, ele não detecta os anticorpos de pessoas já recuperadas da doença, mas sim o próprio vírus. O protocolo é baseado em uma técnica chamada de “transcriptase reversa com amplificação isotérmica mediada por loop” ou RT-LAMP. Esta técnica já é utilizada para diagnóstico de outras doenças como dengue, chikungunya, hepatite A e zica.

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