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[Macuco]
Operação contra crime organizado prende 20 e apreende R$ 31 mil

Ação do Ministério Público e da Polícia Militar na região também teve alvo em Paulínia; um casal foi morto durante troca de tiros em Itapira

21 ago 2020 – 18h
Soldado do 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia durante ação policial em Piracicaba (Foto: Divulgação)

AOperação Macuco deflagrada na manhã desta sexta-feira (21) contra o crime organizado e o tráfico de drogas na região, e que também teve alvo em Paulínia, prendeu 20 pessoas e apreendeu R$ 31 mil em dinheiro, além de documentos, drogas e armas. Um casal morreu ao trocar tiros com policiais militares do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), em Itapira.

A 2ª Promotoria de Justiça de Itapira, por meio do promotor de Justiça Rodrigo Lopes, deflagrou, em conjunto com a Polícia Militar, a Operação Macuco, para dar cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão nas cidades de Itapira, Campinas, Paulínia, Monte Mor, Hortolândia, Santa Bárbara d’Oeste, Pinhalzinho e Bragança Paulista. Os trabalhos foram realizados em parceria com o Comando de Policiamento do Interior 2, com apoio do 1º, 10º e 11º Baeps.

Participaram da operação 16 promotores de Justiça e cerca de 200 policiais militares. A operação foi deflagrada para cumprimento de 21 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão. Foram cumpridos 17 mandados de prisão e realizadas outras três prisões em flagrante. Em Itapira, um casal resistiu à prisão, trocou tiros com policiais e morreu. “As diligências prosseguem para a captura de três indivíduos foragidos”, informou o Ministério Público.

O Ministério Público, até a publicação deste texto, não tinha dado detalhes das prisões, revelado os locais onde aconteceram as apreensões nem anunciado os nomes dos acusados com mandados de prisão cumpridos. Pela manhã, a Polícia Militar informou que havia uma mulher presa em Paulínia, um homem capturado em Hortolândia e outro acusado detido em Santa Bárbara d’Oeste.

“Durante a operação houve apreensão de diversos materiais relacionados à organização criminosa investigada, além de drogas, armas de fogo, aparelhos de telefone celular e cerca de R$ 31 mil em dinheiro”, destacou o Ministério Público.

As investigações – iniciadas em fevereiro deste ano após o latrocínio (roubo seguido de morte) de um guarda municipal em Itapira -, revelaram que a maioria dos investigados ocupava funções de liderança regional na facção criminosa e em esquemas para tráfico de drogas na região.

“Ainda no decorrer do monitoramento e das investigações, foi possível a prisão em flagrante de outras 15 pessoas pelos crimes de tráfico de drogas, porte de arma e receptação, sendo apreendidos mais de 20 quilos de entorpecentes, cinco armas de fogo, dezenas de munições, dinheiro, veículos e materiais utilizados no tráfico de drogas. Ademais, dois cadáveres de vítimas de ‘tribunais do crime’ foram localizados. Eles tinham sido enterrados em cemitérios clandestinos utilizados pela facção criminosa”, explicou o Ministério Público.

O Ministério Público tem 30 dias para encerrar as investigações, ouvindo os envolvidos e examinando os materiais apreendidos (documentos e equipamentos eletrônicos), para apresentar as denúncias perante a Justiça Pública. Os investigados podem responder por crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídio e ocultação de cadáver.

A operação recebeu o nome de Macuco, primeiro nome do povoado que posteriormente se tornaria a cidade de Itapira.

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