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[Covid-19]
Paulínia tem a 23ª morte e 1.703 casos; Ministério da Saúde aponta 2.095

Mulher de 76 anos, com doenças preexistentes, morreu em hospital da rede privada de Campinas no último dia 16, de acordo com a Prefeitura

23 jul 2020 – 14h06
Cerca de 1.123 testes rápidos deram positivos desde o início da pandemia na cidade (Foto: Agência Brasil)

APrefeitura de Paulínia confirmou nesta quinta-feira (23) a 23ª morte pela Covid-19 na cidade desde o início da pandemia e adicionou 48 casos confirmados em seu boletim epidemiológico diário, totalizando 1.703. Entretanto, para o Ministério da Saúde, a cidade já passou de 2 mil infectados na noite de quarta-feira (22), quando registrou em 24 horas mais 109 contaminados (de 1.986 para 2.095). Os recuperados subiram de 900 para 991 (+91). A ocupação de leitos no Hospital Municipal “Vereador Antônio Orlando Navarro” segue alta.

A 23ª morte pelo novo coronavírus em Paulínia se trata de uma mulher 76 anos, que possuía hepatopatia, segundo a Prefeitura. Ela apresentou o início dos sintomas respiratórios no dia 9 passado, deu entrada em hospital da rede privada de Campinas no dia 15 e teve diagnóstico laboratorial para a Covid-19 confirmado por exame de swab (secreção nasal e bucal). A moradora de Paulínia morreu no último dia 16, na unidade hospitalar onde estava internada.

“A Administração municipal se solidariza com todos os seus familiares e amigos”, ressaltou a nota do governo local, que não esclareceu se parentes e amigos da vítima fatal foram testados para detecção da Covid-19. “A Prefeitura de Paulínia informa que é essencial que todos sigam as orientações do Comitê de Prevenção e Enfrentamento do Coronavírus e reforça a necessidade do isolamento domiciliar, saindo somente para necessidades extremas, nunca deixando de usar máscara e higienizando as mãos sempre que possível.”

Até as 9h30 desta quinta-feira, o número de internados em razão da Covid-19 havia baixado de 39 para 38 nas últimas 24 horas no hospital municipal de Paulínia. Dez leitos de UTI seguiam ocupados com pacientes positivos e suspeitos da doença. Segundo servidores do combate à pandemia, há 14 vagas instaladas de terapia intensiva no local e oito que podem receber doentes de quaisquer complicações devido ao número reduzido de funcionários. A Prefeitura garante que são 10, mesmo sem informar a contratação de profissionais da saúde o que permitiria ampliar esse atendimento na rede municipal da cidade.

A Prefeitura não esclareceu se o paciente que deixou o hospital municipal teve alta médica ou foi transferido para outra unidade hospitalar da região ou da Capital paulista. Os internados em consequência da Covid-19 em Paulínia estavam nesta quinta-feira:

  • 10 na UTI – apesar de ter recebido 10 respiradores no último dia 15 de junho do governo do estado, o município não anunciou o aumento de leitos de UTI na rede; já o processo seletivo do final de abril feito pela Prefeitura e que permitiria a contratação de funcionários para o uso imediato dos 14 leitos de UTI instalados no hospital municipal foi cancelado pelo governo municipal (um novo processo foi aberto no último dia 7);
  • 12 na Unidade Respiratória, que possui sete leitos;
  • 12 na Enfermaria Respiratória, que conta com oito leitos, mas que, segundo a Prefeitura, podem ser ampliados sempre que necessário;
  • três na Pediatria; e
  • um na Clínica Cirúrgica.

Pelos números do Ministério da Saúde, responsável pelos dados oficiais da Covid-19 no Brasil, Paulínia tinha até as 18h50 de quarta feira 2.095 moradores infectados pelo novo coronavírus – ou seja, 109 a mais em relação à terça-feira e 392 além do que foi o anunciado no início da tarde desta quinta-feira pela administração local. A diferença entre as estatísticas dos dois governos se daria pela demora de a Prefeitura ser notificada dos casos de moradores da cidade que são atendidos em outros municípios da região e do estado.

Paulínia e outras 41 cidades pertencem ao Departamento Regional de Saúde (DRS) VII, que está na fase 1 (vermelha) do Plano SP de retomada gradual e regionalizada da economia no estado. Essa é a mais restritiva, que permite a abertura só de serviços e comércios essenciais. Até quinta-feira, a DRS VII tinha 39.741 casos confirmados da Covid-19 e 1.527 óbitos. A ocupação de leitos de UTI Covid-19 era de 78,9%. Nesta sexta-feira (24), o governo estadual fará nova atualização do Painel São Paulo podendo reclassificar todas as regiões do território paulista com base na oferta de leitos, avanço da doença e número de mortes.

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