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[Plano São Paulo]
Paulínia volta à fase vermelha e terá de fechar comércio não essencial

Anúncio foi feito nesta sexta-feira pelo prefeito de Campinas, Jonas Donizetti, e confirmado no início da tarde pelo governador João Doria

3 jul 2020 – 11h38
Vista aérea da região central de Paulínia: comércio essencial pode seguir funcionando (Foto: RT Imagens)

Aregião foi reclassificada na fase vermelha do Plano São Paulo de abertura gradual e regionalizada da economia no estado e Paulínia terá de voltar a fechar todo o comércio e serviço não essencial, além de manter proibidas as celebrações presenciais em igrejas e templos da cidade, a partir da próxima segunda-feira (6). O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira (3) pelo prefeito de Campinas, Jonas Donizetti (PSB), antecipando o governador paulista, João Doria (PSDB), que confirmou a decisão no início desta tarde.

O Plano São Paulo de retomada da economia prevê a reabertura gradual da economia de forma regionalizada no estado e foi anunciado no início do mês passado pelo governador. As classificações são atualizadas toda semana e podem ser revistas dependendo do comportamento da pandemia, como aumento no número de casos, de mortes e da ocupação de leitos hospitalares. As medidas mais restritivas na região podem durar, no mínimo, até dia 12 de julho, se ela voltar para a fase 2 – laranja na reclassificação da próxima sexta (10).

Jonas informou em sua live nas redes sociais que foi comunicado na noite de quinta-feira (2) da decisão do governo estadual de regredir para a fase 1 – vermelha o Departamento Regional de Saúde VII – que abrange Paulínia e mais 41 cidades. Uma das razões seria o fato de a DRS VII ter atingido 80,6% da ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Paulínia, na quinta-feira, havia chegado a 100% e tinha confirmado, segundo a Prefeitura, 826 casos da Covid-19, e 13 óbitos. Desde o início do Plano São Paulo a cidade estava na fase laranja.

Com a regressão de Paulínia para a fase mais restritiva do Plano São Paulo somente podem abrir no município, segundo o governo do estado:

  • Saúde: hospitais, clínicas, farmácias, clínicas odontológicas, lavanderias e estabelecimentos de saúde animal.
  • Alimentação: supermercados, hipermercados, açougues e padarias, lojas de suplemento, feiras livres. É vedado o consumo no local.
  • Bares, lanchonetes e restaurantes: permitido serviços de entrega (delivery) e que permitem a compra sem sair do carro (drive thru). Válido também para estabelecimentos em postos de combustíveis.
  • Abastecimento: cadeia de abastecimento e logística, produção agropecuária e agroindústria, transportadoras, armazéns, postos de combustíveis e lojas de materiais de construção.
  • Logística: estabelecimentos e empresas de locação de veículos, oficinas de veículos automotores, transporte público coletivo, táxis, aplicativos de transporte, serviços de entrega e estacionamentos.
  • Serviços gerais: lavanderias, serviços de limpeza, hotéis, manutenção e zeladoria, serviços bancários (incluindo lotéricas), serviços de call center, assistência técnica de produtos eletroeletrônicos e bancas de jornais.
  • Segurança: serviços de segurança pública e privada.
  • Comunicação social: meios de comunicação social, inclusive eletrônica, executada por empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens.
  • Construção civil, agronegócios e indústria: sem restrições.

Essa foi a quinta atualização do painel de fases da retomada econômica do Plano São Paulo, com quarentena mantida até o próximo dia 14. O avanço da pandemia no Interior ainda é preocupante, segundo o governo estadual, e deixa 10 regiões na fase vermelha de restrição total de atividades não essenciais. Em relação à semana passada, a região de Campinas retorna ao alerta máximo, e nenhuma área avançou a fases mais flexíveis.

“São Paulo continuará seguindo as orientações da medicina e da ciência. Sem concessões a ideologias, pressões ou propostas populistas”, afirmou o governador. “Todos nós queremos deixar para trás essa tempestade, mas a travessia ainda não terminou. Por isso, não podemos e não vamos relaxar. Continuamos recomendando que as pessoas, se puderem, fiquem em casa. Principalmente as pessoas dos grupos de maior risco, com mais de 60 anos e comorbidades. E os que tiverem que sair, sempre usem máscara”, acrescentou Doria.

Vermelha

As regiões que estão na fase vermelha são as dos DRSs de Araçatuba, Bauru, Campinas, Franca, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente, Registro, Ribeirão Preto e Sorocaba. Já na etapa laranja, ficam as áreas de Araraquara, Baixada Santista, Barretos, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto e Taubaté, além das sub-regiões Leste (Alto Tietê), Norte (Franco da Rocha) e Oeste (Osasco) da Grande São Paulo.

Na Grande São Paulo, a Capital e as sub-regiões do ABC e de Taboão da Serra permanecem na etapa amarela, que libera reabertura de bares, restaurantes e salões de beleza com 40% da capacidade e expediente diário de até seis horas. O governo anunciou nesta sexta-feira que, com protocolos bastante rígidos, o Plano São Paulo também passa a permitir nesta fase intermediária a reabertura parcial de academias na próxima semana. Regiões que permanecerem por 28 dias seguidos na fase amarela também poderão reabrir, com limitações, espaços culturais como museus, bibliotecas, cinemas, teatros e salas de espetáculos.

Laranja

Nas demais três sub-regiões da Grande SP e outras sete áreas do Interior e Litoral, a fase laranja libera funcionamento com 20% da capacidade de escritórios em geral, imobiliárias, comércio de rua, shoppings e concessionárias. A novidade é uma opção estendida de horário: quatro horas diárias, todos os dias, ou abertura por seis horas durante quatro dias e fechamento do atendimento presencial por outros três dias.

Na última sexta (26), o governo do Estado recomendou que as prefeituras da Capital e as sub-regiões do ABC e de Taboão da Serra só liberassem o atendimento presencial em salões de beleza e barbearias, bares e restaurantes a partir do dia 6 de julho. O Prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), usou o prazo sugerido pelo Centro de Contingência do coronavírus para a definição de protocolos sanitários específicos. Ele confirmou a reabertura desses segmentos logo após o final desta semana.

Capacidade hospitalar

Segundo os indicadores de saúde nesta quinta atualização, a capacidade hospitalar para atendimento a pacientes graves de Covid-19 é satisfatória na maioria das regiões, mas há preocupação em relação a cidades dos DRSs de Ribeirão Preto (86% de ocupação em UTIs Covid-19), Campinas (80%), Barretos (77%), Sorocaba (75%) e Piracicaba (70%).

A média estadual é de 64% de ocupação em leitos de terapia intensiva, ante 65,5% há uma semana, e de 20,2 vagas para cada cem mil habitantes – há sete dias, eram 19,7. Segue a apresentação do Plano SP: balanco-plano-sp-03072020.

Cidades que compõem a DRS VII

  • Paulínia
  • Águas de Lindóia
  • Americana
  • Amparo
  • Artur Nogueira
  • Atibaia
  • Bom Jesus dos Perdões
  • Bragança Paulista
  • Cabreúva
  • Campinas
  • Campo Limpo Paulista
  • Cosmópolis
  • Holambra
  • Hortolândia
  • Indaiatuba
  • Itatiba
  • Itupeva
  • Jaguariúna
  • Jarinu
  • Joanópolis
  • Jundiaí
  • Lindóia
  • Louveira
  • Monte Alegre do Sul
  • Monte Mor
  • Morungaba
  • Nazaré Paulista
  • Nova Odessa
  • Pedra Bela
  • Pedreira
  • Pinhalzinho
  • Piracaia
  • Santa Bárbara d’Oeste
  • Santo Antônio de Posse
  • Serra Negra
  • Socorro
  • Sumaré
  • Tuiuti
  • Valinhos
  • Vargem
  • Várzea Paulista
  • Vinhedo

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