Ir para conteúdo

[Tristeza]
Paulínia divulga mais duas mortes e soma nove pelo novo coronavírus

Segundo boletim epidemiológico desta terça-feira da Prefeitura, falecimentos foram de uma mulher de 91 anos e de um homem de 66 anos

23 jun 2020 – 12h42
Leitos de hospitais recebem alta demanda de pacientes decorrentes da Covid-19 (Foto: Agência Brasil)

OComitê de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus confirmou nesta terça-feira (23) mais duas mortes pela Covid-19 e Paulínia já soma nove óbitos pela doença desde o início da pandemia. A Prefeitura também adicionou outros 38 moradores infectados em suas estatísticas, totalizando 454. Segundo o Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde, o número de infectados no município chegou 548 na segunda-feira (22).

De acordo com a Prefeitura de Paulínia, um dos óbitos pela Covid-19 anunciados nesta terça-feira na cidade se refere a uma mulher de 91 anos, com hipertensão, que foi internada em hospital da rede privada de Campinas no último dia 13 e evolui para óbito no domingo (21) passado. Os familiares da vítima fatal se apresentam assintomáticos.

A outra morte trata-se de um homem de 66 anos, com doença neurológica, diabetes e cardíaco. Ele passou por atendimento no Hospital Municipal de Paulínia “Vereador Antônio Orlando Navarro”, no dia 27 de março, sendo transferido para o Hospital das Clínicas da Unicamp no dia 2 de abril, falecendo na terça-feira passada (16). Seus familiares também estão assintomáticos, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

“A Administração municipal se solidariza com os familiares e amigos”, destacou a nota do governo local. “A Prefeitura de Paulínia informa que é essencial que todos sigam as orientações do Comitê de Prevenção e Enfrentamento do Coronavírus e reforça a necessidade do isolamento domiciliar, saindo somente para necessidades extremas, nunca deixando de usar máscara e higienizando as mãos sempre que possível.”

Em relação ao boletim da Prefeitura de segunda-feira, os casos confirmados subiram de 416 para 454 (+38); descartados, de 500 para 511 (+11); curados, de 235 para 257 (+22); e as internações no hospital municipal de 22 para 25. A ocupação dos leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) que podem receber pacientes (oito dos 14 instalados, por causa da falta de equipes técnicas, conforme funcionários da linha de frente do combate à pandemia) é de 87%.

De acordo com nota técnica do Observatório PUC-Campinas, os novos casos de coronavírus na Região Metropolitana de Campinas (RMC), apurados entre os dias 14 e 20 de junho, acometeram 2.889 pessoas, um crescimento de 64% em relação à semana epidemiológica anterior. Conforme o estudo, foram 104 mortes registradas neste período, aumento de 48% em apenas sete dias.

Para o infectologista do Hospital PUC-Campinas, André Giglio Bueno, a intensidade de novos casos nas últimas semanas pode estar relacionada à flexibilização adotada em grande parte dos municípios, evidenciado o momento inadequado para reaberturas. “Não há qualquer indício de estabilização e, além da insuficiência de leitos, poderá haver dificuldades na criação de equipes capacitadas e insumos específicos para uma assistência de qualidade”, acrescenta.

Encerrada a 25ª semana epidemiológica, segundo o calendário das autoridades de saúde, a RMC contabilizava 9.205 casos e 360 mortes, sendo Campinas responsável por 57,7% e 58,6% desses números, respectivamente. Em relação aos óbitos, a cidade divide as piores taxas da região com Indaiatuba e Nova Odessa, considerando a proporcionalidade de casos por 100 mil habitantes.

Com as estatísticas atualizadas, o Departamento Regional de Saúde (DRS-Campinas), composto por 42 municípios, é o terceiro no Estado em número de casos e mortes, atrás apenas da Grande São Paulo e da Baixada Santista. No que diz respeito ao crescimento das ocorrências por semana, o DRS-Campinas é superado somente pela Grande São Paulo. As cidades de Jundiaí, Paulínia e Campinas estão no topo da lista, com mais de 450 casos por 100 mil habitantes.

Estratégias

Diante dos resultados e da necessidade de novo fechamento de estabelecimentos comerciais, o economista Paulo Oliveira, que coordenou a análise do Observatório PUC-Campinas, defende a proposição de soluções estratégicas combinadas com medidas de assistência social para os mais vulneráveis, de modo que se torne possível mitigar os efeitos negativos sobre emprego e renda.

“A falta de articulação entre as prefeituras que compõem os polos econômicos regionais, além de outras questões que tornam o nível de isolamento social abaixo do esperado, vão certamente atrasar o retorno seguro às atividades econômicas. Sem tal articulação, as decisões tomadas no âmbito municipal terão grandes impactos na contenção ou avanço do vírus nas demais cidades, podendo, inclusive, sobrecarregar o sistema de saúde que funciona de forma integrada”, avalia o professor extensionista.

Clique aqui para ver mais notícias de Paulínia

Paulínia 24 Horas Notícia Ver tudo

Site de notícias criado para divulgar fatos jornalísticos da cidade de Paulínia.