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[Avanço]
Paulínia confirma a 5ª morte pela Covid-19 e mais 32 infectados

Boletim epidemiológico da Prefeitura também verificou o aumento de internações em decorrência da doença no hospital municipal: de 21 para 25

16 jun 2020 – 13h21
Estado tem cerca de 5,3 mil pacientes internados em UTIs para tratamento da Covid-19 (Foto: Agência Brasil)

OComitê de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus confirmou nesta terça-feira (16) a quinta morte pela Covid-19 e mais 32 novos casos de moradores infectados pela doença em Paulínia (subiu de 291 para 323). Também houve aumento no número de internações em razão do novo coronavírus no Hospital Municipal “Vereador Antônio Orlando Navarro” nas últimas 24 horas: de 21 para 25. O total de curados cresceu de 122 para 140 (+18).

O 5º óbito havia sido publicado no boletim diário do dia 2 como morte em investigação, informou o comitê de enfrentamento a doença. Trata-se de um homem de 69 anos, portador de diabetes, hipertensão e obesidade, que apresentou sintomas respiratórios leves no dia 6 de maio, sendo atendido por uma das 10 Unidades Básica de Saúde (UBS) da cidade.

No dia 26, o paciente apresentou dispneia (falta de ar), sendo atendido novamente pela UBS (a Prefeitura não informou qual), que o encaminhou para o hospital municipal de Paulínia, porém teria havido recusa do paciente em seguir para o local (de acordo com as informações coletadas na Unidade Básica de Saúde por equipe do governo). No dia 31, foi admitido no hospital municipal de Paulínia, em parada cardiorrespiratória, evoluindo para óbito.

“A Administração municipal se solidariza com os familiares e amigos”, destacou a nota do governo municipal. “A Prefeitura informa que é essencial que todos sigam as orientações do Comitê de Prevenção e Enfrentamento do Coronavírus e reforça a necessidade do isolamento domiciliar, saindo somente para necessidades extremas, nunca deixando de usar máscara e higienizando as mãos sempre que possível”, ressaltou.

Pelo boletim estadual, da Secretaria de Estado da Saúde, Paulínia tinha até a tarde de segunda-feira, 374 casos confirmados – 51 a mais que o divulgado nesta terça-feira pela Prefeitura de Paulínia. O total de óbitos, agora, é o mesmo: cinco. A diferença nos números, segundo o governo municipal, pode ocorrer pela demora para ser notificado pelo estado de caso de morador da cidade atendido em outro município e por eventual duplicidade de notificação de caso atendido em outra cidade e também na rede municipal de Paulínia.

Nas últimas 24 horas, o hospital municipal registrou quatro internações em razão da Covid-19. Embora tenha recebido na segunda mais 10 respiradores do governo estadual, não houve o anúncio da ampliação de leitos. Portanto segue com 14 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), segundo o governo municipal – 10 reservados a pacientes da Covid-19 (sete ocupados) e quatro para outras complicações (não revelou quantos estão livres); sete de Unidade Respiratória (cinco com pacientes); e oito de Enfermaria Respiratória (tem 12 lá). Havia um caso suspeito na Pediatria.

Até as 11h desta terça-feira, a Região Metropolitana de Campinas (RMC) passava de 7 mil casos confirmados da Covid-19 e de 300 mortes em decorrência da doença. Agora, são 7.142 contaminados (325 a mais que a atualização anterior), 306 óbitos (+14) e 5.104 curados (+420). Ao todo, são 1.733 pessoas com a doença ativa nas 20 cidades do bloco regional.

As cidades que registraram novos óbitos foram Americana (+1), Campinas (+1), Indaiatuba (+3), Nova Odessa (+1), Santa Bárbara d’Oeste (+1), Sumaré (+3) e Vinhedo (+3). Os novos casos da Covid-19 surgiram em todos os 20 municípios da RMC, como Americana (+16), Campinas (+97), Cosmópolis (+2), Engenheiro Coelho (+8), Hortolândia (+20), Indaiatuba (+56), Valinhos (+13), Vinhedo (+20), Pedreira (+2) e Nova Odessa (+5).

Em Valinho, setores de comércio e serviços voltaram a fechar nesta terça-feira. Essa é a primeira cidade da RMC a regredir nas medidas de reabertura da atividade econômica. Apenas supermercados, farmácias e restaurantes (em sistema de delivery) podem funcionar. A medida foi tomada devido ao aumento no número de casos e o comprometimento das UTIs. “Não temos mais leitos disponíveis na Santa Casa”, justificou a Prefeitura.

O estado tem 181.460 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus, 10.767 mortes pela doença e 33.105 pessoas curadas após receber alta médica, de acordo com a mais recente atualização do governo estadual, de segunda-feira (15). Há 5.309 pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTIs) para tratamento da Covid-19 e 8.019 em enfermarias. A taxa de ocupação de leitos de UTI está em 70,8% no estado e em 77,8% na Grande São Paulo.

O Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo estima que o estado terá, até o fim deste de junho, entre 15 mil e 18 mil óbitos provocados pela Covid-19. O total de casos é calculado entre 235 mil e 290 mil. O centro diz, porém, que o ritmo de crescimento dos óbitos vem diminuindo em todo o estado.

Na 13ª semana epidemiológica (entre 22 e 28 de março), o crescimento do número de mortes era de 460% e, na semana passada, a 24ª semana epidemiológica, de 16,81%. O estado também registra queda na taxa de letalidade, que passou de 7,95% no dia 14 de maio para 6% no dia 14 de junho.

O secretário executivo do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, João Gabbardo, destacou que a semana passada foi a primeira em que ocorreram menos óbitos do que na semana anterior. Foram 1.523 óbitos ante os 1.526 registrados na semana anterior.

O ritmo de crescimento de novos casos e de óbitos provocados pelo novo coronavírus vem, segundo o governo paulista, diminuindo na região metropolitana, mas crescendo de forma acelerada no Interior. “Se olharmos, no dia 14 de abril, o Interior representava, no todo do estado, 10,75% dos casos. Isso veio para 18,96% no dia 14 de maio e para 27,02% no dia 14 de junho”, disse o secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi.

Ele acrescentou que isso também ocorre com o número de óbitos, que passou de 11,22% (de participação no total do estado) no dia 14 de abril, para 18,72% no dia 14 de junho. “Isso representa a evolução da pandemia no Interior”, disse Vinhal.

O Brasil teve 627 novas mortes e 20.647 novos casos da Covid-19 registrados até segunda-feira, balanço até aqui mais recente do Ministério da Saúde. Com esses acréscimos às estatísticas, o País chegou a 43.959 falecimentos em função do novo coronavírus e 888.271 pessoas infectadas.

O balanço traz um aumento de 2,3% no número de casos em relação à última atualização, quando o total estava em 867.624. As mortes aumentaram 1,4% em comparação com o dado anterior, quando foram contabilizadas 43.332. Os registros são menores aos domingos e segundas-feiras em função da dificuldade de alimentação dos dados aos fins de semana, e quantidades maiores são registradas às terças-feiras em razão do acúmulo de notificações atualizadas no sistema.

A taxa de mortalidade foi de 21 falecimentos por 100 mil habitantes. Já a incidência (casos confirmados por 100 mil habitantes) ficou em 423. Do total, 432.060 pacientes estão em observação e 412.252 foram recuperados. Os estados com maior número de óbitos são São Paulo (10.767), Rio de Janeiro (7.728), Ceará (4.999), Pará (4.201) e Pernambuco (3.886). Ainda figuram entres os com altos índices de óbitos em função da covid-19 Amazonas (2.512), Maranhão (1.499), Bahia (1.145), Espírito Santo (1.086), Alagoas (768) e Paraíba (656).

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