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[Avanço]
Novo coronavírus mata mais 13 moradores da RMC e infecta outros 314

Apenas Campinas confirmou nove mortes e 165 casos nas últimas 24 horas; total de óbitos divulgados já chega a 239 e de contaminados, 5.426

9 jun 2020 – 22h33
Ministério da Saúde voltou a divulgar os dados da Covid-19 como antes (Foto: Agência Brasil) 

Onovo coronavírus fez mais 13 vítimas fatais e contaminou outros 314 moradores da Região Metropolitana de Campinas (RMC) nas últimas 24 horas. Conforme boletins epidemiológicos divulgados pelas 20 cidades que formam o bloco regional, ao todo, nesta terça-feira (9) já são 5.426 os infectados e 239 mortos.

Nesta terça, o total de curados na RMC subiu para 3.793 – 82 a mais que o verificado até segunda-feira. Os municípios da RMC investigam ainda 56 óbitos pela pandemia da Covid-19. Campinas sozinha divulgou mais 13 mortes e 165 novos casos. A maior cidade da RMC, com 1,2 milhão de habitantes, soma 116 óbitos.

Paulínia foi a segunda cidade da Região Metropolitana de Campinas a divulgar o maior número de novos casos da Covid-19 nas últimas 24 horas: 40 de uma só vez – subiu de 180 para 220. Em terceiro lugar ficou Sumaré, com mais 22 pessoas testadas positivas para o novo coronavírus. Dos 20 municípios da RMC, apenas Artur Nogueira e Pedreira não divulgaram moradores infectados de segunda para esta terça-feira.

O estado de São Paulo bateu mais um recorde de mortes pelo novo coronavírus contabilizando 334 óbitos nas últimas 24 horas. Nesta terça-feira, o território totaliza 9.522 mortes desde o início da pandemia da Covid-19. Na segunda, o secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann, já previa aumento no número de óbitos nos municípios paulistas.

Segundo Germann, isso ocorre sempre às terças-feiras e resulta de um atraso na contabilização de casos aos sábados e domingos. Nos finais de semana, a quantidade de casos e de óbitos notificada é sempre menor já que alguns laboratórios e órgãos públicos ficam fechados. Dessa forma, os dados ficam represados e só costumam aparecer no levantamento de terça-feira.

Até então, o maior número de óbitos em um dia havia sido registrado em 2 de junho, quando o estado apresentou 327 mortes. O estado contabiliza ainda 150.138 casos confirmados do novo coronavírus, com 28.787 altas médicas. A taxa de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) é de 68,6% no estado e de 74,1% na Grande São Paulo. Há 4.481 pessoas internadas em UTIs de todo o estado, além de 8.073 internadas em enfermarias.

Até segunda-feira, dos 142,6 mil testes feitos pelo estado, 22,6 mil foram sorológicos, os chamados testes rápidos, que identificam anticorpos produzidos pelo organismo após o contato com o vírus. O restante foi teste por RT-PCR, que avalia o material genético do vírus e é feito em casos ativos.

Segundo a secretaria da Saúde de São Paulo, com a adoção dos testes rápidos, além do RT-PCR, o estado está aumentando a testagem da população e consegue fazer cerca de 8 mil testes a cada dia. No mês passado, de acordo com a pasta, 20% dos casos confirmados do estado foram identificados por meio dos testes sorológicos (testes rápidos).

Balanço do Ministério da Saúde divulgado nesta terça-feira aponta 1.272 novas mortes e 32.091 novos casos da Covid-19 nas últimas 24 horas. Com esses acréscimos às estatísticas, o País chegou a 38.406 óbitos em função da pandemia do novo coronavírus e 739.503 pessoas infectadas.

O balanço traz um aumento de 4,5% no número de casos em relação às segunda-feira, quando o total estava em 707.412. As mortes aumentaram 2,4% em comparação com o dado de segunda-feira, quando foram contabilizadas 37.134.

A taxa de letalidade (número de mortes pela quantidade de casos confirmados) ficou em 5,19%. A taxa de mortalidade (falecimentos por 100.000 habitantes) foi de 18,3. E a taxa de incidência (casos confirmados por 100.000 habitantes) correspondeu a 351,9. De acordo com o Ministério da Saúde, 311.064 pacientes foram recuperados e 390.033 estão em acompanhamento.

A atualização desta terça já atendeu a determinação, por meio de liminar, do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o governo federal divulgue na íntegra os dados relativos ao contágio e às mortes pelo novo coronavírus, nos moldes de como vinha sendo realizado pelo Ministério da Saúde até o dia 4 de junho.

Conass

Os dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretarias Estaduais de Saúde (Conass) coincidem com informações apresentadas pelo Ministério da Saúde. O balanço do conselho (batizado de Painel Conass) foi criado no fim de semana após o Ministério da Saúde mudar a dinâmica de divulgação dos dados sobre a pandemia. Até a semana passada, o Ministério da Saúde consolidava os dados das secretarias estaduais no início da noite.

A pasta passou a divulgar o balanço cada vez mais tarde (por volta de 22h) e parou de informar o total de casos. Segunda-feira foi apresentado o novo método de anunciar a consolidação. As mudanças foram objeto de questionamento do Ministério Público Federal.

Na segunda-feira, secretários do Ministério da Saúde apresentaram em linhas gerais como devem ser os novos balanços diários do órgão, privilegiando as mortes pela Covid-19 em função da data de ocorrência. Nesta terça, o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, participou de audiência na Câmara dos Deputados sobre o tema, onde respondeu a questionamentos de parlamentares sobre as mudanças.

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