Ir para conteúdo

[Balanço]
Região metropolitana tem mais 7 mortes e 236 novos casos da Covid-19

Somente em Campinas foram cinco óbitos e 165 infectados divulgados nesta segunda-feira; municípios da RMC têm 3.410 contaminados

1º jun 2020 – 21h20
Estado tem 4.681 pessoas internadas em unidades de terapia intensiva – UTI (Foto: Agência Brasil)

ARegião Metropolitana de Campinas (RMC) registrou nesta segunda-feira, dia 1º de junho, mais sete mortes e 236 casos confirmados de moradores contaminados com a Covid-19, doença respiratória causada pela pandemia do novo coronavírus. O maior número de óbitos aconteceu em Campinas (+5). Os demais foram em Americana e Hortolândia. Ao todo, são 161 mortes e 3.410 infectados no bloco regional formado por 20 cidades.

A divulgação da Secretaria de Saúde de Campinas nesta segunda-feira de mais cinco mortes pela Covid-19 elevou para 78 o total de óbitos na cidade desde o início da pandemia do novo coronavírus. O município conta ainda com 1.735 casos confirmados (165 a mais que o verificado no domingo). Desse total, 1.342 pessoas se recuperaram (+237).

As novas vítimas fatais da Covid-19 em Campinas são:

  • uma mulher de 64 anos, que tinha doenças preexistentes e morreu na sexta-feira (29) em hospital privado;
  • um homem de 90 anos, com comorbidades e que morreu sábado (30) em hospital privado;
  • uma mulher de 57 anos, que não tinha outras doenças e morreu domingo (31) em hospital privado;
  • um homem de 69 anos, com doenças preexistentes e que morreu sexta-feira em hospital público; e
  • uma mulher de 74 anos, que possuía comorbidades e morreu sexta-feira em hospital público.

A Vigilância Epidemiológica de Americana confirmou na manhã desta segunda-feira o registro do sétimo falecimento de residente no município pela Covid-19. Trata-se do primeiro óbito de um profissional da saúde na cidade: um enfermeiro de 31 anos, que atuava na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Piracicamirim e no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em Piracicaba, e morreu no último sábado (30). Ele era morador do bairro São Jerônimo e tinha diabetes, hipotireoidismo e hipertensão.

O enfermeiro foi servidor público municipal em Americana, de 2010 até 2018, atuando em diversas unidades de saúde, como o Hospital Municipal “Dr. Waldemar Tebaldi” e o PA Zanaga. Ele começou a ter sintomas do coronavírus no dia 3 de maio e teve resultado positivo da Covid-19 no dia 10. Ele estava internado na UTI do Hospital Regional de Piracicaba, onde morreu. Até a publicação deste texto, a Prefeitura de Hortolândia não havia dado detalhes da 14ª vítima fatal da Covid-19 na cidade.

Desde o início da pandemia até esta segunda-feira, o estado de São Paulo registrou 111.296 casos confirmados do novo coronavírus (1.598 a mais que domingo), com 7.667 mortes (+52). A informação foi confirmada no início da tarde pelo secretário estadual de Saúde, José Henrique Germann.

O estado tem ainda 4.681 pessoas internadas em unidades de terapia intensiva (UTI) e 7.777 em enfermarias em casos suspeitos ou confirmados do novo coronavírus. A taxa de ocupação de leitos de UTI é de 69,3% em todo o estado de São Paulo e de 83,2% na Grande São Paulo.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Regional de São Paulo, Marco Vinholi, o estado de São Paulo reduziu em 30% os números de mortes, estimados pelo Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo até o fim de maio. Também caiu o total de municípios que poderiam registrar casos de coronavírus.

“A expectativa era de chegar até o fim do mês de maio nos 645 municípios do estado de São Paulo. Mas isso desacelerou e hoje (dia 1º de junho) chegamos a 525 cidades. Portanto, 120 cidades a menos do que a expectativa gerada. Também em número de óbitos, a estimativa era entre 9 mil e 11 mil, mas chegamos a 7.667, total 30% Inferior. A letalidade também caiu de 8,9 para 6,9”, disse ele. Isso ocorreu por causa da adesão ao isolamento social em todo o estado e ao uso de máscaras pela população.

No domingo (31), a taxa de isolamento social no estado de São Paulo atingiu 53%, ainda abaixo do que o governo considera o mínimo satisfatório para impedir a propagação do novo coronavírus e um colapso no sistema de saúde, estabelecido em 55%. Na Capital, a taxa de isolamento chegou a 55%. Em Paulínia, ficou em 51%.

Nos próximos 15 dias, o Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo terá um novo coordenador. Assume o cargo, no lugar de Dimas Covas, o pneumologista Carlos Carvalho, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

O balanço diário desta segunda-feira divulgado pelo Ministério da Saúde trouxe 12.247 novas pessoas infectadas pela Covid-19, totalizando 526.447. O resultado marcou um acréscimo de 2,2% em relação ao domingo passado, quando o número de pessoas infectadas estava em 514.819.

A atualização do Ministério da Saúde registrou 623 novas mortes, chegando a 29.937. O resultado representou um aumento de 2,1% em relação ao domingo, quando foram contabilizados 29.314 falecimentos pela Covid-19. Geralmente, os dados são menores aos domingos e segunda, quando há menos alimentação do banco de dados, e maiores na terça-feira, quando há acúmulo de novos dados do fim de semana.

Global

Do total de casos confirmados, 285.430 estão em acompanhamento e 211.080 foram recuperados. Há ainda 4.412 óbitos sendo analisados. São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no País, concentrando o maior número de falecimentos (7.667). O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (5.462), Ceará (3.188), Pará (2.925) e Pernambuco (2.875).

De acordo com o mapa global da universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, o Brasil é o segundo colocado em número de casos, atrás apenas dos Estados Unidos (1,8 milhão). O País é o quarto no ranking de mortes em decorrência da Covid-19, atrás da Itália (33.475), do Reino Unido (39.127) e dos Estados Unidos (104.812). O Brasil cai nos rankings quando os dados são tomados proporcionalmente a sua população.

Clique aqui para ver mais notícias de Paulínia

Paulínia 24 Horas Notícia Ver tudo

Site de notícias criado para divulgar fatos jornalísticos da cidade de Paulínia.