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[Covid-19]
Campinas adia em uma semana reabertura de comércios e restaurantes

Decisão foi tomada em função da pressão regional na rede pública de saúde local, além de dificuldades para ampliação de leitos de UTI

30 mai 2020 – 11h49
O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), durante anúncio da flexibilização (Foto: Divulgação)

Oprefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), anunciou na manhã deste sábado (30) o adiamento da reabertura com restrições do comércio de rua, shoppings, escritórios, restaurantes e de igrejas e templos religiosos para o próximo dia 8 de junho. A medida estava prevista para começar a valer nesta segunda-feira, dia 1º de junho, entretanto, agora, ficará somente para a semana que vem.

A razão para a suspensão temporária do plano de reabertura da economia se deu, segundo Jonas, devido ao aumento da procura regional por atendimento médico em Campinas e a dificuldade para ampliação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “A minha decisão é (para que) a gente tenha leitos caso a população fique doente”, explicou o prefeito.

“Estamos com essa relação muito apertada, principalmente na área pública, municipal e estadual, e isso faz com que fiquemos muito vulneráveis”, avaliou o secretário municipal de Saúde, Carmino de Souza. “Por isso recomendamos o adiamento, para que a gente possa ganhar alguns dias que serão fundamentais para ampliar essa rede.”

De acordo com o prefeito, o município tinha uma programação de leitos de UTI, mas que está muito apertada para ser colocada em prática a partir de segunda-feira. “Quero agradecer o Dr. Marcos Pimenta, presidente do Mário Gatti, que se comprometeu conosco a ter 10 leitos de UTI a mais no hospital a partir de segunda e chegarmos a 30 na próxima semana”.

A Prefeitura também fará a compra de leitos da rede particular de saúde, de acordo com Jonas, expandindo o número de maneira significativa, garantindo assim o atendimento dos pacientes que necessitam de mais cuidados.

O prefeito disse ainda que o problema do município não é de equipamentos e de respiradores. “O nosso problema é a demanda por profissionais da saúde, que tem acontecido em outras regiões e que, embora tenhamos muitos profissionais, estamos encontrando uma certa dificuldade em fazer as contratações extras”, afirmou.

Até a próxima sexta-feira, será publicado um novo decreto detalhando como será a flexibilização das atividades em Campinas.

Na sexta-feira (29), Campinas registrou mais duas mortes pela Covid-19, somando 69. Também tinha 1.434 casos confirmados da doença (quinta, dia 28, eram 1.353 casos, 81 a mais); 357 em investigação (eram 343, 14 a mais); e 2.832 descartados (eram 2.819, 13 a mais). Há ainda 17 óbitos em apuração (dois a mais). Do total de casos confirmados, 1.015 pessoas se recuperaram (eram 982, 33 a mais) e 147 estavam internadas (17 a mais).

Na atualização dos números deste sábado, a Prefeitura de Campinas divulgou mais quatro mortes pelo novo coronavírus (são 73 agora) e outros 136 pacientes contaminados. Esta é a maior adição de casos positivos às estatísticas da cidade realizada em um só dia desde o início da pandemia. O município passou a somar 1.570 pessoas infectadas com a doença. Dessas, 1.105 se recuperaram – 90 a mais em relação ao balanço de sexta-feira.

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