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[Avanço]
RMC registra cerca de 3 mil casos de moradores infectados com Covid-19

Somente nesta sexta-feira mais 165 contaminados foram adicionados às estatísticas de 12 das 20 cidades do bloco; são 147 mortes

29 mai 2020 – 21h17
No Brasil, até esta sexta-feira, foram realizados 488 mil exames, de 677,7 mil solicitados (Foto: Agência Brasil)

ARegião Metropolitana de Campinas (RMC) registrou nesta sexta-feira (28) 165 casos confirmados do novo coronavírus e atingiu cerca de 3 mil moradores testados positivos para a Covid-19. Todos os 20 municípios que compõem o bloco regional têm agora mais de uma dezena de infectados pela doença e 14 deles possuem ao menos um óbito (o caso de Paulínia). O total de mortes na RMC chegou a 147 (quatro a mais em relação à quinta-feira).

Campinas registrou mais duas mortes pela doença nesta sexta-feira, somando 69 óbitos na cidade. O prefeito Jonas Donizette (PSB) informou que as vítimas faleceram em hospital público com exame feito no Instituto Adolfo Lutz, que também é público, e fica localizado na cidade de São Paulo. São duas mulheres, uma de 74 anos e outra de 82 anos, ambas tinham outras doenças anteriores e faleceram na última quarta-feira (27).

O prefeito Jonas Donizette afirmou que ainda que o município tenha passado de mil pessoas já recuperadas da doença, o que é uma boa notícia, não se pode passar à população que há uma situação de acomodação. “Estamos enfrentando um inimigo muito difícil que é a Covid, o que exige que nos resguardemos por todos os lados.”

A partir desta segunda-feira (1º), Campinas iniciará o plano gradual de flexibilização para a economia, permitindo a abertura com restrições do comércio de rua, shoppings, escritórios, restaurantes e de igrejas e templos religiosos. O prefeito frisou, porém, que quem pode e as pessoas do grupo de risco devem seguir no isolamento social. “Não é porque estamos dando alguns passos em relação a uma retomada responsável, que esta orientação mudou.”

Nesta quinta-feira, o Hospital de Clínicas, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), instalou dois contêineres refrigerados para o armazenamento de corpos de vítimas da Covid-19 – cada um pode receber 18, totalizando 36. A medida seria preventiva e somente utilizada quando esgotar a capacidade das sete geladeiras do local, o que não é o caso atualmente. Os contêineres foram cedidos pelo Instituto Médico Legal (IML), por meio da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), e ficarão no estacionamento de cargas até o fim da pandemia.

A Prefeitura de Indaiatuba confirmou nesta sexta mais duas mortes decorrentes da infecção pelo novo coronavírus. Com isso, subiu para 24 o total de óbitos no município. Um homem de 69 anos morreu na quarta-feira no Hospital Municipal “Augusto de Oliveira Camargo”. Ele foi internado no dia 23 de maio e não possuía comorbidades. O segundo caso é uma mulher de 67 anos, que era miopata e internou no dia 25 passado e faleceu quinta-feira (28).

Ainda na RMC, registraram novos casos de moradores contaminados pela Covid-19, nesta sexta-feira, 12 cidades, como Campinas (+81), Paulínia (+28), Valinhos (+15), Indaiatuba (+16), Sumaré (+4), Santo Antônio de Posse (+1) e Holambra (+5). Os 20 municípios somam 2.986 casos moradores testados para o novo coronavírus. Os pacientes recuperados da doença totalizam 2.147 e o número de mortes investigadas segue 32 na região metropolitana.

Com o registro de 5.691 novos casos nas últimas 24 horas, o estado de São Paulo atingiu nesta sexta-feira 101.556 casos confirmados do novo coronavírus. Das 645 cidades, houve um ou mais casos em 522 cidades. Destas, 263 tiveram pelo menos um óbito. O estado somou 7.275 óbitos pela Covid-19. O total de altas hospitalares de pacientes com a Covid-19 era 19.665.

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, o estado tem 12,5 mil pacientes internados em hospitais por suspeita ou confirmação de coronavírus, sendo 4.710 em unidades de terapia intensiva (UTI) e 7.822 em enfermaria. A taxa de ocupação de leitos de UTI registrou uma pequena queda, passando para 70,7% no estado e 83,1% na Grande São Paulo. Segundo a secretaria, isso se deve ao aumento do número de novos leitos criados.

Entre as vítimas fatais estão 4.249 homens e 3.026 mulheres. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 72,9% das mortes. Fora desse grupo de idosos, há também alta mortalidade entre pessoas de 50 a 59 anos (1.056 do total), seguida pelas faixas de 40 a 49 (541), 30 a 39 (280), 20 a 29 (61) e 10 a 19 (20), e 11 com menos de dez anos.

Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (58,8% dos óbitos), diabetes mellitus (42,9%), doença neurológica (11%), doença renal (10,4%) e pneumopatia (9,5%). Outros fatores identificados são imunodepressão, obesidade, asma e doenças hematológica e hepática. Esses fatores de risco foram identificados em 5.871 pessoas que faleceram em decorrência da Covid-19 (80,7%).

O balanço diário divulgado pelo Ministério da Saúde trouxe 26.928 novas pessoas infectadas com o novo coronavírus, totalizando 465.166. O resultado marcou um acréscimo de 6,1% em relação à quinta-feira, quando o número de pessoas infectadas estava em 438.238. Ocorreram ainda 1.124 novas mortes, chegando a 27.878. O resultado representou um aumento de 4,2% em relação a quinta, quando foram contabilizados 26.754 falecimentos pela Covid-19.

Do total de casos confirmados, 247.812 estão em acompanhamento e 189.476 foram recuperados. Há ainda 4.245 óbitos sendo analisados. A letalidade (número de mortes pelo de casos confirmados) ficou em 6% e a mortalidade atingiu 13,3 por 100 mil habitantes. São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no País, concentrando o maior número de falecimentos (7.275). O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (5.079), Ceará (2.859), Pará (2.827) e Pernambuco (2.669).

Até o dia 28 de maio, foram registrados casos confirmados em 3.963 municípios, 70,7% do total de cidades no País. No dia 28 de março, a pandemia havia sido confirmada em apenas 297 municípios. Na divisão por região, os maiores números de municípios estão no Nordeste (1.489), Sudeste (1.101), Sul (714), Norte (385) e Centro-Oeste (247).

O secretário substituto de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário, comentou que a interiorização se deve à característica da pandemia. “Pelo fato de ter um grande percentual de pessoas que não vão desenvolver sintomas ou sintomas leves, pelo fato das pessoas começarem a desenvolver sintomas dois a três dias depois de ter tido contato como outra pessoa infectada, isso torna difícil a realização de ações visando a interrupção da transmissão”

Comparação

O Brasil é o 2º no ranking mundial em número de casos confirmados, atrás apenas dos Estados Unidos (1,74 milhão). Quando considerada este número em relação à população, indicador denominado incidência, o País fica em 45º.

No índice de mortes, o Brasil passou a Espanha e ficou na 5ª colocação, atrás da França (28.717), Itália (33.229), Reino Unido (38.243) e Estados Unidos (102.516). Quando analisados de forma proporcional à população, índice chamado de mortalidade, o Brasil vai para a 24ª posição.

Testes

Até o momento, foram realizados 488 mil exames, de 677,7 mil solicitados. Ainda há 2,6 milhões de kits em estoque. No total, 3,1 milhões foram distribuídos aos laboratórios públicos centrais dos estados (lacens). Os estados com mais exames realizados em relação aos recebidos até o momento foram Bahia (52%), Pernambuco (35%), São Paulo (32%), Paraná (29%) e Espírito Santo (26%).

De acordo com Eduardo Macário, houve aumento no ritmo de realização dos testes. “Temos média geral de 33,8 mil exames realizados por semana. Se considerarmos os últimos 30 dias, a media foi de 55,5 mil exames realizados por semana, o que mostra que rede laboratorial tem dado resposta a altura, bastante definitiva”, afirmou.

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