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[RMC]
Cosmópolis registra a primeira morte provocada pelo novo coronavírus

No total, Região Metropolitana de Campinas verificou sete óbitos nesta quinta-feira e mais 136 casos de moradores testados positivos para Covid-19

28 mai 2020 – 20h57
Estado totaliza 95.865 casos confirmados, com pelo menos um caso em 517 cidades (Foto: Divulgação)

ARegião Metropolitana de Campinas (RMC) registrou nesta quinta-feira (28) sete mortes e mais 136 casos confirmados em decorrência da pandemia da Covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus. Cosmópolis confirmou o primeiro óbito na cidade, Campinas o 67º (+2), Valinhos o 10º (+3) e Itatiba o 4º (+1). Os pacientes curados nos municípios do bloco regional passaram de 2 mil e total de falecimentos chegou 143.

Conforme a Prefeitura de Cosmópolis, a primeira vítima fatal da Covid-19 na cidade é um homem de 85 anos, que possuía doença cardiovascular crônica. Quando procurou atendimento médico tinha tosse, dispneia e desconforto respiratório. A coleta para exame para verificar a contaminação pela Covid-19 ocorreu no dia 19 passado. Dois dias após, morreu. O laudo chegou nesta quinta-feira.

Em Campinas, o prefeito Jonas Donizette (PSB) divulgou mais dois óbitos pelo novo coronavírus – a cidade foi a 67: um homem de 71 anos, que tinha doenças preexistentes e morreu quarta (27) em hospital público; e um homem de 75 anos, com comorbidades, que também faleceu quarta-feira, mas em hospital privado. Outros 13 óbitos (sete a menos) continuam em investigação.

A cidade da RMC com mais mortes nesta quinta-feira foi Valinhos. A Secretaria da Saúde confirmou três pela Covid-19. Com isso, chegou a 10. Dois dos novos registros são de moradores de Campinas que estavam internados no município. O terceiro é de um morador da Vila Sônia, em Valinhos. Os pacientes eram uma mulher de 68 anos e dois homens (51 e 84 anos). A Prefeitura não informou se possuíam comorbidades.

Dentre as cidades da RMC que registraram novos casos da Covid-19, estão Paulínia (+8), Campinas (+66), Artur Nogueira (+2), Cosmópolis (+3), Hortolândia (+9), Sumaré (+4) e Engenheiro Coelho (+3). A Região Metropolitana de Campinas tinha até esta quinta-feira 2.821 moradores infectados com o novo coronavírus. Desse totoal, 2.041 se curaram. Há ainda 32 mortes em investigação no bloco regional.

Nesta quinta-feira, o estado de São Paulo registra um total de 18.955 altas de pacientes que tiveram confirmação da Covid-19 e foram assistidos em hospitais do território paulista, segundo o governo estadual. O número é 2,7 vezes maior que o total de mortes pelo novo coronavírus – 6.980 registrados até esta tarde.

O número de recuperados também é 51% superior ao total de pessoas internadas. São 12,5 mil pacientes em hospitais de São Paulo, sendo 4.701 em UTI e 7.805 em enfermaria. A taxa de ocupação dos leitos de UTI reservados para atendimento a Covid-19 é de 77,4% no estado e 89,2% na Grande São Paulo.

O estado também totaliza 95.865 casos confirmados, com pelo menos um caso em 517 cidades. Destas, 257 tiveram no mínimo um óbito. Entre as vítimas fatais estão 4.091 homens e 2.889 mulheres. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 72,8% das mortes.

Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (58,7% dos óbitos), diabetes mellitus (43%), doença neurológica (11,2%), doença renal (10,4%) e pneumopatia (9,4%). Outros fatores identificados são imunodepressão, obesidade, asma e doenças hematológica e hepática.

O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira que 26.417 novas pessoas foram incluídas na estatística de infectados pela Covid-19, totalizando 438.238 casos confirmados. O resultado marcou um acréscimo de 26.417 em relação à quarta-feira, quando o número de pessoas nesta condição estava em 411.821.

A atualização do ministério registrou 1.156 novas mortes, chegando a 26.754. O resultado representou um aumento de 1.156 em relação à quarta-feira, quando foram contabilizados 25.598 óbitos por covid-19. Do total de casos confirmados, 233.880 estão em acompanhamento e 177.604 foram recuperados. Há ainda 4.211 óbitos sendo analisados.

A letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 6,1%. Já a mortalidade foi de 12,7 por 100 mil habitantes. São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no País, concentrando o maior número de mortes (6.980). O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (4.856), Ceará (2.733), Pará (2.704) e Pernambuco (2.566).

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira que o governo deve propor uma quarta parcela do auxílio emergencial, atualmente em R$ 600, mas que o valor ainda está em estudo pelo governo, que poderá reduzi-lo. “Nós já estudamos uma quarta parcela com o Paulo Guedes. Está definindo o valor, para ter uma transição gradativa e que a gente espera que a economia volte a funcionar”, afirmou o presidente durante sua live semanal.

O auxílio emergencial prevê o pagamento de três parcelas de R$ 600 para trabalhadores informais, integrantes do Bolsa Família e pessoas de baixa renda. De acordo com a Caixa Econômica Federal, cerca de 59 milhões de pessoas já receberam o benefício. Cada parcela do auxílio emergencial custa aos cofres públicas cerca de R$ 48 bilhões. Mais cedo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu a permanência por mais tempo do pagamento do auxílio emergencial, mantendo-se o valor de R$ 600.

Carteira

Bolsonaro disse que, após a pandemia da Covid-19, uma das prioridades do governo, na área econômica, será a retomada do projeto da chamada Carteira de Trabalho Verde e Amarela, programa do governo que flexibiliza direitos trabalhistas como forma de facilitar novas contratações. Segundo o presidente, o assunto está sendo tratado com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

“O Paulo Guedes quer dar uma flexibilizada para facilitar a empregabilidade. A gente vai precisar disso, não adianta falar que tem todos o direitos e não ter emprego pela frente. Só tem uma maneira: desonerar, descomplicar, simplificar a questão trabalhista”, afirmou. A Medida Provisória 905, que criou o Programa Verde Amarelo, para facilitar a contratação de jovens entre 18 a 29 anos, perdeu a validade antes de ser aprovada pelo Congresso, em abril.

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