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[Boletim]
Paulínia tem mais sete curados da Covid-19; total de infectados é 67

Número de moradores que venceram o novo coronavírus soma agora 42; dos 24 ainda requerem acompanhamento, dois estão internados

18 mai 2020 – 19h49
Números de testes rápidos aplicados em Paulínia são divergentes em boletins (Foto: Divulgação)

Mais sete moradores de Paulínia se curaram da Covid-19, doença respiratória provocada pelo novo coronavírus. Agora, esse total é de 42 pessoas, segundo o boletim epidemiológico diário divulgado nesta segunda-feira (18). Conforme dados do Comitê de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus, nas últimas 24 horas, também houve o registro de outro infectado no município: aumentou de 66 para 67.

O comitê de enfrentamento informou que dos 42 curados, 12 precisaram de atendimento no Hospital Municipal de Paulínia “Vereador Antônio Orlando Navarro” e tiveram alta hospitalar. Para os outros 30 moradores da cidade bastaram o isolamento domiciliar com acompanhamento de profissionais da Secretaria Municipal de Saúde.

Até as 15h30 desta segunda-feira, dos 25 moradores que testaram positivos para a Covid-19 e não se curaram, um morreu e 24 ainda necessitam de acompanhamento médico. Dois deles estão internados na Enfermaria Respiratória do hospital municipal. Os demais cumprem isolamento domiciliar. Há ainda outros quatro leitos reservados a Covid-19 ocupados com casos suspeitos: um na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), um na Unidade Respiratória e dois na Enfermaria Respiratória.

O boletim desta segunda-feira trouxe a informação de que 86 testes rápidos foram aplicados em Paulínia. Esse número é bem inferior ao anunciado na sétima edição do boletim semanal da Secretaria Municipal de Saúde: “Até 15/05 foram feitos 513 exames”, informou o Departamento de Vigilância em Saúde. A Prefeitura de Paulínia ainda não explicou a razão para existir a divergência entre esses dados.

Apesar de o contágio da doença avançar, os paulinenses vão abandonando dia a dia a quarentena, em vigor nos 645 municípios do estado até o próximo dia 31. Depois de registrar o pior índice para dias úteis e para um sábado, o município voltou a bater recorde negativo neste domingo (17): a taxa de isolamento social foi de 49%, o mais baixo para este dia da semana desde o início da quarentena. O máximo chegou a 63%.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde o índice de isolamento social satisfatório é 55% e o ideal, 70%, para que a medida resulte na redução da velocidade do contágio da Covid-19. A Prefeitura de Paulínia não informou se tomará medidas para reverter o quadro ou se está satisfeita com esse resultado. No domingo, precisou da Guarda Municipal para dispersar um evento irregular que aglomerava pessoas em frente ao Theatro Municipal “Paulo Gracindo”.

Campinas confirmou nesta segunda-feira mais seis mortes, totalizando 42 óbitos na cidade. As vítimas – quatro mulheres e dois homens –, tinham outras doenças (comorbidades) e quatro morreram em hospital público. A primeira vítima tinha 54 anos e faleceu no dia 15 de maio; a segunda, com 53 anos, morreu em 12 de maio; a terceira veio a óbito neste domingo e tinha 65 anos; a quarta, com 86 anos, morreu dia 15, em casa; a quinta, um homem de 61 anos, morreu no último sábado (16); e a sexta, outro homem, de 97 anos, faleceu dia 10 passado, em hospital privado.

A Prefeitura de Indaiatuba, por meio da Secretaria de Saúde, registrou nesta segunda-feira a 14ª morte no município vítima da Covid-19. O paciente, um homem de 90 anos, estava internado em um hospital particular de Campinas desde o dia 14 de abril e possuía doença cardíaca pré-existente.

Com as novas mortes em Campinas e em Indaiatuba, a região metropolitana (RMC) soma 93 óbitos pela Covid-19. Dos 20 municípios que fazem parte do bloco regional, confirmaram outros casos da doença cidades como Campinas (+50), Sumaré (+1), Pedreira (+1), Jaguariúna (+3), Vinhedo (+5), Santa Bárbara d’Oeste (+3), Indaiatuba (+17) e Valinhos (+10).

O novo coronavírus já provocou 4.823 mortes no estado de São Paulo até o momento, conforme balanço desta segunda-feira (18), do governo estadual. O número é 4,9 vezes maior que o verificado há um mês. Em 18 de abril eram 991 óbitos.

 Proporção de aumento similar ocorreu entre o total de infectados. Nesta segunda, eram 63.066 casos confirmados da Covid-19, contra 13.894 um mês atrás. O número de cidades com registros da doença mais que dobrou nesse intervalo de tempo. Em 18 de abril, havia um ou mais casos em 225 cidades e 90 com pelo menos uma vítima fatal. Agora, são 467 e 214, respectivamente.

Nesta segunda-feira, havia 9,8 mil pacientes internados em SP, sendo 3,9 mil em UTI e 5.974 em enfermaria. A taxa de ocupação dos leitos de UTI reservados para atendimento a Covid-19 era de 69,8% no estado de São Paulo e 89,3% na Grande São Paulo.

Entre as vítimas fatais, estão 2.851 homens e 1.972 mulheres. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 72,9% das mortes. Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (58,6% dos óbitos), diabetes mellitus (43,6%), doença neurológica (11,4%), doença renal (10,8%) e pneumopatia (9,8%).

O balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado nesta segunda, registrou 13.140 novos casos confirmados da Covid-19, totalizando 254.220. Foi o maior número registrado em 24 horas, desde o início da pandemia no País. O resultado marcou um acréscimo de 5,4% em relação a domingo, quando o número de pessoas infectadas estava em 241.080.

O Brasil teve 674 novas mortes registradas nas últimas 24 horas e chegou a 16.792. O resultado representou um aumento de 4,2% em relação a domingo, quando foram contabilizados 16.118 mil falecimentos pela Covid-19. A letalidade (número de mortes por quantidade de casos confirmados) ficou em 6,6% e a mortalidade (número de óbitos por quantidade da população) foi de 7,9.

Do total de casos confirmados, 136.969 (54%) estão em acompanhamento e 100.459 (39,5%) foram recuperados. Há ainda 2.277 óbitos sendo analisados. São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no País, concentrando o maior número de falecimentos (4.823). O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (2.852), Ceará (1.748), Pernambuco (1.640) e Amazonas (1.433).

Respiradores

Além disso, foram registradas mortes no Pará (1.329), Maranhão (576), Bahia (312), Espírito Santo (302), Alagoas (221), Paraíba (207), Minas Gerais (161), Rio Grande do Norte (146), Rio Grande do Sul (144), Paraná (127), Amapá (127), Santa Catarina (85), Piauí (80), Rondônia (77), Goiás (73), Acre (67), Distrito Federal (66), Roraima (60), Sergipe (59), Tocantins (32), Mato Grosso (29)  e Mato Grosso do Sul (16).

Já em número de casos confirmados, o ranking tem São Paulo (63.066), Rio de Janeiro (26.665), Ceará (26.363), Amazonas (20.913) e Pernambuco (20.094). Entre as unidades da federação com mais pessoas infectadas estão ainda Pará (14.734), Maranhão (13.238), Bahia (8.581), Espírito Santo (7.157) e Santa Catarina (5.175).

Até o momento, foram entregues 823 respiradores a 16 estados do País. As Unidades da Federação que mais receberam foram o Rio de Janeiro (150), Pará (130), Amazonas (120), Ceará (75), Pernambuco (50) e Amapá (45). Os números foram apresentados nesta segunda pelo secretário executivo adjunto do Ministério da Saúde, Élcio franco, e o secretário substituto de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário, durante entrevista no Palácio do Planalto.

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