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[Boletim]
Paulínia registra mais 11 casos do novo coronavírus em 24 horas

Total de internações decorrentes da Covid-19 no hospital municipal sobe para oito, segundo comitê; oitava morte suspeita foi descartada

15 mai 2020 – 22h10
O Hospital de Campanha de Campinas começou a funcionar nesta sexta-feira (Foto: Divulgação)

Paulínia bateu o recorde do registro de casos da Covid-19 em um só dia, nesta sexta-feira (15). Nas últimas 24 horas, mais 11 moradores foram confirmados com testes positivos para a Covid-19, doença respiratória provocada pela pandemia do novo coronavírus. O número de internações também cresceu na cidade – de cinco para oito. O índice de isolamento social no município ficou nesta quinta-feira (14) em 45%, bem abaixo das metas de 55% e 70% fixadas pela Secretaria de Estado da Saúde.

O boletim epidemiológico diário, com dados de até as 15h30 desta sexta-feira, informou que os casos confirmados da Covid-19 em Paulínia saltaram de 55 para 66 de quinta-feira (14) para esta sexta-feira. Os suspeitos da doença baixaram de 175 para 156 e os descartados passaram de 202. O total de curados também cresceu: de 33 para 35.

O Comitê de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus informou que mais um óbito em investigação, que havia sido publicado no boletim do último dia 12, como suspeito da Covid-19, foi descartado em decorrência do resultado negativo para o exame de swab (de secreção nasal e bucal) feito no Instituto Adolfo Lutz, na Capital. Trata-se do oitavo.

A morte descartada para Covid-19 é a de uma mulher de 93 anos, que tinha doença pulmonar obstrutiva crônica e miocardiopatia crônica, conforme a Prefeitura. Ela deu entrada no Hospital Municipal “Vereador Antônio Orlando Navarro”, na Enfermaria Respiratória, no último dia 10, com sintomas respiratórios. No dia seguinte, apresentou piora do quadro e faleceu. Até aqui, a cidade tem uma morte confirmada e outra ainda em investigação.

De acordo com o boletim epidemiológico diário do comitê de enfrentamento da doença, a ocupação de leitos reservados a Covid-19 aumentou de cinco para oito nas últimas 24 horas no hospital municipal de Paulínia. Até as 15h30 desta sexta, eram cinco casos suspeitos (dois na Unidade de Terapia Intensiva – UTI, um na Unidade Respiratória e dois na Enfermaria Respiratória) e três confirmados (todos na Enfermaria Respiratória).

A Prefeitura de Campinas divulgou mais três mortes em razão da Covid-19, totalizando 34 óbitos na cidade até esta sexta-feira. Todas as vítimas eram homens: um de 68 anos, com comorbidades, faleceu no dia 10 de maio em casa; outro de 70 anos, com doenças prévias, morreu no último dia 14 em hospital público; e o terceiro de 79 anos, portador de outras doenças, veio a óbito no dia 13 passado em hospital privado. A cidade adiou a implantação do rodízio de veículos que estava prevista para ocorrer na próxima segunda-feira (18).

Indaiatuba também confirmou mais um óbito pelo novo coronavírus, a 12ª na cidade: uma mulher de 77 anos, hospitalizada desde o dia 30 de abril e que faleceu na madrugada desta sexta-feira. Com essa morte e as três de Campinas, 12 dos 20 municípios da região metropolitana (RMC) totalizam 82 óbitos. Outros casos da doença surgiram na RMC, em cidades como Indaiatuba (+6), Sumaré (+2) e Santa Bárbara d’Oeste (+1).

O Hospital de Campanha de Campinas, na Sede dos Patrulheiros, começou a funcionar nesta sexta-feira, com 36 leitos para o atendimento de pacientes com Covid-19. O local tem capacidade de ampliação para até 114 leitos, se necessário. A Central de Regulação de Vagas do Município já fez a regulação de três pacientes para o local, um foi transferido do Hospital Ouro Verde e dois do Hospital Mário Gatti.

A ONG Expedicionários da Saúde (EDS), grupo sem fins lucrativos, construiu e equipou o hospital. A gestão será da Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar. O controle de pacientes enviados para o hospital será feito via Central de Regulação. Não será porta aberta, ou seja, demandas espontâneas não serão atendidas. A unidade fica na sede dos Patrulheiros, no Parque Itália, próximo ao Hospital Mário Gatti. A Administração municipal vai custear o funcionamento da unidade.

O novo coronavírus já está em 70,5% das cidades do estado de São Paulo e provocou 4.501 mortes até o momento, conforme balanço desta sexta-feira. Em decorrência da expansão da doença no território, nesta sexta-feira, mais de 40% dos casos e óbitos pela Covid-19 se referem a pessoas que residiam no Interior, Litoral e Grande São Paulo, conforme balanço do governo estadual.

Essas regiões totalizaram, nesta sexta-feira, 1.827 mortes e 24.386 pessoas infectadas, entre um total de 58.378 casos confirmados em todo o estado. Houve um ou mais infectados em 455 municípios, dos 645 que integram o estado, e 209 deles têm registro de pelo menos uma vítima fatal da doença.

Nesta sexta, há 10,1 mil pacientes internados em São Paulo, sendo 3.904 em UTI e 6.205 em enfermaria. A taxa de ocupação dos leitos de UTI reservados para atendimento a Covid-19 é de 68,8% no estado de São Paulo e 84,4% na Grande São Paulo. “Nós já totalizamos 70 mil testes que foram liberados em relação à Covid-19”, afirmou o Secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann, durante coletiva de imprensa desta sexta.

“Desde o dia 9 de abril, nós fizemos 55 mil testes de PCR. Pacientes leves e com sintomas gripais, a partir da semana que vem, serão incluídos na testagem RT-PCR”, destacou o Coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo e diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas, também durante a entrevista coletiva.

Entre as vítimas fatais, estão 2.673 homens e 1.828 mulheres. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 73% das mortes. Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (58,7% dos óbitos), diabetes mellitus (43,7%), doença neurológica (11,4%), doença renal (10,8%) e pneumopatia (9,7%).

O balanço diário do Ministério da Saúde sobre a Covid-19 registrou nesta sexta-feira 15.305 novos casos confirmados, totalizando 218.223. Foi o maior número registrado em 24 horas desde o início da pandemia no País. O resultado marcou um acréscimo de 7,5% em relação a quinta-feira, quando o número de pessoas infectadas estava em 202.918.

O Brasil teve 824 novos registros de mortes nas últimas 24 horas e chegou ao total de 14.817. O resultado representou um aumento de 5,3% em relação à quinta-feira, quando foram contabilizados 13.993 falecimentos pela Covid-19. Do total de casos confirmados, 118.436 (54,3%) estão em acompanhamento e 84.970 (38,9%) foram recuperados. Há ainda 2,3 mil mortes em investigação. Este último número subiu em relação à quinta-feira, quando eram 2 mil óbitos sendo analisados.

Nesta sexta-feira de manhã, o ministro Nelson Teich pediu exoneração do cargo. Ele assumiu o cargo há quase um mês, após a saída do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, no dia 16 de abril. Teich, Mandetta e o presidente Jair Bolsonaro divergiam sobre os caminhos para o combate à pandemia do novo coronavírus no País, como as medidas de isolamento social e o uso da hidroxicloroquina no tratamento de pacientes. O substituto ainda não foi anunciado pelo governo federal.

Teich disse que escolheu sair, que “deu o melhor” de si e que aceitou o convite “não pelo cargo”, mas “porque queria tentar ajudar as pessoas”. O ex-ministro não entrou em detalhes sobre as razões da saída. Ele agradeceu à sua equipe, que “sempre o apoiou”, e destacou a importância do trabalho conjunto do governo federal com os conselhos de secretários estaduais e municipais de Saúde, lembrando que o Sistema Único de Saúde (SUS) é “tripartite”.

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