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[Quarentena]
São Paulo mantém fechadas academias, salões de beleza e barbearias

Anuncio foi feito pelo governador João Doria no início da tarde desta quarta-feira e decisão vale para todos os 645 municípios paulistas

13 mai 2020 – 13h12
Governador João Doria (PSDB) durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes (Foto: Divulgação)

Ogovernador João Doria (PSDB) negou nesta quarta-feira (13) autorização para a abertura de academias de ginástica, salões de beleza, cabeleireiros e barbearias nos 645 municípios paulistas enquanto durar a quarentena. Ele ressaltou que nenhuma flexibilização será feita no estado até o dia 31 de maio para reduzir o isolamento social, implantado como medida para reduzir a velocidade de contaminação da pandemia da Covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus.

A decisão de Doria foi tomada depois de o presidente Jair Bolsonaro publicar um decreto para incluir academias de ginástica, cabeleireiros, barbearias e salões de beleza como atividades essenciais durante a pandemia do novo coronavírus, na última segunda-feira (11), em edição extra do Diário Oficial da União.

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada em abril, autoriza estados e municípios adotarem as medidas que acharem necessárias para combater o novo coronavírus, como isolamento social, fechamento do comércio e outras restrições, sem aval do governo federal. “O secretário de saúde de São Paulo (José Henrique Germann) e nosso comitê de saúde nos indicam que ainda não temos condições sanitárias seguras para autorizar a abertura de academias, salões de beleza e barbearias neste momento. Respeitamos todos esses profissionais, mas nosso maior respeito por esses profissionais é garantir suas vida”, disse o governador.

Segundo o diretor do Instituto Butantan e coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, Dimas Covas, a decisão se baseou no fato, por exemplo, de que academias são ambientes de grande presença de secreções, o que facilita a infecção pelo novo coronavírus. “Com relação às academias, ela é um local onde as secreções são abundantes. E outro ponto importante: quem faz exercício físico de máscara é muito difícil de respirar. Além disso, a máscara umedece muito rápido, deteriorando a qualidade de proteção da máscara. E em terceiro, para higienizar esse ambiente, isso teria que ser feito a cada uso. E isso é muito complicado do ponto de vista sanitário”, argumentou.

Já com relação aos salões de beleza, Dimas Covas relatou que o problema principal é a proximidade entre cliente e profissional. “O contato físico é muito próximo. Ela vai tocar na pessoa (cliente). Ela vai tocar no rosto da pessoa, nos cabelos da pessoa. Do ponto de vista de controle da infecção, essas são situações de risco”, falou ele.

Medidas

O governador anunciou nesta quarta-feira a liberação de R$ 30 milhões, a partir desta quinta, para abertura de 350 novos leitos na Baixada Santista para tratamento dos casos do novo coronavírus. Desse total, 50 são de unidades de terapia intensiva (UTI). Os leitos serão abertos nas cidades de Santos, Praia Grande e Itanhaém. Segundo o governo paulista, a Baixada Santista é hoje a segunda região do estado com mais casos de Covid-19. Fica atrás apenas da região metropolitana.

O estado paulista tem, até o mais recente boletim divulgado, 51.097 casos confirmados de Covid-19, e 4.118 pessoas mortas em decorrência da doença. Há 3.703 pacientes internados em UTI e 5.950 em enfermarias. A ocupação de leitos de UTI em todo o estado está em torno de 68,3%, enquanto na Grande São Paulo está em torno de 87,2%. A taxa de isolamento social em todo o estado segue baixa, segundo padrões estipulados pelo governo. Terça-feira (12) ela atingiu 47%, bem abaixo do valor mínimo considerado como satisfatório pelo governo paulista, de 55%.

Respiradores

Segundo o secretário de governo e vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, São Paulo fez, até este momento, três compras de respiradores foram feitas pelo governo estadual, que aguardada a chegada deles para conseguir aumentar a quantidade de leitos disponíveis para tratamento do novo coronavírus. “Temos hoje três compras realizadas, uma delas na indústria nacional feita no início da pandemia em que as entregas estão programadas para os meses de maio, junho e julho. Já chegaram lotes de respiradores e eles foram colocados imediatamente em uso. No final de semana, por exemplo, teve 20 novos respiradores para a capital”, explicou Garcia. Esse contrato teve o investimento do governo paulista de US$ 2,5 milhões.

Outra compra, segundo ele, foi feita na China. “Ela foi repactuada de 3 mil respiradores para 1.280 porque essa era a capacidade de entrega da indústria até a primeira semana de junho. Então ficamos com aquilo que era necessário no tempo da epidemia de São Paulo”. Esse contrato, segundo Garcia, que era de US$ 100 milhões, foi reduzido para US$ 44 milhões.

A terceira compra, explicou o secretário, é de mil respiradores chineses, mas adquiridos em Londres (Inglaterra). Esse contrato, segundo o vice-governador, teve o investimento de US$ 20 milhões. Com isso, o total de respiradores adquiridos por São Paulo é de 2.530 respiradores, dos quais 1.150 serão entregues em São Paulo até o dia 20 de maio. O governador João Doria ainda acrescentou que o governo paulista solicitou mais 200 respiradores ao Ministério da Saúde, ainda sem previsão de entrega.

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