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[Pandemia]
Paulínia confirma mais sete casos da Covid-19 nas últimas 24 horas

Número de moradores infectados com a doença subiu de 42 para 49 só de domingo para esta segunda-feira, segundo boletim epidemiológico

11 mai 2020 – 19h42
Profissional de Saúde trabalha na análise de exames para detecção do novo coronavírus (Foto: Divulgação)

Somente nas últimas 24 horas, Paulínia registrou mais sete casos confirmados da Covid-19, doença respiratória provocada pelo novo coronavírus. Até as 15h30 desta segunda-feira (11), 49 moradores do município já testaram positivo para a enfermidade, de acordo com o boletim epidemiológico diário do Comitê de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus. No último domingo (10), eram 42.

O total de pacientes curados em Paulínia, embora não na mesma proporção, também cresceu de domingo para esta segunda-feira: de 23 para 25 – 10 deles receberam alta após atendimento no Hospital Municipal “Vereador Antônio Orlando Navarro” e 15 venceram a doença somente por meio do isolamento domiciliar, com acompanhamento da Secretaria Municipal da Saúde.

As internações em decorrência do novo coronavírus no hospital municipal de Paulínia continuavam seis, até as 15h30 desta segunda-feira. Quatro casos suspeitos – um na Unidade de Terapia Intensiva e três na Enfermaria Respiratória; e dois com testes positivos para a Covid-19 também na Enfermaria Respiratória, conforme os dados divulgados pelo Comitê de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus.

O número de casos confirmados nesta segunda-feira em Paulínia é o maior já divulgado em um só dia pelo comitê de enfrentamento da doença. Antes, a cidade havia anunciado cinco no período de 24 horas, como de quinta (7) para sexta-feira (8), quando passou de 36 para 41. O total de pacientes aguardando exames caiu de 145 para 143 e o de notificações descartadas subiu de 173 para 180. O município tem um óbito confirmado e outro em investigação.

 Paulínia atingiu neste domingo (10), Dia das Mães, taxa de isolamento social de 57%. Esse índice está abaixo do que vinha registrando para este dia da semana, mas ficou 12 pontos percentuais acima de sábado (9) e dois além do patamar considerado satisfatório pelo governo do estado (55%). A taxa ideal é a partir de 70%, o que ajudaria a diminuir a propagação da doença e impedir um colapso no sistema de saúde.

Após dois dias sem anunciar mortes pela Covid-19, a Região Metropolitana de Campinas (RMC) registrou mais sete nesta segunda-feira: em Indaiatuba, dois homens, um de 73 anos, cardíaco, e outro de 74 anos, que sofria de diabetes, hipertensão e doença cardíaca; em Sumaré, um homem de 85 anos, sem comorbidades; em Campinas, uma mulher de 28 anos com doenças preexistentes; em Hortolândia, um homem de 52 anos, com comorbidades, e uma mulher de 81 anos; e Valinhos, uma mulher de 71 anos, cardíaca.

Agora, 12 dos 20 municípios do bloco regional, possuem 72 óbitos pela Covid-19. Novos casos de infectados com a doença surgiram em cidades da RMC, como Campinas (+16), Valinhos (+7), Indaiatuba (+4), Hortolândia (+5), Americana (+1), Monte Mor (+2), Nova Odessa (+2), Santa Bárbara d’Oeste (+4), Santo Antônio de Posse (+3) e Vinhedo (+8).

O número de mortes pelo novo coronavírus entre crianças, jovens e adultos cresceu 10 vezes no último mês no estado de São Paulo. Nesta segunda-feira, são 1.004 vítimas nessas faixas etárias, incluindo a quarta criança que faleceu com a Covid-19 em Francisco Morato, de apenas quatro anos. Em 11 de abril, nenhuma criança ainda tinha falecido com esse diagnóstico, e havia 100 óbitos de pessoas com menos de 60 anos.

Entre os idosos, a mortalidade aumentou seis vezes, passando de 460 para 2.739 nesse intervalo de tempo. Considerando pessoas de todas as idades, São Paulo registra nesta segunda-feira um total de 3.743 óbitos pela enfermidade. O estado também tem 46.131 casos da Covid-19, número 5,4 vezes maior que o registrado um mês atrás (eram 8.381). O aumento foi proporcional entre os grupos de idosos e não idosos.

Nesta segunda-feira, há 9,7 mil pacientes internados em São Paulo, sendo 3.871 em UTI e 5.877 em enfermaria. A taxa de ocupação dos leitos de UTI reservados para atendimento a Covid-19 é de 68,2% no estado de São Paulo e 89,6% na Grande São Paulo.

Em um mês, a doença avançou pelo estado e o número de cidades com óbitos e casos quase triplicou. Até o momento, infecções foram confirmadas em 64% do território estadual. Há uma ou mais pessoas infectadas em 414 cidades, e pelo menos um óbito em 179 municípios. Em 11 de abril, havia casos em 161 cidades e óbitos em 61.

Somente nas últimas duas semanas, 125 novas cidades passaram a ter casos e 48 registraram mortes. Em 27 de abril, eram 289 municípios com uma ou mais pessoas infectadas e 131 com vítimas fatais.

Entre as vítimas fatais, estão 2.194 homens e 1.549 mulheres. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 73,2% das mortes. Também faleceram 250 pessoas com mais de 90 anos. Fora desse grupo de idosos, há também alta mortalidade entre pessoas de 50 a 59 anos (519 do total), seguida pelas faixas de 40 a 49 (276), 30 a 39 (160), 20 a 29 (35) e 10 a 19 (10), e quatro com menos de dez anos.

Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (58,8% dos óbitos), diabetes mellitus (43,8%), doença neurológica (11,5%), doença renal (11%) e pneumopatia (10,1%). Outros fatores identificados são imunodepressão, obesidade, asma e doenças hematológica e hepática.

O País chegou aos 168.331 casos confirmados e a 11.519 mortes pela Covid-19. As informações – disponibilizadas nesta-segunda-feira pelo Ministério da Saúde no balanço diário da pasta sobre a pandemia do novo coronavírus –, mostram que 69.232 pacientes estão recuperados. Nas últimas 24 horas, foram 5.632 novos registros de pessoas infectadas, um aumento de 3,4% em relação a domingo, quando foram contabilizadas 162.699 pessoas nessa condição.

As novas mortes na atualização somaram 396, um acréscimo de 3,5% em relação a domingo, quando o balanço trouxe 11.123 falecimentos. A taxa de letalidade ficou em 6,8%. Do total de casos confirmados, 82.344 estão em acompanhamento e 69.232 foram recuperados. O Ministério da Saúde não divulgou nesta segunda-feira as mortes em investigação, como vinha fazendo até a semana passada.

Diretrizes

O Ministério da Saúde divulgou nesta segunda-feira as novas diretrizes para orientar a definição de medidas de distanciamento social. As propostas, batizadas em torno do que foi chamado de “plano de gestão de risco”, servem como um guia de análise da situação de cada estado ou cidade para definir as medidas de distanciamento social e estratégias complementares.

Serão avaliados quatro eixos: a capacidade instalada de tratamento, o nível epidemiológico, a velocidade de crescimento e as condições de mobilidade urbana. Na capacidade instalada, estarão aspectos como quantidade e taxa de ocupação de leito. O ministro da Saúde, Nelson Teich, afirmou que os critérios serão apresentados de forma completa na quarta-feira (13), quando a versão final deverá ser anunciada.

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