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[Pandemia]
Paulínia registra morte suspeita e confirma mais 5 casos da Covid-19

Mulher de 72 anos morreu após dar entrada na UTI do hospital municipal; agora, são 41 moradores que testaram positivos para a doença

8 mai 2020 – 22h11
Total de óbitos pelo novo coronavírus no estado de São Paulo chegou a 3.416 nesta sexta (Foto: Divulgação)

No dia em que o governador João Doria (PSDB) estendeu a quarentena até o próximo dia 31 de maio nos 645 municípios do estado de São Paulo, nesta sexta-feira (8), a Prefeitura de Paulínia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informou que registrou uma morte por suspeita da pandemia da Covid-19 e outros cinco casos confirmados da doença em moradores da cidade.

A morte suspeita trata de uma mulher de 72 anos, portadora de doença crônica cardíaca e asma, que deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal de Paulínia “Vereador Antônio Orlando Navarro”, no último dia 7, após ter apresentado dispneia, desconforto respiratório, diarréia, vômito e dor abdominal.

Segundo a Prefeitura, a equipe do hospital colheu exame swab (secreção nasal e bucal), conforme as diretrizes do Ministério da Saúde, e encaminhou a amostra para análise no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. “A Administração se solidariza com os familiares e amigos”, destacou a Prefeitura, por meio de nota.

A Prefeitura informou que é essencial que todos sigam as orientações do Comitê de Prevenção e Enfrentamento do Coronavírus e reforçou a necessidade do isolamento domiciliar, devendo a pessoa sair de casa somente para necessidades extremas.

Além dos cinco casos confirmados do novo coronavírus, Paulínia também divulgou a existência de mais 10 suspeitos, elevando para 146 o total de pessoas que aguardam resultados dos exames no Adolfo Lutz. Os curados subiram de 22 para 23 e quatro pacientes seguem internados: um na UTI e três na enfermaria do hospital municipal.

Paulínia seguiu com isolamento social em 46% nesta quinta-feira (7) – 24 pontos percentuais a menos do nível (70%) considerado ideal pelo governo do estado e quatro abaixo da faixa satisfatória (entre 50% e 60%) para diminuir a velocidade de contágio da Covid-19. A quarentena continua justamente por causa da alta transmissão da doença e da baixa adesão das cidades paulistas ao isolamento social.

A Região Metropolitana de Campinas (RMC) registrou mais quatro mortes pela Covid-19 nesta sexta-feira, elevando para 65 o total de óbitos em 12 das 20 cidades do bloco regional. Campinas divulgou a 26ª morte em decorrência da doença. A vítima é um homem de 76 anos que tinha doenças preexistentes e faleceu em casa.

Já Indaiatuba confirmou a 9ª morte pela Covid-19. Trata-se de um homem de 55 anos, que tinha histórico de tabagista e não possuía comorbidades. Por sua vez, Americana anunciou o óbito de um homem de 60 anos, que estava no Hospital do Servidor Público Estadual, na cidade de São Paulo, e faleceu no dia 28 de abril.

Por último, Nova Odessa recebeu o resultado do exame feito pelo Instituto Adolfo Lutz que confirmou a segunda morte pela Covid-19 no município: um paciente de 76 anos, que morava em uma casa de repouso e morreu na noite de segunda-feira (4), após dar entrada na Unidade Respiratória da cidade. O primeiro óbito, de um comerciante de 52 anos, foi confirmado no início de abril.

Além dos óbitos, outros casos de pessoas infectadas com o novo coronavírus foram verificados em municípios da RMC, como Campinas (+48), Indaiatuba (+7), Americana (+1), Sumaré (+7), Jaguariúna (+7), Santo Antônio de Posse (+2), Monte Mor (+1), Valinhos (+1), Nova Odessa (+1), Pedreira (+3), Santo Antônio de Posse (+2), Vinhedo (+1) e Hortolândia (+8).

O número de óbitos pelo novo coronavírus no estado de São Paulo chegou a 3.416 nesta sexta-feira. A Secretaria da Saúde informa que 210 novas mortes foram registradas nas últimas 24 horas, um aumento de 6,5% em relação ao total do dia desta quinta.

Além da Capital, mais 170 municípios notificaram óbitos pela Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. São 2.110 mortes no município de São Paulo, um aumento de 124 em relação a esta quinta-feira, e 1.306 óbitos em municípios da Grande São Paulo, Interior e Litoral, com 86 novas nesta sexta.

 A quantidade de casos confirmados no estado chegou a 41.830, atingindo 398 municípios, com 17 novos registrando suas primeiras notificações. A enfermidade já é verificada em 61% das cidades do território estadual.

São mais de 9 mil pacientes internados em São Paulo, sendo 3.474 em UTI e 5.622 em enfermaria. A taxa de ocupação dos leitos de UTI reservados para atendimento à Covid-19 é de 70.5% no estado de São Paulo e de 89,6% na Grande São Paulo.

Entre as vítimas fatais, estão 1.999 homens e 1.417 mulheres. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 73,2% das mortes. Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (59% dos óbitos), diabetes mellitus (43,9%), doença neurológica (11,3%), doença renal (11,3%) e pneumopatia (10,2%).

 Com 10.222 novos casos confirmados da Covid-19, o Brasil chegou a 145.328 pessoas infectadas, um aumento de 7,5% em relação à quinta-feira, quando foram registradas 135.106 pessoas nessa condição. A atualização foi divulgada pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira.

Esse número foi o segundo mais alto, abaixo apenas do recorde de quarta-feira (6), quando os novos casos atualizados somaram 10.503. Do total de casos confirmados, 76.134 estão em acompanhamento (52,4%), 59.297 estão recuperados (40,8%) e 1.852 mortes estão em investigação.

O Brasil bateu novo recorde de mortes nas últimas 24 horas, com 751. A marca de 9.897 representou um acréscimo de 8,2% em relação à quinta-feira, quando foram contabilizados 9.146 falecimentos. O número levou a um novo patamar, depois de uma semana na casa dos 600 óbitos ao longo da semana. A letalidade ficou em 6,8%.

Segundo o boletim epidemiológico divulgado nesta noite, até esta sexta foram identificadas 107 mil hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), cerca de 606% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Deste total, 27.086 são pela Covid-19, sendo 37.101 classificados como não especificados e 38.096 em investigação. Ou seja, o número de hospitalizações pode crescer caso essas investigações atestem o diagnóstico de infecção com o novo coronavírus.

Na entrevista coletiva no Palácio do Planalto, a secretária substituta de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Cleusa Bernardo, explicou que o órgão não conseguiu êxito nos editais para a contratação de dois mil novos leitos anunciados no mês de abril. Até o momento, foram locados 540 leitos aos estados. “A empresa que tinha feito o compromisso de entregar 2.540 leitos não conseguiu. Já estamos no 3º edital para entregar o restante”, explicou.

Além disso, também não saiu, até o momento, o levantamento de ocupação de leitos. No dia 14 de abril, o ministério editou norma que obriga os hospitais a fornecerem essas informações às respectivas secretarias de saúde.

“Em relação à disponibilização dos leitos, está prevista para semana que vem um painel em que vamos colocar os dados. Dos hospitais, já tivemos preenchimento do sistema por 416 unidades. E por que a dificuldade? Porque os hospitais estão sobrecarregados nos atendimentos. Não é fácil para eles ter tempo de fazer essa informação, eles estão encontrando dificuldades”, justificou Cleusa Bernardo.

De acordo com a gestora, foram habilitados novos 116 leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI). Para cada um, a receita diária será de R$ 1,6 mil. A habilitação consiste no custeio pelo governo federal de leitos abertos pelos estados e municípios. Uma lista de quantos leitos cada estado recebeu pode ser conferida no site do Ministério da Saúde.

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