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[Paulínia]
Número de infectados pela Covid-19 aumenta para 35; são 19 curados

Boletim do Comitê de Prevenção e Enfrentamento à doença demonstra que novos contaminados na cidade foram confirmados por testes rápidos

6 mai 2020 – 20h57
No estado de São Paulo, 160 cidades registram ao menos uma morte pela Covid-19 (Foto: Agência Brasil)

Os casos de moradores de Paulínia infectados pela Covid-19 e curados da doença subiram nesta quarta-feira (6) na cidade. O boletim epidemiológico divulgado diariamente pelo Comitê de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus informou que os contaminados subiram de 30 para 35 e os que venceram o novo coronavírus passaram de 16 para 19.

Os novos pacientes testaram positivos para Covid-19 ao serem submetidos a testes rápidos. A Secretaria Municipal de Saúde utilizou 41 dos 20 mil comprados. Com eles, ainda foi possível nas últimas 24 horas descartar mais 11 casos suspeitos na cidade – o total de pessoas com testes negativos tinha chegado a 170, até as 15h30 desta quarta-feira.

Em relação ao boletim de terça-feira (5), mais três moradores de Paulínia derrotaram o novo coronavírus. Do total de 19, nove passaram por atendimento no Hospital Municipal de Paulínia “Vereador Antônio Orlando Navarro” e tiveram alta. Para dez, bastaram o isolamento domiciliar sob o acompanhamento da Secretaria Municipal da Saúde.

A ocupação do hospital municipal de Paulínia com casos suspeitos da Covid-19 baixou de quatro para três leitos de terça para esta quarta-feira. Um paciente está na Unidade de Terapia Intensiva e dois são atendidos na Unidade Respiratória. A cidade tem uma morte pela doença e 130 pessoas aguardando resultados de exames no Instituto Adolfo Lutz, na Capital.

O índice de adesão dos paulinenses à quarentena voltou a cair nesta quarta-feira. Registrou 46% e, como tem ocorrido reiteradamente em dias úteis, ficou abaixo do ideal (70%) e da faixa considerada satisfatória, entre 50% e 60%, pela Secretaria de Estado da Saúde, para diminuir a velocidade da disseminação do novo coronavírus.

A quarentena nas 645 cidades do estado está prevista para ir até o próximo dia 10. Entretanto o governador João Doria (PSDB) avisou que não liberará a abertura gradual de comércios não essenciais nas cidades que não atingirem a meta de isolamento social – a faixa considerada satisfatória, entre 50% e 60%.

Na Região Metropolitana de Campinas (RMC), Indaiatuba registrou mais uma morte pela Covid-19 nesta quarta-feira, subindo para 60 o total de óbitos em 12 das 20 cidades que compõem o bloco regional. Trata-se de um homem de 38 anos. Casos da doença foram verificados em Campinas (+141, segundo boletim divulgado pelo governo estadual), Valinhos (+2), Sumaré (+4), Morungaba (+2), Artur Nogueira (+2), dentre outros municípios da RMC.

O número de mortes pelo novo coronavírus no estado de São Paulo chegou a 3.045 nesta quarta-feira. Foram confirmadas mais 194 novas vítimas fatais da Covid-19 nas últimas 24 horas. Entre esses óbitos, 1.135 ocorreram em cidades do Interior, Litoral e Grande São Paulo.

 Conforme o balanço, faleceram uma ou mais pessoas residentes de 160 cidades do estado. Essas regiões também concentram 14.666 casos confirmados, quase 38% do total de 37.853 infectados em São Paulo, até o momento. A doença já é verificada em 57% do território estadual, em 371 municípios.

“Nós ultrapassamos 3 mil óbitos e estamos com 3.045, 7% de aumento no número de óbitos. E infelizmente esse é o motivo do decreto que será publicado amanhã (quinta-feira, dia 7), de luto (oficial no Estado)”, afirmou o Secretário da Saúde, José Henrique Germann, durante coletiva de imprensa realizada no Palácio dos Bandeirantes nesta quarta-feira.

Aproximadamente 200 internações ocorreram nas últimas 24 horas, totalizando 9,5 mil pacientes internados em hospitais do estado, sendo 3.778 em UTI e 5.751 em enfermaria. A taxa de ocupação dos leitos de UTI reservados para atendimento a Covid-19 é de 67,2% no estado de São Paulo e 86,6% na Grande São Paulo.

“(Faço) o reiterado apelo, que é a única arma que nós temos, é o distanciamento social. Nós não temos medicamentos, nós não temos vacinas, e não teremos a curto prazo, então é absolutamente fundamental que a população continue sacrificando. Eu sei, e todos nós sabemos que é um grande sacrifício, nesse momento necessário, e também a única alternativa, disse o infectologista David Uip, coordenador do Centro de Contingência.

Entre as vítimas fatais, estão 1.790 homens e 1.255 mulheres. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 73,5% das mortes. Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (59,5% dos óbitos), diabetes mellitus (43,2%), doença neurológica (11,5%), doença renal (11,1%) e pneumopatia (10,5%).

O Brasil bateu o recorde de mortes e casos confirmados notificados em 24 horas. Entre terça e esta quarta-feira, foram registrados mais 10.503 brasileiros infectados e 615 novos óbitos pela Covid-19. O número de pacientes recuperados é de 51.370. A atualização foi divulgada pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira.

No total, o País chegou a 125.218 casos confirmados da Covid-19, um aumento de 9% em relação à terça, quando foram registradas 114.715 mil pessoas nessa condição. De acordo com o Ministério da Saúde, deste total, 65.312 estão em acompanhamento (52,2%) e 51.370 (41%) foram recuperados, deixando de apresentar os sintomas da doença. Ainda são investigadas 1.643 mortes.

O total de mortes subiu para 8.536. A marca representou um acréscimo de 9% em relação à terça-feira, quando foram contabilizados 7.921 falecimentos. A letalidade é de 6,8%. “A gente vê que para o Brasil não tem uma linha de queda. Vamos ter que continuar trabalhando e aumentando os cuidados. Mas a abordagem de cada região vai depender dos números locais. A estratégia de cada local vai depender da evolução”, declarou o ministro da Saúde, Nelson Teich.

Lockdown

Nelson Teich informou que o ministério já formulou novas diretrizes para a definição das formas de distanciamento social. Mas que está buscando um diálogo com secretários estaduais e municipais para que este seja anunciado como uma iniciativa conjunta. Ele voltou a colocar a preocupação de que o tema possa gerar críticas ao governo.

“É importante entender que não existe defesa do isolamento ou do não isolamento. Vai ter desde medidas simples, como lavagem das mãos, um distanciamento pequeno, até o lockdown (bloqueio total). E o que é importante é que cada local vai ter sua necessidade. Hoje temos estados e cidades mapeando isso”, opinou.

Leitos de UTI

O ministro informou que foram habilitados 592 novos leitos de unidades de tratamento intensivo (UTIs), sendo 10 para a cidade de Manaus, que vem sofrendo com o crescimento de casos e falta de estrutura para lidar com o grande número de pacientes com a Covid-19.

Teich comentou o pedido de secretários estaduais em reuniões nesta semana para que o ministério arque com os custos dos leitos em hospitais de campanha. “A gente está trabalhando pra fazer o pagamento. Mas estamos avaliando isso”, pontuou.

Hospitais privados

Questionado sobre modelos de uso de estruturas de unidades de saúde privadas, como leitos, o ministro disse que era preciso ter cuidado para debater com o setor de saúde suplementar. Em momento posterior na entrevista coletiva, voltou ao tema para explicar sua posição.

“Não é admissível que pessoas morram quando podem ser salvas. O que acredito é um programa de cooperação entre sistema público e privado, se necessário for, que haja integração entre os dois. Preocupação é que isso não soe como intervenção”, assinalou.

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