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[Paulínia]
Sobe para 30 o número de moradores contaminados com a Covid-19

Boletim epidemiológico diário do Comitê de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus desta terça-feira também traz a 16ª cura na cidade

5 mai 2020 – 21h08
Passa de mil o total de vítimas fatais da Covid-19 no Interior, Litoral e Grande São Paulo (Foto: Divulgação)

Onúmero de moradores de Paulínia com exames positivos para a Covid-19 subiu para 30 nesta terça-feira (5), conforme o boletim epidemiológico diário do Comitê de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus. A boa notícia é que mais um paciente venceu a doença. Já são 16 que ficaram curados do novo coronavírus na cidade: oito precisaram de atendimento hospitalar e outros oito apenas isolamento domiciliar.

Até as 15h30 desta terça-feira, o Hospital Municipal de Paulínia “Vereador Antônio Orlando Navarro” tinha quatro casos suspeitos: um na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), um na Enfermaria de Pediatria e dois na Enfermaria Respiratória. Além desses, outros 126 aguardam resultados de exames de secreção nasal e bucal (swab) que foram enviados para o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. Na segunda-feira (4), eram 104 nessa situação. Os moradores de Paulínia que já testaram negativo para a doença somam 156, conforme o comitê.

O Sistema de Monitoramento Inteligente (SIMI-SP) do governo de São Paulo revelou que a porcentagem de isolamento social em Paulínia foi de 47% nesta segunda-feira (4). A central de inteligência analisa os dados de telefonia móvel para indicar tendências de deslocamento e apontar a eficácia das medidas de isolamento social. Na última segunda-feira, o governador João Doria (PSDB) avisou que cidades com índice de adesão à quarentena abaixo de 50% ficarão fora do plano de abertura gradual do comércio previsto para começar a partir do próximo dia 11.

“Nós precisamos melhorar isso (os índices) todos os dias. E nós teremos enormes dificuldades no prazo de um mês se este número não for superior a 50%”, afirmou o infectologista David Uip, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo. “Eu me refiro a leitos disponíveis em toda a rede, especialmente leitos de UTI. É claro que isolamento é muito chato, muito difícil. Nós sempre agradecemos à população. Mas a população precisa estar convencida que esta é a única forma de nós darmos conta da assistência aos pacientes do estado.”

Nesta terça-feira, a Secretaria Municipal de Saúde, para, segundo ela, maior entendimento da população, explicou os dados publicados diariamente no boletim epidemiológico sobre o novo coronavírus em Paulínia:

  • Casos confirmados – são a somatória de todos os munícipes que desde o começo da pandemia foram infectados pelo coronavírus e incluí números de curados, em tratamento e óbito. Este dado é cumulativo.
  • Casos suspeitos – são pessoas que estão com sintomas, sendo monitoradas pela Secretaria Municipal de Saúde e que aguardam pelo resultado de seus exames.
  • Casos descartados – são pessoas que tiveram os sintomas, fizeram os exames e o resultado foi negativo para a Covid-19.
  • Curados – são pessoas que tiveram coronavírus e foram curadas. Seja por tratamento hospitalar ou por meio de isolamento social, sempre com acompanhamento da Secretaria Municipal de Saúde. Esse número também se encontra dentro de “Casos confirmados”.
  • Ocupação hospitalar – são pacientes que apresentam sintomas e estão sendo assistidos no hospital municipal de Paulínia. Esse número pode ter casos suspeitos, que aguardam os resultados dos seus exames, e também os casos já confirmados.

Na região metropolitana (RMC), Campinas divulgou nesta terça-feira mais três óbitos provocados pela doença: um jovem de 20 anos, uma mulher de 50 anos e um homem de 56 anos. A maior cidade do bloco regional composto por 20 municípios, com cerca de 1,2 milhão de habitantes, tem agora 25 mortes em decorrência da Covid-19. Em Hortolândia, seis idosos que moravam no abrigo Lar Feliz 1 morreram com o novo coronavírus e 13 estão em tratamento, segundo informou o próprio abrigo.

Nas últimas 24 horas, o estado de São Paulo teve mais 197 mortes confirmadas pelo novo coronavírus, chegando a um total de 2.851 óbitos – incluindo o segundo bebê da Capital, com apenas 1 ano, que faleceu com diagnóstico da Covid-19. Nesta terça-feira, também passou de mil o número de vítimas fatais no Interior, Litoral e Grande São Paulo, chegando a 1.050 nesses locais. Somando a Capital, já houve óbitos em 158 cidades. Além disso, há 34.053 casos da doença, 1.866 a mais desde segunda-feira.

A Covid-19 já infectou pessoas de 344 municípios, 53% do total do estado. Fora da Capital, são 12.913 casos, o que representa 38% do total de São Paulo. Cerca de 300 internações ocorreram nas últimas 24 horas, chegando a 9,3 mil pacientes internados em hospitais paulistas, sendo 3.661 em UTI e 5.694 em enfermaria. A taxa de ocupação dos leitos de UTI reservados para atendimento a Covid-19 nesta terça-feira é de 68,9% no estado de São Paulo e 86,9% na Grande São Paulo.

A taxa de ocupação de leitos na Grande São Paulo, que segunda-feira estava em cerca de 89%, apresentou ligeira queda. Segundo o secretário, isso se deve à disponibilização de novos leitos. “Colocamos novos leitos em toda a rede da região metropolitana, por isso a, taxa de ocupação diminuiu um pouco. Isso nos mostra, porém, que precisamos de mais leitos”, disse Germann. Com a chegada de uma carga de respiradores, prevista para quinta (7), novos leitos deverão ser instalados. De acordo com o secretário, serão mais 1,8 mil leitos colocados à disposição em breve.

O Brasil chegou a 114.715 pessoas infectadas. Nas últimas 24 horas, foram adicionadas às estatísticas mais 6.935 casos confirmados, incremento de 6% casos em relação à segunda-feira, quando foram registradas 107.780 pessoas nessa condição. Após declínio dos dados de novos casos em 24 horas no fim de semana, o número voltou a crescer e se aproximou do recorde de 7.218, registrado na quinta-feira (30).

De acordo com o Ministério da Saúde, deste total, 58.573 estão em acompanhamento (51,1%) e 48.221 (42%) foram recuperados, deixando de apresentar os sintomas da doença. Ainda são investigadas 1.579 mortes. O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, destacou que o número de mortes se refere aos óbitos registrados nessa data, e não significa que ocorreram nas últimas 24 horas, ou seja, abrange também óbitos em dias anteriores cuja investigação foi concluída e adicionada às estatísticas nas últimas 24 horas.

Oliveira informou que a equipe da pasta se reuniu com secretários estaduais para discutir o enfrentamento à pandemia. Ele comentou as medidas adotadas em alguns lugares, como no Maranhão, de fechamento mais rígido (ou lockdown, no termo em inglês). “É medida complexa. Todos os secretários quando pensam neste assunto estão refletindo porque o impacto é muito negativo, mas o Ministério da Saúde está à disposição para apoiá-los. A decisão é do gestor local. São medidas temporárias que devem ser proporcionais e restritas a cada localidade”, observou.

Perguntado sobre quando será o pico da pandemia, Oliveira respondeu que não é possível precisar e que a evolução será diferente em cada local e depende dos efeitos de medidas como o distanciamento social, que achata e prolonga a curva de contágio. Mas previu que de maio a julho deverão ser meses em que a pandemia seguirá preocupando.

Oliveira relatou que 1,6 milhão de testes laboratoriais e 3,4 milhões de testes rápidos foram entregues a autoridades estaduais e municipais de saúde. Da promessa de 24 milhões de exames, esse montante está sendo adquirido. Ele ressaltou que é um alto volume e que os fabricantes assumiram um cronograma de entrega, sem detalhar quando a totalidade dos kits deverá estar disponível.

Diante da falta de exames para testar muitas pessoas, o secretário defendeu uma estratégia de monitoramento das pessoas gripadas e de quem teve contato com essas. Ele anunciou que o governo deve lançar um sistema de monitoramento eletrônico, para além do existente atualmente, que coleta dados por meio de ligações telefônicas.

Oliveira também respondeu perguntas sobre seu cargo. Ele era da equipe do ex-titular da pasta, Luiz Henrique Mandetta. O gestor afirmou que foi convidado pelo novo ministro da Saúde, Nelson Teich, a continuar no cargo.

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