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[Covid-19]
Número de curados sobe para 13 em Paulínia; infectados já são 18

Casos suspeitos aumentou de 57 para 70, conforme boletim epidemiológico; estado de São Paulo bateu recorde de 224 óbitos em 24 horas

28 abr 2020 – 20h49
Trabalhadoras fazem equipamento de proteção individual para profissionais da Saúde (Foto: Agência Brasil)

Paulínia registrou nesta terça-feira (28) mais dois pacientes curados da Covid-19 e outro infectado pela doença. O boletim epidemiológico diário do Comitê de Prevenção e Enfrentamento revelou que a cidade possuía até as 15h30 18 moradores com testes positivos para o novo o coronavírus e 13 que derrotaram a pandemia.

O resultado negativo desta terça-feira ficou mesmo com o estado de São Paulo: mais 224 mortes relacionadas ao novo coronavírus foram confirmadas – um novo recorde para um intervalo de 24 horas. O território paulista contabiliza um total de 2.049 óbitos.

Entre o total de vítimas fatais, 728 moravam no Interior, Litoral e Grande SP, por onde a doença cresce. São 141 cidades com pelo menos um óbito, incluindo a Capital. Paulínia tem uma morte e a Região Metropolitana de Campinas (RMC), 42. Mais quatro somente nas últimas 24 horas, em Campinas, Monte Mor e Valinhos (+2).

Quase metade do total de municípios em São Paulo foi alcançada pela Covid-19. Das 645 cidades de SP, 305 tiveram pelo menos um caso da doença. Entre os 24.041 confirmados em todo o território, 8.644 dos infectados moravam fora do município de São Paulo.

Paulínia tem agora 18 casos confirmados da Covid-19 e outros 70 pacientes aguardando exames (antes eram 57), segundo o boletim epidemiológico diário do Comitê de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus, até as 15h30 desta terça-feira. Nas 20 cidades da RMC são 674 pessoas contaminadas pela doença – 72 a mais que segunda-feira.

“Existe sensação no Interior de que ele é protegido (contra o coronavírus), como se algo que acontece aqui na Capital não fosse acontecer no Interior. E isso de fato não é real”, disse nesta terça o professor da Faculdade de Medicina da Unesp, em Botucatu, Carlos Fortaleza, membro do Centro de Contingência em São Paulo.

Em coletiva no Palácio dos Bandeirantes, o infectologista David Uip, coordenador do Centro de Contingência, alertou para a difusão da pandemia para o Interior do estado e ressaltou a importância das medidas de contenção adotadas pelo governo, como a quarentena.

Nesta segunda-feira, a taxa de isolamento social em Paulínia caiu para 48%, índice que tem se mantido em dias úteis praticamente desde o início da quarentena. Aos finais de semana, essa taxa sobe para 58%, 62%. Para o governo estadual, o patamar ideal é 70%.

“(A pandemia no Interior) está atrasada em relação ao município de São Paulo e à área metropolitana em mais ou menos duas semanas. Por quê? Por conta das medidas de isolamento social que foram adotadas precocemente no estado de São Paulo. Isso fez com que houvesse uma contenção”, disse Uip.

A Covid-19 causou a internação de mais de 8 mil pessoas em hospitais do estado. Nesta terça-feira, há 3.124 pacientes em UTI e 4.927 em enfermaria. Ainda houve alta de um ponto percentual na taxa de ocupação dos leitos de UTI para atendimentos a Covid-19: 61,6% no estado e 81% na Grande São Paulo.

Em Paulínia, o Hospital Municipal “Vereador Antônio Orlando Navarro” estava com três suspeitos da doença, conforme o boletim diário do comitê: um na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), outro na Unidade Respiratória e o terceiro na Enfermaria Respiratória. Essa é a mesma situação da segunda-feira (27).

No estado, entre as vítimas fatais, estão 1.189 homens e 860 mulheres. Os óbitos se concentram em pessoas com 60 anos ou mais (74,7% das mortes). Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (60,1% dos óbitos), diabetes mellitus (43,6%), doença renal (12,1%), pneumopatia (11,6%), e doença neurológica (11,3%).

O Brasil também bateu novo recorde de mortes em um dia em razão da pandemia do novo coronavírus, com 474. Segundo atualização do Ministério da Saúde divulgada nesta terça-feira, o total subiu para 5.017, aumento de 10,4%. O acréscimo mais alto até então havia sido na quinta-feira (23), quando foram contabilizados 407.

O Brasil chegou a 71.886 pessoas infectadas. Nas últimas 24 horas foram adicionadas às estatísticas mais 5.385 casos, aumento de 8,1% em relação à segunda-feira, quando foram registrados 66.501 mil pessoas nessa condição. Foi o segundo maior número em um dia, perdendo apenas para o sábado (25), quando foram acrescidos 5.514 novos casos ao balanço.

Epicentro

De acordo com o Ministério da Saúde, deste total, 34.325 estão em acompanhamento (48%) e 32.544 já foram recuperados, deixando de apresentar os sintomas da doença. Ainda são investigadas 1.156 mortes. São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no País, concentrando o maior número de falecimentos (2.049). O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (738), Pernambuco (508), Ceará (403) e Amazonas (351).

Além disso, foram registradas mortes no Maranhão (145), Pará (129), Bahia (86), Paraná (77), Minas Gerais (71), Espírito Santo (64), Paraíba (53), Rio Grande do Norte (48), Rio Grande do Sul (45), Santa Catarina (44), Alagoas (36), Distrito Federal (28), Amapá (28), Goiás (27), Piauí (21), Acre (16), Sergipe (11), Mato Grosso (11), Rondônia (11), Mato Grosso do Sul (nove), Roraima (seis) e Tocantins (dois).

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