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[Abra o olho]
Veja quais serviços podem funcionar em São Paulo durante a quarentena

Conforme o governo, regras só serão alteradas de acordo com os critérios científicos fixados pelo Centro de Contingência do Coronavírus

27 abr 2020 – 18h58
Força-tarefa fiscaliza funcionamento de comércios em Paulínia no último dia 9 de abril (Foto: Divulgação)

Ogoverno de São Paulo determinou, a partir de 24 de março, quarentena em todo o Estado para os serviços não essenciais. A medida impõe o fechamento do comércio, exceto serviços essenciais de alimentação, abastecimento, saúde, bancos, limpeza e segurança. Em 17 de abril, a quarentena foi prorrogada até o dia 10 de maio nos 645 municípios paulistas. A ação foi adotada como parte das ações necessárias para conter o avanço do novo coronavírus no estado.

Mesmo com as restrições, uma série de serviços está autorizada a funcionar no estado de São Paulo, de modo a garantir as atividades essenciais aos moradores, empresas e instituições.

– O que pode ficar aberto na quarentena:

  • Saúde: hospitais, clínicas, farmácias, clínicas odontológicas, lavanderias e estabelecimentos de saúde animal;
  • Alimentação: supermercados, hipermercados, açougues e padarias, lojas de suplemento, feiras livres. É vedado o consumo no local;
  • Bares, lanchonetes e restaurantes: permitido serviços de entrega (delivery) e que permitem a compra sem sair do carro (drive thru). Válido também para estabelecimentos em postos de combustíveis;
  • Abastecimento: cadeia de abastecimento e logística, produção agropecuária e agroindústria, transportadoras, armazéns, postos de combustíveis e lojas de materiais de construção;
  • Logística: estabelecimentos e empresas de locação de veículos, oficinas de veículos automotores, transporte público coletivo, táxis, aplicativos de transporte, serviços de entrega e estacionamentos;
  • Serviços gerais: lavanderias, serviços de limpeza, hotéis, manutenção e zeladoria, serviços bancários (incluindo lotéricas), serviços de call center, assistência técnica de produtos eletroeletrônicos e bancas de jornais;
  • Segurança: serviços de segurança pública e privada;
  • Comunicação social: meios de comunicação social, inclusive eletrônica, executada por empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens;
  • Construção civil e indústria: sem restrições.

Os demais ramos de atividade são submetidos à análise do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo. O governador João Doria (PSDB) reforçou a manutenção permanente do diálogo com os setores produtivos e empresariais, mas frisou que as atuais regras da quarentena só serão alteradas de forma heterogênea a partir do dia 11 de maio.

“Até 10 de maio, não haverá nenhuma alteração na quarentena. Os critérios daquilo que virá a partir do dia 11 serão diferenciados e de acordo com dados científicos apurados em cada cidade e pelas regiões do estado”, destacou o governador na apresentação do plano de reabertura gradual de comércios e serviços não essenciais, proposta para a partir do dia 11. “Definiremos gradualmente os protocolos para essa volta responsável e segura à normalidade econômica, mas protegendo vidas”, acrescentou Doria.

– O que deve ficar fechado

  • O decreto publicado pelo governo do Estado suspende o atendimento presencial no comércio e na prestação de serviços, também suspende o funcionamento de casas noturnas, shopping centers, galerias e estabelecimentos congêneres, academias e centros de ginástica. Escolas já estavam com atividades suspensas, seguindo decisão anterior do governo do estado.

“A quarentena decretada em São Paulo alcançou seu objetivo. São Paulo acertou em sair na frente na decretação da quarentena, em preparar sua rede de saúde e ao longo desse tempo também preparar um plano muito bem estruturado de retomada”, disse o vice-governador e secretário de Governo, Rodrigo Garcia, também durante a apresentação do Plano São Paulo.

Isolamento social

A Secretaria de Estado da Saúde e os integrantes do Centro de Contingência do Coronavírus do Estado, criado para monitorar e coordenar ações contra a Covid-19, destacam a importância de o isolamento social contar com adesão ampla da população paulista, de modo a reduzir o avanço do novo coronavírus – por meio de critérios científicos e para evitar a lotação nas unidades de saúde.

Vale destacar que o Sistema de Monitoramento Inteligente (SIMI-SP), do governo do estado de São Paulo, monitora diariamente as tendências de deslocamento e aponta a eficácia das medidas de isolamento social. O índice ideal é de 70%, segundo o Centro de Contingência do Coronavírus.

Com os dados indicados pelo sistema, é possível apontar em quais regiões a adesão à quarentena é maior e em quais as campanhas de conscientização precisam ser intensificadas, inclusive com apoio das prefeituras.

“Se nós não mantivermos o ‘Fique em Casa’ e a taxa de isolamento acima de 50%, os equipamentos de saúde não darão conta do enfrentamento da epidemia”, ressaltou o secretário da Saúde, José Henrique Germann Ferreira. “Ficar em casa é a vacina que nós temos. Essa é a grande responsabilidade de todos nós enquanto cidadãos”, enfatizou a médica Helena Sato, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica.

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