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[Quarentena]
Reabertura da economia em SP vai ser gradual, por setores e regiões

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Ideia do governo estadual é priorizar aqueles que têm maior vulnerabilidade e menor risco do ponto de vista do enfrentamento da pandemia

22 abr 2020 – 15h49
O governador João Doria (PSDB) durante anúncio do plano no Palácio dos Bandeirantes (Foto: Divulgação)

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governador de São Paulo, João Doria (PSDB), explicou nesta quarta-feira (22) alguns critérios para a reabertura gradual dos setores produtivos do estado, que começará a ser implementada a partir do dia 11 de maio, quando se encerra o período de quarentena. O conjunto de ações para reabertura foi chamado de “Plano São Paulo” e apresentado no início desta tarde no Palácio dos Bandeirantes.

A quarentena está em vigor no estado desde o dia 24 de março e, com ela, somente os setores considerados essenciais – como abastecimento, logística, segurança e saúde – podem funcionar.

Os setores que vão voltar a funcionar a partir do dia 11 de maio não foram informados pelo governo paulista. Esse anúncio, segundo o governador, será feito somente no dia 8 de maio. Para ajudar a elaborar o plano, o governador montou uma equipe, formada por diversos economistas do País, tal como Persio Árida.

Segundo a secretária de Desenvolvimento Social, Patricia Ellen, os critérios que serão utilizados para essa retomada vão considerar a preparação do sistema de saúde, da sociedade e dos setores econômicos. “Queremos atender os setores com maior vulnerabilidade econômica. Então vamos priorizar setores que têm maior vulnerabilidade e menor risco do ponto de vista do enfrentamento da pandemia para que eles sejam retomados e acolhidos mais rapidamente”, disse a secretária.

A abertura, segundo Patricia Ellen, será feita de forma regionalizada, observando a ocupação dos leitos nos municípios do estado. Ela acrescentou ainda que, para que a reabertura seja feita, será fundamental a testagem em massa no estado. “Isso (a testagem em massa) foi feito em diversos países do mundo e assim faremos em São Paulo”, disse.

As regiões do estado, segundo s secretária de desenvolvimento Social, serão divididas em nível de risco: zona vermelha (maior risco), zona amarela e zona verde (de menor risco). “Vamos segmentar os municípios de acordo com a situação da pandemia e capacidade do sistema de saúde”, falou. “Para estar na zona verde, precisamos alcançar baixo número de casos, baixa ocupação de leitos de UTI, testes disponíveis para assintomáticos e suspeitos e protocolos setoriais implementados”, acrescentou.

Doria ressaltou que a reabertura vai se basear na disseminação do coronavírus no estado, na situação do sistema de saúde e no distanciamento social. E, de acordo com o governador, a reabertura não significa que não haverá quarentena.

“Vamos levar em conta sim situações locais, regionais e setores que possam retornar a economia com as devidas medidas de proteção”, falou o governador. “Os critérios da nova quarentena, daquilo que virá a partir do dia 11, serão diferenciados e de acordo com os dados científicos apurados em cada cidade e pelas regiões do estado de São Paulo”, acrescentou o governador.

  • Clique aqui para ver mais detalhes do planejamento apresentado na entrevista coletiva desta quarta-feira do governador.

Segundo Doria, que citou durante a coletiva todos os setores autorizados a funcionar no estado durante a quarentena, 74% do estado continua em funcionamento.

“São Paulo não parou. Praticamente 74% da economia paulista funciona desde o primeiro dia da quarentena decretada no mês passado. Segundo: a quarentena permitiu ao estado de São Paulo a preparação da rede de saúde”, disse Rodrigo Garcia, vice-governador e secretário de Governo. “Não fosse esse tempo e não fosse essa preparação, hoje o lugar comum de São Paulo seria como a de outras capitais do Brasil que estão sofrendo com mais de 100% de ocupação dos leitos.”

“Em São Paulo nunca houve lockdown, que foi necessário em alguns países do mundo. Isso porque adotamos aqui as medidas certas, na hora certa, no momento correto e amparados pela ciência e pela medicina”, afirmou Doria. “Os bons resultados obtidos em São Paulo até aqui, com apoio da população, permitiu que pudéssemos passar uma quarentena com um bom resultado.”

Até o dia 10 de maio, reforçou o governador, é fundamental que as pessoas continuem mantendo o isolamento social. Por isso, Doria fez um apelo para que prefeitos do estado paulista continuem mantendo o isolamento até lá e aguardem o Plano São Paulo para definir como será a retomada. “Não é prudente que nenhuma cidade do interior de SP rompa a quarentena antes do dia 10 de maio”, disse ele.

Nesta terça-feira (21), o isolamento no estado chegou a 57%, mas em São Sebastião, cidade com a maior taxa do estado, o isolamento no feriado atingiu 67%. A ela se seguiram as cidades de Ubatuba, Cruzeiro, Lorena, Caraguatatuba, Ribeirão Pires, Itanhaém, São Vicente, Mairiporã, Caçapava, Cajamar, Caieiras, Bebedouro, Pindamonhangaba, Ibiúna, Poá, Itapecerica da Serra, Votuporanga, Pirassununga e Guaratinguetá. Paulínia atingiu 58%, subindo oito pontos percentuais em relação a segunda-feira (20).

Até esta quarta-feira, São Paulo tem 15.385 casos confirmados do novo coronavírus, com 1.093 mortes. O número de mortes triplicou no estado em duas semanas: no dia 7 de abril eram 371 mortes. O estado tem ainda 1.284 internados em unidades de terapia intensiva (UTI) e 1.341 em enfermarias.

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