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[Covid-19]
Carreata pede abertura de comércio e quarentena só para grupo de risco

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Manifestantes se concentraram na região da lagoa do João Aranha e partiram em direção ao Paço Municipal de Paulínia, no Parque Brasil 500

19 abr 2020 – 17h50
Carros durante manifestação passam pela Avenida Fausto Pietrobom, no Jardim Planalto (Foto: Divulgação

Uma carreata na tarde deste domingo (19) pediu a abertura total de comércios e serviços em Paulínia e o isolamento social apenas do grupo de risco para o novo coronavírus, causador da Covid-19. A cidade, a exemplo de todo o estado de São Paulo, vive uma quarentena desde o dia 24 de março com o objetivo de diminuir a velocidade de transmissão da doença.

A carreata saiu por volta das 15h30 da região da lagoa do João Aranha, na Praça Waldemar Perissinoto, no bairro João Aranha, passou pela região central da cidade e chegou no Paço Municipal de Paulínia “Palácio Cidade Feliz”, no Parque Brasil 500, em torno das 17h30. A manifestação reuniu cerca de uma centena de carros, motos e caminhões. Ao som do Hino Nacional e de buzinaço os organizadores pediam para voltar ao trabalho e faziam críticas ao governo do Estado.

Pela proposta dos manifestantes todos os comércios e serviços, além de escolas, voltariam a funcionar em Paulínia e somente o grupo de risco para a Covid-19 – formado por pessoas com mais de 60 anos de idade ou portadoras de diabetes, hipertensão e doenças cardíacas ou pulmonares –, ficaria isolado em casa.

Conforme o decreto de quarentena em vigor em todo o estado e em Paulínia, apenas serviços e comércios essenciais podem funcionar atualmente, como aqueles das áreas de saúde, transportes, abastecimento, logística e segurança. Na última sexta-feira (17), o governador João Doria (PSDB) prorrogou nas 645 cidades do estado o isolamento social até o próximo dia 10 de maio.

O prefeito de Paulínia, Du Cazellato (PL), não quis comentar a realização da carreta a favor da flexibilização do isolamento social. Ele informou, por meio de sua assessoria, que a decretação ou não da prorrogação da quarentena até o próximo dia 10 de maio será decidida na quarta-feira (22). O índice de adesão dos paulinenses ao isolamento social caiu para 47% nesta sexta-feira (18), de acordo com o Sistema de Monitoramento Inteligente (SIMI-SP) do governo de São Paulo. O ideal seria 70%.

Segundo o boletim epidemiológico do avanço da doença em Paulínia, até as 15h30 deste sábado (19), a cidade tinha 11 casos confirmados da Covid-19; investigava três mortes em decorrência da doença; e aguardava resultados de exames de 49 pacientes para determinar ou não infecção pelo novo coronavírus. O município ainda não confirmou nenhum óbito pela doença e divulgou a cura de quatro pacientes.

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