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Secretário de Saúde se diz contrário ao afrouxamento da quarentena

Fábio Luiz Alves se reuniu com vereadores na manhã desta sexta-feira para apresentar um balanço das ações tomadas contra a Covid-19

17 abr 2020 – 19h20
Secretário de Saúde de Paulínia, Fábio Luiz Alves, quando se preparava para a reunião (Foto: Divulgação)

Osecretário de Saúde de Paulínia, Fábio Luiz Alves, se disse contrário ao afrouxamento da quarentena na cidade durante uma reunião virtual com vereadores, na manhã desta sexta-feira (17). O encontro online foi agendado para a apresentação e a discussão das estratégias adotadas pela Prefeitura contra a pandemia do novo coronavírus, causador da doença Covid-19.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado na noite desta quinta-feira (16), Paulínia tinha 11 casos confirmados da Covid-19, 55 suspeitos, dois óbitos em investigação, três mortes descartadas, 84 casos descartados e quatro casos curados. A cidade, a exemplo do Estado de São Paulo, está de quarentena desde até o último dia 24 de março. Nesta sexta, o governador João Dória (PSDB) prorrogou o isolamento até o dia 10 de maio.

Os participantes da reunião online com o secretário de Saúde de Paulínia (Foto: Divulgação)

De início, Alves apresentou aos vereadores um balanço das ações já tomadas e as medidas em planejamento, como a possibilidade de criar um hospital de campanha e a contratação de até 407 novos profissionais da área da Saúde. Ainda relatou a quantidade de leitos disponíveis para o atendimento da população, incluindo a negociação com um hospital particular para disponibilizar mais 20 vagas.

A preocupação com a crise econômica, gerada com o fechamento de comércios e o isolamento social, não deixou de ser levantada pelos parlamentares. Alves reconheceu as dificuldades, mas disse que agora não é o momento de se retomar as atividades, para evitar alta curva de pessoas doentes.

“Como gestor público e sanitarista, entendo que afrouxar a quarentena não é sensato por ora”, declarou. Segundo ele, a administração municipal deve reavaliar prazos e medidas a partir da próxima quarta-feira (22). Um dos problemas apontados, porém, foi que o índice de isolamento da população é muito baixo (cerca de 50%, ante o 70% esperado).

O secretário também descartou, por enquanto, seguir a linha de outras cidades que vêm obrigando cidadãos a usarem máscaras. Outro assunto levantado foi a compra dos 20 mil testes rápidos para se diagnosticar a doença: até agora, foram entregues apenas 70, que estão sendo utilizados para diagnosticar casos específicos no Hospital Municipal de Paulínia “Vereador Antônio Orlando Navarro”.

Alguns vereadores apresentaram propostas, como implantar adicional de risco aos profissionais da Saúde que trabalham de perto no combate à pandemia. Como a reunião foi transmitida ao vivo, internautas puderam apresentar perguntas nos canais da Câmara e nos perfis das redes sociais dos vereadores.

Nem todas puderam ser respondidas, apesar das quase três horas de duração do encontro. As questões sem resposta serão encaminhadas ao secretário e a sua equipe, que já se propuseram a prestar informações conforme a necessidade.

Novas reuniões

O vice-presidente da Câmara, Fábio Valadão (PL), disse que serão promovidas novas reuniões, inclusive com representantes de outras secretarias. O presidente da Casa, Loira (DC), não participou do encontro por ter um compromisso previamente agendado, mas destacou a importância da reunião e ressaltou que é preciso ampliar o alcance da informação correta sobre a Covid-19.

Participarem do encontro desta sexta-feira com o secretário de Saúde, além de Valadão, Tiguila Paes (Cidadania), Marquinho Fiorella (PSB), Danilo Barros (PL), Fábia Ramalho (Podemos), Edilsinho Rodrigues (Solidariedade) e José Soares (Republicanos).

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