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[Paulínia]
Número de leitos de UTI dobra para 14 no hospital municipal

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Informação foi prestada pelo prefeito de Paulínia, Du Cazellato; nesta quarta-feira, mais duas mortes suspeitas da Covid-19 foram descartadas

14 abr 2020 – 22h29
Exames de pacientes suspeitos com novo coronavírus seguem represados em São Paulo (Foto: Divulgação)

Oprefeito Du Cazellato (PSDB) informou nesta quarta-feira (15) que o Hospital Municipal de Paulínia “Vereador Antônio Orlando Navarro” teve o número de leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ampliado de sete para 14. “São investimentos permanentes que aumentam a capacidade de atendimento do HMP”, comemorou.

Du Cazellato não atualizou o número de leitos existentes na Unidade Respiratória do hospital municipal (no domingo eram sete); e na Enfermaria Respiratória. “Também estamos comprando novos equipamentos, que em breve estarão à disposição da Saúde”. De acordo com o conselheiro municipal da Saúde Antônio Castro, no último dia 8, a cidade tinha 10 respiradores mecânicos em funcionamento.

O boletim epidemiológico do avanço do novo coronavírus em Paulínia, com dados atualizados até as 15h30 desta quarta-feira, trouxe como novidades mais duas mortes suspeitas da Covid-19 descartadas (a Prefeitura não informou quais são esses óbitos) e a baixa ocupação dos leitos do hospital municipal destinados à pandemia: dois pacientes – um na UTI e outro na Enfermaria Respiratória. Na terça existiam dois na Unidade Respiratória e um na Enfermaria.

Os números de casos confirmados e testes rápidos aplicados no hospital municipal seguiram os mesmos de terça-feira: 10 e nove, respectivamente. Paulínia continua aguardando exames do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, de duas mortes que ainda são suspeitas do novo coronavírus. Um óbito já tinha sido descartado terça-feira. Os casos suspeitos baixaram de 75 para 69 e os descartados subiram de 63 para 69. Há um curado com alta hospitalar.

A Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania informou nesta quarta-feira o calendário deste mês do pagamento dos benefícios do Programa de Ação Social (PAS). O recadastramento do PAS está suspenso, sem prejuízos às famílias, para evitar aglomerações e deslocamentos de pessoas Confira as datas:

  • Viver em Família e Aluguel Social – dia 16;
  • Renda Alimentação – dia 20;
  • Renda Família – dia 22; e
  • Bolsa Amamentação – dia 24.

Na Região Metropolita de Campinas (RMC), a Secretaria de Saúde de Campinas divulgou nesta quarta-feira que agora tem 138 casos confirmados da Covid-19 (seis a mais que terça; antes eram 132), 163 descartados (12 a mais, anteriormente eram 151) e 1.130 em investigação (17 a mais, anteriormente eram 1.113). Cinco pessoas morreram em razão da doença no município.

Nesta quarta, a RMC voltou a ter morte pela Covid-19, a primeira de Indaiatuba e a 14ª do bloco regional de 20 cidades. Sumaré (+4) e Vinhedo (+1) anunciaram mais óbitos suspeitos, enquanto que Americana (-1) e Indaiatuba (-2) descartaram.

Novos pacientes com exames positivos para o coronavírus surgiram ainda em Indaiatuba (+1), Itatiba (+2), Americana (+11), Santa Bárbara d’Oeste (+3) e Hortolândia (+1). Artur Nogueira informou que recebeu do Adolfo Lutz teste negativo do único caso que estava confirmado para a Covid-19 na cidade.

O estado de São Paulo registra um aumento de 81,7% nas mortes pelo novo coronavírus, na última semana. Nesta quarta-feira (15), SP já registra 778 mortes, com 83 novas desde terça. Até a quarta passada, eram 428 vítimas fatais.

O número acumulado desde a primeira confirmação de caso em São Paulo (25 de fevereiro) é maior do que o total de vítimas de H1N1 no primeiro ano dessa pandemia, em 2009. Foram 585 mortes por esse tipo do vírus Influenza e 8.663 casos.

Pelo segundo dia consecutivo, São Paulo tem um pico de internações de confirmados para Covid-19, com mais de 2,2 mil pacientes assistidos em hospitais. São 1.132 em leitos de UTI e 1.200 em enfermarias. Alguns dos hospitais com maior percentual de uso da capacidade de leitos de Terapia Intensiva destinados especificamente para a doença, nesta data, são: Emílio Ribas, Hospital das Clínicas, Vila Alpina e Pedreira.

Além disso, são 11.043 casos, um aumento de 64,6% também nesse intervalo (foram 6.708 casos, até sete dias atrás). Já são 199 cidades com pelo menos um caso e 78 municípios com no mínimo um óbito (confira abaixo a relação de casos e óbitos). Entre as vítimas fatais, estão 463 homens e 315 mulheres. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 79,8% das mortes.

Brasil

O Brasil bateu o recorde de casos confirmados do novo coronavírus  em um dia. De acordo com a atualização dos números divulgada pelo Ministério da Saúde, nesta quarta-feira (15), foram registrados 3.058 casos de infecção pelo novo coronavírus, totalizando 28.320. O número de mortes em 24 horas foi de 204, totalizando 1.736 óbitos em todo o País.

O aumento no número de casos foi de 12% em relação a terça-feira (14), quando foram contabilizados  25.262, e de 27% em relação a segunda-feira (13), quando o balanço do Ministério da Saúde indicava 22.169 pessoas infectadas. Já o número de óbitos subiu 13% em relação à terça, quando o País contabilizava 1.532 mortes. Na comparação com segunda-feira, quando eram 1.223 óbitos, representou uma elevação de 42%.

A taxa de letalidade do Brasil ficou em 6,1%, mesmo índice registrado terça-feira. Em relação ao perfil das vítimas dos óbitos em decorrência da Covid-19, 60% são homens e 40%, mulheres. Pessoas acima de 60 anos representam 73%. A participação dessa faixa etária, considerada de risco, diminui. Há duas semanas era de cerca de 90%.

Risco

Entre as pessoas que morreram, 73% possuíam alguma doença, condição denominada pelos médicos de “fator de risco”. Do total de mortos, 502 tinham algum problema no coração, 508 estavam com diabetes, 152 apresentavam alguma complicação respiratória (pneumopatia) e 119 possuíam alguma condição neurológica.

As hospitalizações em razão da Covid-19 chegaram a 6.634 no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, 21.746 pessoas hospitalizadas com Síndrome Aguda Respiratória Grave (SRAG) ainda estão tendo a causa investigada. Outras 13.232 possuem essa condição, em uma categoria definida pelo Ministério como “SRAG não especificado”.

Abastecimento

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, comentou ainda as dificuldades no abastecimento de equipamentos de proteção individual e de aparelhos como ventiladores e respiradores. Ele voltou a reclamar do fato de que o maior fornecedor de insumos, a China, fechou as exportações durante fevereiro e boa parte do mês de março.

O secretário executivo da pasta, João Gabbardo dos Reis, informou que nesta quarta-feira chegaram 159 respiradores e 300 mil máscaras para profissionais de saúde, adquiridos pela fábrica Suzano. Além disso, as lojas Americanas vão custear o transporte de 15 milhões de unidades de máscaras da China.

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