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[Pesquisas]
Governo anuncia testes em pacientes de remédio 94% eficaz contra Covid-19

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Medicamento não teve nome revelado, já é vendido em farmácias a baixo custo e possui poucos efeitos colaterais, disse o ministro Pontes

15 abr 2020 – 13h08
Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), astronauta Marcos Pontes (Foto: Divulgação)

Oministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), astronauta Marcos Pontes, anunciou na manhã desta quarta-feira (15) que o Brasil vai testar um remédio já vendido nas farmácias e que teria 94% de eficácia no combate à Covid-19. O nome do medicamento não foi revelado para não gerar uma correria às farmácias.

De acordo com o ministro, o remédio é de baixo custo e tem poucos efeitos colaterais. Foram realizados testes com 2 mil medicamentos que são comercializados em farmácias para verificar se existe algum capaz de se ligar ao vírus e de bloquear a replicação viral. A estratégia, chamada de reposicionamento de fármacos, foi adotada por cientistas do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), em Campinas, que integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Ao final, os pesquisadores identificaram seis moléculas promissoras que seguiram para teste in vitro com células infectadas com o novo coronavírus. Desses seis remédios pesquisados, os cientistas do CNPEM descobriram que dois reduziram significativamente a replicação do vírus. O remédio mais promissor apresentou 94% de eficácia em ensaios com as células infectadas.

O protocolo de ensaios clínicos foi aprovado nesta terça-feira (14) pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. O medicamento será ministrado por cinco dias nos pacientes e mais nove serão necessários para observação. Serão incluídos no estudo pessoas que chegarem aos hospitais com pneumonia e sintomas da Covid-19: febre, tosse seca e as características da tomografia com vidro fosco.

A expectativa do ministro é de que, se ficar comprovada a eficácia do medicamento nos testes em voluntários, o remédio possa ser utilizado no tratamento da Covid-19 daqui a quatro semanas, ainda em maio deste ano. Os testes em 500 pacientes serão conduzidos pelo Ministério da Saúde. As informações foram passadas em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.

O grupo de testagem será amplo, com qualquer pessoa maior de 18 anos, mas não para os casos muito graves. O paciente deverá assinar um termo de consentimento para participar do protocolo, que consiste na administração aleatória do medicamento ou de placebo. A expectativa é que o estudo seja concluído em quatro semanas. “Isso é feito de forma extremamente científica, usando todo o formalismo científico, para que a gente não tenha dúvidas”, destacou o ministro.

Vacina

Outra linha de pesquisa que conta com investimento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações está relacionada à vacina BCG, usada contra a tuberculose. Para essa pesquisa, o ministério repassou R$ 600 mil que devem ser investidos em estudos clínicos. A intenção é testar se vacinados são mais resistentes ao coronavírus.

A BCG é aplicada logo no nascimento para prevenir formas graves de tuberculose em crianças. Entretanto alguns dados recentes têm demonstrado que países que mantêm o uso da BCG apresentaram menores proporções de Covid-19 em comparação com países que suspenderam o uso da vacina, como, por exemplo, os Estados Unidos, a Espanha e a Itália.

Outra pesquisa em andamento foi aprovada recentemente pela Comissão Técnica Nacional em Biossegurança (CTNBio), ligada ao MCTIC. O estudo busca uma vacina contra o novo coronavírus e é realizado pelo Centro de Pesquisa René Rachou – Fiocruz. Para realização do estudo, os cientistas irão manipular o vírus Influenza com proteínas do vírus Sars-CoV2 (Covid-19) para o desenvolvimento da vacina para dupla prevenção da gripe sazonal e Covid-19.

Testes

O ministro também apresentou o resultado do trabalho do CTVacinas, da Universidade Federal de Minas Gerais, que também por meio da Rede Vírus, desenvolveu um reagente nacional que tem a mesma performance de reagentes importados para testes diagnósticos de Covid-19. “Isso dá autonomia para o País e a possibilidade de aumentar a produção para os tipos de teste que estão sendo feitos no Brasil”, explicou Pontes.

Outra pesquisa apresentada pelo ministro é o desenvolvimento de um teste para detecção do novo coronavírus que não precisa de reagente químico. “É um equipamento que faz reação com laser a partir da saliva da pessoa que está sendo testado”, explicou. O processamento do diagnóstico é feito por meio de inteligência artificial e o resultado fica pronto em menos de um minuto.

Sensor

O sensor está sendo desenvolvido pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Teranóstica e Nanobiotecnologia (INCT TeraNano), da Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais. De acordo com Pontes, com a informatização das unidades de saúde, em 20 dias, será possível colocar um número considerável dessas máquinas no País, cerca de mil máquinas capazes de fazer até 500 testes por dia.

“Imaginando que tudo isso funcione (o remédio e os testes), em meados de maio teremos ferramentas muito efetivas para combater essa pandemia no Brasil e resolver todos esses problemas”, disse o ministro.

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