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[Balanço]
Paulínia descarta a primeira morte suspeita pelo novo coronavírus

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Cidade ainda aguarda resultados de exames enviados ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, referentes a outros quatro óbitos em apuração

14 abr 2020 – 21h59
Soldados das Forças Armadas promovem serviço de desinfecção em hospital de Brasília (Foto: Agência Brasil)

OComitê de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus anunciou na noite desta terça-feira (14) que deu negativo para Covid-19 o exame de uma morte que era investigada em Paulínia por suspeita do novo coronavírus. A cidade ainda apura outros quatro óbitos em decorrência da pandemia.

A morte por Covid-19 foi descartada por meio de exame de swab enviado ao Instituto Adolfo Lutz. Foi anunciada pela Prefeitura no último dia 27 como o segundo óbito a ir em investigação na cidade em decorrência do novo coronavírus – um homem de 87 anos, que estava internado desde o dia 21 de março na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Municipal de Paulínia “Vereador Antônio Orlando Navarro”.

Paulínia ainda aguarda resultados de exames enviados ao Adolfo Lutz referentes a outras quatro mortes suspeitas pela Covid-19:

  • o primeiro óbito anunciado no dia 26 de março como suspeito da Covid-19 – um homem de 73 anos, no hospital municipal;
  • a terceira morte suspeita informada no último dia 3 de abril – uma mulher que tinha 57 anos, no hospital municipal;
  • o quarto óbito divulgado pela Prefeitura no último dia 7 como suspeito do novo coronavírus – uma jovem de 25 anos, no hospital municipal; e
  • a quinta morte suspeita pela Covid-19 anunciada pelo comitê no dia 8 passado – um homem que tinha 71 anos, no hospital municipal.

O boletim epidemiológico, com dados até as 18h desta terça-feira, não trouxe novidades em relação aos casos confirmados da Covid-19 na cidade, seguem 10; e aos curados com alta hospitalar, um até aqui. Já o número de internados no hospital municipal baixou pela metade em relação à segunda-feira (13): dois na Unidade Respiratória e um na Enfermaria Respiratória. Os casos suspeitos caíram de 79 para 75 nas últimas 24 horas.

Na Região Metropolita de Campinas (RMC), o prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), atualizou nesta terça-feira dados do novo coronavírus no município. São 132 confirmados (na última divulgação eram 126), 151 descartados (eram 150) e 1.113 em investigação (eram 1.047). Do total de confirmações, cinco pessoas morreram e 23 estão em estado grave (eram 24).

O número de casos confirmados da Covid-19 cresceu na RMC: Valinhos (+1), Indaiatuba (+7), Nova Odessa (+1), Itatiba (+1), Sumaré (+1) e Vinhedo (+3). Engenheiro Coelho, Santo Antônio de Posse e Monte Mor confirmaram seus primeiros pacientes infectados com o novo coronavírus. Agora, apenas Cosmópolis e Pedreira não registram casos confirmados no bloco regional formado por 20 municípios.

Em relação aos casos suspeitos de óbitos o destaque positivo ficou para Valinhos, que descartou cinco notificações. Mas a cidade ainda apura sete ocorrências. Americana e Itatiba investigam suas primeiras suspeitas de morte pelo novo coronavírus. Já o número de mortes confirmadas aumentou para 13 na RMC nesta terça-feira. A Secretaria de Saúde de Valinhos confirmou a terceira morte por coronavírus na cidade, um homem de 90 anos.

Nesta terça-feira, São Paulo bateu um novo recorde de mortes pelo novo coronavírus. Com 87 novas vítimas fatais nas últimas 24 horas, o estado chega a 695 óbitos. Além disso, foi registrado o pico de internações de confirmados para Covid-19, com mais de 2 mil pacientes assistidos em hospitais. São 1.111 em leitos de UTI e 1.042 em enfermarias.

Alguns dos hospitais com maior percentual de uso da capacidade de leitos de Terapia Intensiva destinados especificamente para a doença, nesta data, são: Hospital Sancta Maggiore Higienópolis (83%), Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (77%), Hospital Municipal do Tatuapé (77%), Conjunto Hospitalar do Mandaqui (76%) e Santa Casa de São Paulo (71%).

Também são 9.371 casos confirmados do novo coronavírus, 476 a mais na comparação com esta segunda-feira (13). Já são 183 cidades com pelo menos um caso e 73 municípios com no mínimo um óbito. Entre as vítimas fatais, estão 409 homens e 286 mulheres. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 80,7% das mortes.

O número de mortes decorrentes do novo coronavírus subiu para 1.532 no Brasil nesta terça-feira. A nova totalização foi divulgada pelo Ministério da Saúde. O resultado marca um aumento de 15% em comparação com a segunda-feira (13), quando foram registrados 1.328 óbitos.

O total de casos somou 25.262, o que representa um crescimento de 8% em relação à segunda-feira, quando o balanço do Ministério da Saúde registrou 23.430. No comparativo com domingo (12), quando foram identificadas 22.169 pessoas infectadas, o aumento significou 14%.

Letalidade

A taxa de letalidade do Brasil está em 6,1%, maior do que a registrada na segunda, quando o índice foi de 5,7%. O Brasil bateu o recorde de mortes em 24 horas: 204. Segunda, havia 105 óbitos e, no domingo, 99. No perfil das vítimas, 59,9% eram homens e 40,1%, mulheres. Do total, 73% tinham acima de 60 anos e 73% apresentavam algum fator de risco, como cardiopatia, pneumopatia, diabetes e doenças neurológicas.

Os casos confirmados nas últimas 24 horas totalizaram 1.832, mais do que o contabilizado segunda (1.261). O resultado não foi o maior, pois, na última semana, houve um acréscimo de 2.210 novos casos às estatísticas na quarta-feira (8).

Hospitalizações

As hospitalizações pela Covid-19 totalizaram 6.043, acima das 4.926 contabilizadas no balanço do Ministério da Saúde divulgado segunda-feira. No entanto, há 21.449 pessoas internadas com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em investigação e mais com SRAG não especificado (11.826).

No coeficiente de incidência (número de casos por 1 milhão de habitantes), Amazonas lidera (303), seguido por Amapá (281), Distrito Federal (209), Ceará (196), São Paulo (192) e Rio de Janeiro (186). Todas essas unidades da Federação estão mais de 50% acima da média nacional (111), e entram na categoria de “emergência”, de acordo com a escala do ministério.

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