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[Balanço]
Região tem sete mortes confirmadas em decorrência do novo coronavírus

Três cidades da Região Metropolitana de Campinas registraram mais óbitos pela Covid-19 nas últimas 24 horas: Campinas, Americana e Nova Odessa

4 abr 2020 – 19h07
Profissional da Saúde encaminha amostra para realização de teste do novo coronavírus (Foto: Agência Brasil)

As mortes pelo novo coronavírus avançaram neste sábado (4) na Região Metropolitana de Campinas (RMC) e já são sete em três das 20 cidades que compõe o bloco regional. Campinas, Americana e Nova Odessa confirmaram nas últimas 24 horas uma morte cada em decorrência da Covid-19.

Até a sexta-feira (3), a RMC tinha quatro óbitos confirmados pelo novo coronavírus: três em Campinas e um em Americana. Paulínia não tinha no final desta tarde morte confirmada pela doença. Conforme o último boletim epidemiológico divulgado, o Comitê de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus apurava três falecimentos.

Além das mortes suspeitas, Paulínia possuía até as 18h deste sábado quatro casos confirmados, 62 em investigação (um a mais em relação ao boletim epidemiológico desta sexta-feira). O número de exames descartados não foi informado novamente pelo comitê. No domingo (29), eram 15.

A Secretaria Municipal de Saúde de Campinas anunciou na manhã deste sábado a quarta morte pela Covid-19. A vítima é uma mulher de 71 anos que apresentava comorbidades. O falecimento ocorreu no dia 28 de março na rede pública. O exame laboratorial confirmatório veio do Instituto Adolfo Lutz.

No momento em Campinas há 65 casos confirmados (12 a mais, anteriormente eram 53), 100 descartados (oito a mais, antes somavam 92) e 829 em investigação (33 a mais, na sexta-feira totalizavam 796).

Americana

Americana também registrou neste sábado a segunda morte de paciente pela Covid-19. Trata-se de um homem de 70 anos, que morava em Americana e estava em um hospital particular da Capital. Ele começou a ter os sintomas no dia 12 de março e já estava entre os quatro casos confirmados da doença na cidade.

Conforme a Prefeitura, Americana possui quatro casos confirmados do novo coronavírus, 38 pacientes aguardando resultados e 10 ocorrências descartadas. O homem que morreu na madrugada, segundo nota divulgada pela Faculdade de Americana (FAM), é Florindo Corral, fundador e diretor geral da instituição.

Nova Odessa

A Secretaria de Saúde de Nova Odessa recebeu, na manhã deste sábado, o resultado do exame que confirmou a primeira morte por coronavírus na cidade. Trata-se de um comerciante que residia no Jardim Monte das Oliveiras, de 52 anos, e que morreu no último sábado (28 de março), depois de procurar atendimento em um hospital particular de Americana.

O paciente era diabético e apresentava doença pulmonar. Com a chegada do resultado deste exame, Nova Odessa passa a ter um caso confirmado de Covid-19, outros 10 suspeitos, um descartado e uma outra morte sob investigação (homem de 96 anos, com doença respiratória crônica, que faleceu no Hospital e Maternidade Municipal Doutor Acílio Carreon Garcia no dia 24 de março).

A RMC possuía 93 casos confirmados do novo coronavírus neste sábado. Na sexta eram 78. Confira a situação por cidade:

  • Paulínia – 4;
  • Campinas – 65;
  • Sumaré – 4;
  • Indaiatuba – 2;
  • Americana – 4;
  • Itatiba – 3;
  • Vinhedo – 4;
  • Valinhos – 3;
  • Hortolândia – 1;
  • Holambra – 1;
  • Nova Odessa – 1; e
  • Jaguariúna – 1.

As notificações de mortes suspeitas nas 20 cidades da RMC já somam 20.

  • Paulínia – 3;
  • Sumaré – 5;
  • Valinhos – 6;
  • Indaiatuba – 4;
  • Itatiba – 1; e
  • Nova Odessa – 1.

O estado de São Paulo registrou 41 novas mortes neste sábado, chegando a 260 no total. Os municípios e respectivos números são: São Paulo (212), Guarulhos (5), Campinas (4), São Bernardo do Campo (4), Santo André (3). Cotia, Osasco, Santos, Sorocaba e Taboão das Serra têm duas mortes cada.

Há ainda um óbito confirmado em cada cidade a seguir: Americana, Arujá, Barueri, Caieiras, Carapicuíba, Cravinhos, Diadema, Dracena, Embu das Artes, Francisco Morato, Franco da Rocha, Itapecerica da Serra, Itapevi, Jaboticabal, Mairiporã, Mogi das Cruzes, Nova Odessa, Penápolis, Ribeirão Preto, São Caetano do Sul, São Sebastião e Vargem Grande Paulista.

As 260 vítimas somam 144 homens e 116 mulheres. Do total, 223 tinham idade igual ou superior 60 anos. As demais incluem pessoas com menos de 60 com comorbidades que, assim como os idosos, representam grupo mais vulnerável a complicações da Covid-19. Neste sábado também são 4.466 casos confirmados.

Brasil

Neste sábado, o Brasil ultrapassou a marca de 10 mil casos da Covid-19. O Ministério da Saúde divulgou nesta tarde que o número de infectados era de 10.278. O total de mortes chegou a 431. O estado de São Paulo lidera tanto em número de casos (4.466) quanto em mortes (260).

Com esses números, o País ocupa o 16º lugar em casos da doença, o 14º lugar em óbitos e o 8º lugar em letalidade. Segundo o secretário executivo do ministério da Saúde, João Gabbardo, a dinâmica da doença no Brasil está “abaixo da curva de crescimento da Espanha, Itália e Estados Unidos, a partir do centésimo caso.” Em todo mundo já foram registrados mais de 1,18 milhão de casos e mais de 64 mil mortes.

No Brasil, nas últimas 24 horas foram notificados 1.222 casos – aumento de 13% em relação à sexta-feira (3). O incremento do número neste dia é o maior desde o início da coleta de dados do Ministério da Saúde. O mesmo ocorre no número de óbitos: um incremento de 72 mortes, 20% em relação ao total de sexta (359).

Incidência

A incidência medida do novo coronavírus no Brasil é de 4,9 casos a cada grupo de 100 mil habitantes. A proporção varia conforme o estado, e é superior no Distrito Federal (14,9 casos), seguido por São Paulo (9,6), Ceará (7,9), Amazonas (7,4), Rio de Janeiro (7,2), Rio Grande do Norte (6), Roraima (5,9) e Acre (5,1).

Os óbitos afligem mais os homens (57,6%) do que as mulheres (42,4%), de acordo com total de mortes apuradas até sexta-feira. Oito de cada dez mortes ocorreram com pessoas com mais de 60 anos. A mesma proporção de pessoas que faleceram apresentava pelo menos um fator de risco de morte como cardiopatias, diabetes, problema nos pulmões e doenças neurológicas.

Segundo Gabbardo, o Ministério da Saúde pensa em formas de criar uma espécie de “passaporte da imunidade”, uma identificação para pessoas que contraíram o novo coronavírus, se recuperaram totalmente e já possuem anticorpos. Essas pessoas, segundo o secretário, não podem mais transmitir ou ser infectadas, e já adquiriram imunidade. Elas podem ser úteis no contato com grupos sensíveis, como idosos, e possivelmente são aptas a retomar certas atividades.

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