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[Emergencial]
Prefeito autoriza compra de R$ 1,780 milhão em testes rápidos para detectar coronavírus

Extrato de dispensa de licitação foi publicado na edição extra desta segunda-feira do Semanário Oficial de Paulínia; resultado do exame sai em 10 minutos

31 mar 2020 – 14h39
Lote de 500 mil testes rápidos comprados pela Vale e doados ao Ministério da Saúde (Foto: Divulgação)

Oprefeito Du Cazellato (PSDB) autorizou a compra de R$ 1,780 milhão em testes rápidos para diagnosticar o novo coronavírus, causador da Covid-19, em pacientes atendidos pelo sistema municipal de saúde de Paulínia. A cidade tinha até as 18h desta segunda-feira (30) três casos confirmados da doença, 41 em investigação, 15 descartados, além de duas mortes suspeitas ainda em apuração.

O extrato de dispensa de licitação foi publicado na edição extra desta segunda-feira (30) do Semanário Oficial de Paulínia. A Prefeitura irá comprar o teste rápido imunocromatográfico para detecção qualitativa de anticorpos IgG e IgM contra o novo coronavírus Covid-19, da empresa Aimara Comércio e Representações Ltda, da cidade de Campinas.

Du Cazellato justificou a autorização para a compra emergencial, sem a realização de concorrência pública, como permite o decreto da situação de emergência em vigor na cidade, “diante do risco global representado pelo surto (pandemia) e a confirmação, na cidade de Paulínia, de introdução do vírus e da iminente elevação de contaminação da população local.”

O teste é feito em amostras de sangue total, soro e plasma. O tempo para sair o resultado é de 10 minutos e a confiabilidade alcança índice de 95%, de acordo com informações do fabricante. No extrato de dispensa de licitação, a Prefeitura não divulgou a quantidade de testes rápidos que vai adquirir, o valor unitário deles nem quando começará a aplicá-los nos pacientes. Nesta quarta-feira, 1º de abril, em um vídeo institucional a Prefeitura informou que comprou 20 mil testes rápidos e aguarda a entrega deles.

Conforme a Prefeitura, o objetivo é aumentar o número de testes realizados na população, para agilizar o atendimento, caso o resultado seja positivo. “Atualmente, os testes são feitos após triagem médica. O swab (coleta de secreção nasal e bucal) é colhido e enviado para o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, porém com a demanda alta, o prazo de análise aumentou para mais de 15 dias”, esclareceu. “Com o teste rápido, o prazo cairá para 15 minutos, pois será feito via exame de sangue”.

O teste rápido comprado pela Prefeitura é do mesmo tipo dos 5 milhões adquiridos pela Vale e doados ao Ministério da Saúde. Funciona da seguinte forma: entre o sétimo e décimo dia do surgimento dos sintomas do novo coronavírus, como febre e tosse, coleta-se uma gota de sangue, como é feito na medição de glicemia (taxa de açúcar no sangue); e, através dela, é possível identificar a presença de anticorpos (IgG e IgM), que são as defesas produzidas pelo corpo humano contra a Covid-19.

Esse teste não é recomendado para uso em toda a população, uma vez que não consegue diagnosticar o início da doença, como explicou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, nesta segunda-feira, ao chegar no País o primeiro lote de 500 mil dos 5 milhões de testes doados pela Vale. “É um teste rápido, mas ele mede o anticorpo. Você teve a gripe, que pode ser de qualquer vírus e, no sétimo dia, a gente fala que a gripe que você está ou que já acabou era causada pelo coronavírus.”

Os testes do Ministério da Saúde serão usados em profissionais da área de Saúde que atuam nos postos de saúde e hospitais de todo o País, além de agentes de segurança, como policiais, bombeiros e guardas civis que estejam com sintomas da Covid-19. A ideia é que estes profissionais que estão na linha de frente do atendimento à população, garantindo cuidados médicos e de segurança, recebam o diagnóstico e tenham a oportunidade de retornar, de forma segura, as suas atividades, que são consideradas essenciais.

A expectativa do governo federal é de que já a partir da próxima semana os testes rápidos doados pela Vale comecem a ser distribuídos para todos os estados brasileiros, após análise da qualidade pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), da Fiocruz. O restante (4,5 milhões) deve chegar ao Brasil ainda no mês de abril.

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