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[Cultura]
Grupo ‘Os Geraldos’ monta novo espetáculo com direção de Gabriel Villela

‘Cordel do amor sem fim ou A flor do Chico’ tem estreia prevista em maio; montagem conta a história de três irmãs que vivem no sertão baiano

15 mar 2020 – 12h
Elenco do grupo ‘Os Geraldos’ no Teatro de Arte e Ofício, em Campinas (Foto: Divulgação)

Ogrupo de teatro “Os Geraldos”, de Campinas, iniciou a montagem de seu oitavo espetáculo: “Cordel do amor sem fim ou A flor do Chico”, da dramaturga Claudia Barral, com direção de Gabriel Villela, reconhecido nacional e internacionalmente como um dos maiores nomes do teatro brasileiro. O processo de criação, que segue até final de abril, é uma produção do grupo com o Serviço Social da Indústria (Sesi) e acontece no Teatro de Arte e Ofício, espaço cultural de 35 anos, administrado pelo grupo desde 2018.

A montagem reúne artistas que têm em comum o trabalho com o teatro popular: o diretor mineiro Gabriel Villela, com seu universo barroco, musical, colorido e popular; a dramaturga Claudia Barral, nascida em Salvador (BA) e inspirada pelas narrativas, poesias e culturas locais do sertão baiano; e o grupo Os Geraldos, cuja trajetória, de 12 anos, foi sempre traçada na cultura popular, realizando, com seus espetáculos, ampla circulação pelo Brasil principalmente das cidades pequenas – foram mais de 70 municípios, de nove estados brasileiros, além de três outros países: Argentina, Peru e Marrocos.

Gabriel Villela – que tem contribuição também na Música Popular Brasileira, com a direção de shows de Maria Bethânia, Milton Nascimento, Elba Ramalho e Ivete Sangalo –, já dirigiu mais de 50 espetáculos teatrais, trabalhando com artistas como Renata Sorrah, Laura Cardoso, Beatriz Segall, Walderez de Barros, Marcello Antony, Regina Duarte, Thiago Lacerda, entre outros grandes nomes das artes cênicas nacionais. Já recebeu Prêmios Molière, Sharp, Shell, Troféus Mambembe, Troféus APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), Prêmios Apetesp (Associação de Produtores de Espetáculos Teatrais de São Paulo), Prêmios Panamco, Zilka Salaberry, além de dezenas de premiações internacionais, como no Festival Theater Der Welt in Dresden (Alemanha), Word State Festival, em Toronto (Canadá), “Globe to Globe”, no Shakespeare`s Globe Theatre (Londres, Inglaterra), dentre outros. Sua poética e produção artística estão registradas no livro “Imaginai! O teatro de Gabriel Villela”, de Dib Carneiro Neto e Rodrigo Audi, lançado em 2017 e vencedor, na categoria de livro de arte, do Prêmio Jabuti 2018.

Em mais de 30 anos de trajetória profissional, será a primeira vez que Villela dirige um espetáculo no Interior paulista, trazendo a Campinas profissionais da espacialização e antropologia da voz, Babaya Morais, de Belo Horizonte (MG), Francesca Della Monica, de Florença (Itália), e Everton Gennari, de Birigui, o assistente de figurinos e adereços José Rosa, de Caculé (BA), e os assistentes de direção Zé Gui Bueno e Ivan Andrade, de São Paulo. Andrade é parceiro de criação de Villela em outras obras e segue carreira de diretor, com obras como “Dos Prazeres”, que estava em cartaz até mês passado, no Sesc Vila Mariana.

A atriz Paula Guerreiro, que faz parte do elenco, conta que são mais de trinta pessoas diretamente envolvidas na realização do projeto: além dos 14 atores que estão em cena e da equipe que acompanha Villela, ainda há produtores, artistas gráficos e a parceria com restaurantes da cidade, com o Hotel Vitória Newport e com a Azul Linhas Aéreas. “É um projeto importante para o Estado de São Paulo, por democratizar o acesso a uma obra da dramaturga Claudia Barral, em parceria com Os Geraldos e Villela, em cidades para além do circuito tradicional, eixo Rio-São Paulo, e por propiciar uma celebração do teatro popular brasileiro, nesse encontro com a linguagem mineira, barroca e circense de Gabriel, lembrando que o Velho Chico, ao qual a peça faz homenagem, passa no quintal do diretor”, declara Guerreiro.

A peça conta a história de três irmãs que vivem em Carinhanha, uma cidade do sertão baiano, às margens do Rio São Francisco. A mais nova das moças, às vésperas de seu noivado, apaixona-se por um viajante no porto, um acaso que muda o rumo de todas as personagens dessa história sobre a espera, o tempo e o amor. Com músicas tocadas e cantadas ao vivo, a obra trará canções da Música Popular Brasileira.

A estreia, que acontecerá na primeira quinzena de maio, será em Itapetininga, pelo Sesi, seguindo-se de uma circulação em outros municípios do Interior paulista e de uma temporada, prevista para agosto, em Campinas.

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