Ir para conteúdo

[Educação]
Prefeitura fixa motoristas e monitoras nas rotas do transporte escolar

Medida foi tomada para tentar acabar com falhas na prestação do serviço que ocorrem há quatro dias com a troca de empresas em Paulínia

5 mar 2020 – 16h03
Crianças dentro de ônibus escolar que presta serviço para a Prefeitura e realiza a rota 51 (Foto: Divulgação)

APrefeitura de Paulínia resolveu desde quarta-feira (4) fixar em todos os períodos motoristas e monitoras nas rotas dos ônibus do transporte escolar de estudantes da rede municipal e estadual. A decisão foi tomada como uma das medidas para tentar acabar com as falhas na prestação desse serviço na cidade que ocorrem desde a última segunda-feira (2) com a troca de empresas.

Alunos, pais e responsáveis reclamam que enfrentam atrasos, falta de ônibus, veículos superlotados e confusão nos itinerários das linhas, bem como na volta dos estudantes para casa, há quatro dias, desde quando a Rápido Sumaré, S.T.P. Mobilidade Eireli e Sancetur começaram a transportar 14,9 mil alunos dos ensinos Infantil, Fundamental, Médio, Técnico e Educação para Jovens e Adultos (EJA) de Paulínia.

As três empresas assinaram contrato emergencial de R$ 31,7 milhões com a Prefeitura pelo período de seis meses, ou até a conclusão da concorrência pública que escolherá em definitivo as concessionárias do setor. Agora são 178 veículos nas ruas, segundo a Prefeitura. Antes, o emergencial com Viação Flama, do Grupo Passaredo, Sancetur e Smile Transportes e Turismo previa 206 veículos pelo valor de R$ 28,8 milhões.

Das três empresas deste novo contrato emergencial assinado pelo prefeito Du Cazellato (PSDB) só a Rápido Sumaré não operava o transporte escolar em Paulínia. A Sancetur apenas trocou de lote de linhas e a S.T.P., conforme o informado somente nesta quinta-feira (5) pela Prefeitura, integra o grupo econômico da Smile e, inclusive, por meio de contrato interno, atua na cidade com os mesmos ônibus da Smile.

De acordo com o secretário municipal de Transportes, Antônio Carlos Amante Carreira, o transporte escolar em Paulínia ficou divido entre as empresas da seguinte forma:

  • Rápido Sumaré

– Lotes 01 e 03

– Escolas municipais e estaduais e escolas técnicas

– 92 veículos

– Valor: R$ 16.688.892,00

  • S.T.P., do Grupo Smile

– Lote 02 e 04

– Creches e Emeis e algumas escolas municipais e estaduais

– 60 ônibus

– Valor: R$ 10.446.975,00

  • Sancetur

– Lote 05

– Alunos com necessidades especiais para escolas municipais e escolinhas especiais

– 26 veículos

– Valor: R$ 4.565.066,00

Segundo a Prefeitura, a Rápido Sumaré, que opera o maior número de linhas, a partir desta quinta-feira (5), “enviou psicólogas e pedagogas para percorrer as escolas, buscando dialogar com os servidores municipais, para que as rotas atendam todos da melhor maneira possível”.

A Prefeitura, também nesta quinta-feira, informou que a Secretaria Municipal de Transportes criou uma força-tarefa na segunda-feira, 2, para normalizar o transporte escolar – o que considera uma operação complexa já que é responsável pelo vaivém de cerca de 15 mil alunos diariamente.

Sem prazo

A força-tarefa é composta por secretários, assessores e técnicos da Administração municipal. Todas as queixas registradas seriam analisadas individualmente e enviadas às empresas para que tomem as medidas cabíveis. “Sobre os problemas relacionados aos atrasos nas idas e voltas, as rotas estão sendo corrigidas para que as partidas ocorram num horário específico e os retornos não demorem”, destacou a nota.

A Prefeitura voltou a orientar os pais e responsáveis que procurem a Secretaria Municipal de Transportes pessoalmente ou entrem em contato pelos telefones (19) 3939-012, 3939-7013, 3939-7014 ou 156 para o registro de queixas e o apontamento dos problemas. O governo municipal não revelou quanto tempo mais irá precisar para normalizar o transporte escolar na cidade.

Clique aqui para ver mais notícias de Paulínia

Paulínia 24 Horas Notícia Ver tudo

Site de notícias criado para divulgar fatos jornalísticos da cidade de Paulínia.