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[Educação]
Estudantes de Etec fazem experiência para reduzir emissão de gás poluente

Experimento de alunos do curso técnico de Biotecnologia de Campinas conquistou o primeiro lugar no prêmio Inovar, promovido pela Rhodia Solvay

19 jan 2020 – 5h30
Entrada da Escola Técnica Estadual (Etec) Conselheiro Antônio Prado, em Campinas (Foto: Divulgação)

Alunos do curso técnico de Biotecnologia da Escola Técnica Estadual (Etec) Conselheiro Antônio Prado, de Campinas, desenvolveram uma pesquisa para propor mecanismos de reduzir a emissão de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. O projeto dos estudantes conquistou o primeiro lugar no prêmio Inovar, promovido pela Rhodia Solvay, em dezembro de 2019.

Também conhecido como gás carbônico, o CO2 é prejudicial ao meio ambiente. Segundo relatório da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), a emissão de CO2 cresce há sete anos consecutivos, o que contribui para a elevação do aquecimento global.

O Trabalho de Conclusão de Curso dos estudantes Jade Nobre e Vinicius Andrade, que concluíram o curso no último semestre, é um biorreator para criação controlada de organismos vivos – microalgas marinhas da região de Bertioga que, para crescerem, absorvem o gás carbônico da atmosfera.

As microalgas marinhas foram imersas numa solução de hidróxido de cálcio e acomodadas no biorreator. Após um período de duas semanas, as reações biológicas das microalgas geraram uma cultura capaz de fazer a fotossíntese, por meio da captura de CO2 e liberação de oxigênio limpo no ambiente.

A professora e orientadora da pesquisa, Michele Machado, afirma que os testes demonstraram que a instalação de pequenos biorreatores com microalgas em escritórios e salas de aula, por exemplo, pode reduzir o CO2 e proporcionar mais concentração e relaxamento para as pessoas. A educadora ressalta, no entanto, que os resultados são preliminares e precisam continuar sendo testados.

“Podemos fazer uma analogia dessa experiência com a capacidade de fotossíntese das plantas. O biorreator realiza o mesmo processo, mas os testes comprovaram que esse sistema é mais rápido e eficiente para capturar dióxido de carbono que a absorção realizada pelas plantas”, explica a professora.

Premiação

Segundo a orientadora do trabalho, a participação dos estudantes no Inovar proporcionou um contato estreito entre os alunos e a indústria, que gerou motivação e crescimento profissional e pessoal à dupla.

Estudantes do curso técnico de Meio Ambiente, também da Etecap, desenvolveram um projeto de absorvente descartável biodegradável, sob orientação da professora Erica Gayego Belo Figueiredo, e ficaram com a segunda colocação na mesma edição do prêmio Inovar.

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