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[Saúde]
Paulínia está em situação de alerta para surto de dengue, segundo Sucen

Cidade registra alto índice de infestação pelo mosquito Aedes aegypti, segundo Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa)

9 dez 2019 – 17h08
Denúncia de existência de criadouros do mosquito pode ser feita por meio do telefone 156 (Foto: Divulgação)

Paulínia registra alto índice de infestação pelo mosquito Aedes aegypti. A cidade e mais 141 municípios paulistas estão em estado de alerta ou com risco de surto para dengue, zika e chikungunya, segundo resultado do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado pelas Prefeituras entre os meses de outubro e novembro e divulgado pela Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), órgão da Secretaria de Estado da Saúde.

No levantamento da Sucen, Paulínia registrou Índice de Infestação Predial (IIP) 1, segundo informou a Secretaria de Estado da Saúde. A classificação de um local como satisfatório, alerta ou risco é dada com base nesse indicador entomológico. Ele é calculado pelo número de recipientes com presença de larvas de Aedes aegypti em 100 imóveis pesquisados, sendo considerados satisfatórios aqueles inferiores a 1; alerta, de 1 a 3,9; e risco, acima de 3,9.

Dos 624 municípios do Estado de São Paulo que participaram do balanço, 482 apresentam situação satisfatória, 134 estão em alerta, inclusive Paulínia, e oito (Barra do Turvo, Bento de Abreu, Iguape, Jacupiranga, Pedrinhas Paulista, Restinga, São Vicente e Tuiuti) estão em situação de risco quanto à proliferação do mosquito.

Este ano Paulínia já vive uma epidemia de dengue, conforme dados divulgados pela Secretária Municipal de Saúde no último dia 12 de dezembro. Pelos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS), uma doença pode ser considerada epidemia se atingir mais de 300 pessoas a cada 100 mil habitantes.

==> Dengue

– 2019

  • 3.459 notificações (2.607 de residentes)
  • 1.618 negativos
  • 914 positivos (50 importados)
  • 16 aguardando resultados
  • uma morte

– 2018*

  • 383 notificações
  • 344 negativos
  • 18 positivos
  • 21 aguardando resultados

*Balanço divulgado até dia 14 de dezembro passado

– 2017

  • 583 notificações
  • 559 negativos
  • 24 positivos

==> Chikungunya

– 2019

  • 26 notificações
  • 25 negativos
  • 1 positivo
  • 1 importado

– 2018

  • 35 notificações
  • 28 negativos
  • 3 positivos
  • 2 autóctones (contraídos em Paulínia)
  • 1 importado (contraído em outro município)

– 2017

  • 42 notificações
  • 40 negativos
  • 2 positivos
  • 1 autóctone (contraído em Paulínia)
  • 1 indeterminado

==> Zika

– 2019

  • 9 notificações
  • 9 negativos
  • 0 positivo

– 2018

  • 9 notificações
  • 9 negativos

– 2017

  • 22 notificações
  • 22 negativos

==> Febre amarela

– 2019

  • número de notificações não informado
  • número de casos negativos não informado
  • número de casos positivos não informado

– 2018

  • 6 notificações
  • 6 negativos

– 2017

  • 12 notificações
  • 10 negativos
  • 2 positivos
  • 2 importados (contraídos em outros municípios)
  • Uma morte

Conforme diretriz do Sistema Único de Saúde (SUS), o trabalho de campo para enfrentamento ao Aedes é responsabilidade dos municípios. O governo do Estado dá suporte no diagnóstico (por meio do Instituto Adolfo Lutz) e em ações de treinamento e monitoramento. A Prefeitura de Paulínia foi procurada, mas não respondeu a reportagem até a publicação deste texto.

A Secretaria de Saúde de Paulínia informou na tarde desta terça-feira (10) que diariamente os agentes da Unidade de Controle de Vetor visitam os imóveis do município. “Foram realizadas mais de 115 mil visitas com objetivo de inviabilizar criadouros e orientar a população nos últimos 12 meses”, destacou em nota.

Borracharias, pontos de reciclagem, ferros-velhos e outros locais com risco elevado de proliferação de mosquitos são cadastrados e vistoriados mensalmente, de acordo com Secretaria de Saúde de Paulínia. Já locais com grande circulação de pessoas (escolas, hospitais, centros de saúde, teatro, supermercados, entre outros) são visitados trimestralmente.

A Secretaria de Saúde de Paulínia ainda esclareceu que em conjunto com outras secretarias municipais foram realizados quatro mutirões de limpeza e combate à dengue ao longo de 2019, e nos dias 12, 13 e 14 um novo irá ocorrer no bairro Bom Retiro.

Criadouros

Também um balanço inédito realizado pela Secretaria de Estado da Saúde, por meio do LIRAa, apontou que em média, 2,5 criadouros do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya são encontrados em cada residência do Estado de São Paulo.

A pesquisa classificou os tipos de recipientes em depósitos elevados (sótãos/forros); depósitos não elevados (ao nível do solo); móveis (vasos de plantas, garrafa pet, potes plásticos); fixos (calhas, lajes, piscinas) pneus; passíveis de remoção (toldos, entulhos, sucatas) e os naturais (plantas, ocos de árvore, bambu por exemplo).

Recipientes

A maior prevalência de larvas do Aedes é em recipientes móveis, chegando a 1,3 criadouros por casa positiva. Os depósitos elevados e não elevados, bem como os recipientes naturais e pneus apresentaram índices pouco expressivos, mas também é preciso manter atenção a esses locais, impedindo o acúmulo de água.

“Manter o meio ambiente limpo e preservado contribui para a saúde coletiva. Como 80% dos criadouros do Aedes aegypti estão nas residências, pedimos a colaboração de toda a população para combater o mosquito e, assim, garantir a prevenção contra dengue, zika e chikungunya”, disse o secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann.

Cenário

Em 2019 em todo o Estado de São Paulo, até 11 de novembro, foram confirmados 390.654 casos de dengue, com 256 óbitos. Houve ainda 72 casos de zika e 280 de chikungunya, sem óbitos de ambas as doenças.

A dengue é uma doença sazonal, com oscilação de casos e aumento a cada três/quatro anos, em média. Em 2015, por exemplo, São Paulo registrou recorde de infecções, com 709.445 casos e 513 óbitos. Devido a circulação do sorotipo 2 de dengue, neste ano, mesmo os pacientes que já tiveram dengue tipo 1, por exemplo, estão suscetíveis a infecções, o que contribui para o aumento de casos e até mesmo para a ocorrência de quadros clínicos mais graves.

Dez cidades concentram 43,2% dos casos de dengue confirmados neste ano no Estado de São Paulo e somam 169.062 casos: São José do Rio Preto (32.822); Campinas (26.246); Bauru (26.088); Araraquara (23.876); São Paulo (16.617); Ribeirão Preto (13.748); Birigui (7.916); Araçatuba (7.782); Presidente Prudente (7.584) e Guarulhos (6.383).

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