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[Ônibus]
Grupo Passaredo vai deixar o transporte público de Paulínia após 20 anos

Viação Terra teria vencido o chamamento público feito pela Prefeitura e deverá começar a rodar na cidade a partir desta quinta-feira

3 dez 2019 – 5h30
Ônibus da empresa Flama, do Grupo Passaredo, na Rodoviária/Shopping (Foto: Reprodução)

Depois de 20 anos, o Grupo Passaredo vai deixar de operar o sistema de transporte coletivo urbano e rural de passageiros em Paulínia. A partir desta quinta-feira (5), a Terra Auto Viação Transportes Ltda será a concessionária responsável por esse serviço público na cidade durante os próximos 180 dias, segundo o Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região. A Prefeitura informou que cuida dos últimos detalhes da contratação e poderá divulgar o nome da empresa, as bases e os valores do contrato ainda nesta terça-feira (3).

O nome da nova empresa que deverá assumir o transporte público em Paulínia foi anunciado pelo Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região, nesta segunda (2), por meio de um informativo à categoria. Nele, a entidade se mostra preocupada com o pagamento das verbas rescisórias; com a garantia de emprego a funcionários que desejam continuar no transporte público; e com a manutenção dos direito trabalhistas.

O contrato emergencial assinado dia 5 de junho passado com a Viação Flama, do Grupo Passaredo, termina nesta quarta-feira (4) e não será renovado. Desta vez a Prefeitura fez um chamamento público para a nova contratação emergencial por seis meses ou até a conclusão da futura licitação, que escolherá a empresa que executará o serviço pelos próximos 10 anos em Paulínia. A Flama inclusive marcou reunião às 10h desta quarta com seus funcionários para comunicar oficialmente sua saída da cidade.

O valor máximo do contrato que estava previsto pela Prefeitura no chamamento público era de cerca de R$ 8,5 milhões – ou R$ 2,8 milhões abaixo daquele que termina nesta quarta (R$ 11,3 milhões). O montante a ser pago se refere ao subsídio de R$ 1,85 que o Município dá por passageiro para que a empresa mantenha o preço da passagem a R$ 1 na catraca. Sem ele, a tarifa passaria a custar R$ 2,85.

O Grupo Passaredo está na cidade há 20 anos. O primeiro contrato de 10 anos de duração foi assinado em 1999, na época, pelo prefeito Adélsio Vedovello (PMDB). Em 2009, foi prorrogado, amigavelmente, por oito anos, pelo governo de José Pavan Junior (PSDB), o que levou, em 2015, o Ministério Público abrir Ação Civil Pública de Improbidade Administrativa e pedir concorrência pública.

Desde então o processo de abertura de licitação para o transporte público patina em Paulínia e sucessivos contratos emergenciais foram assinados entre o Grupo Passaredo e a administração de Pavan Junior, do prefeito cassado Dixon Carvalho (Progressistas) e dos governos interinos de Du Cazellato (PSDB) e de Loira (DC). Agora, está a caminho outro emergencial, mas com a Viação Terra.

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