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[Pazetti]
Justiça decreta prisão preventiva do vereador Tiguila Paes

Acusado de participar de esquema de simulação de venda de imóveis tinha até o meio-dia desta quinta para se entregar, mas não foi a delegacia

7 nov 2019 – 16h35
Vereador Tiguila Paes também é 1º secretário da Mesa Diretora da Câmara de Paulínia (Foto: Divulgação)

AJustiça decretou nesta quarta-feira (6) a prisão preventiva do vereador Tiguila Paes (Cidadania). O mandado foi expedido nesta quinta-feira (7) e o parlamentar, acusado de participar de um esquema de simulação de vendas de imóveis na cidade, tinha até o meio-dia para se entregar na Delegacia Seccional de Campinas e não compareceu.

Tiguila e mais oito pessoas foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) pelos crimes de organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro. No final do mês passado, a Justiça aceitou a denúncia e determinou o bloqueio dos bens dos réus. Agora, foi emitida a prisão preventiva do vereador.

O advogado de Tiguila, Juan Felipe Camargo Coimbra de Souza, disse que seu cliente não se entregou porque na quarta-feira de manhã foi viajar com a família. “A ordem (de prisão) saiu à tarde”, falou. “Não estou conseguindo falar com ele, mas se for mantida essa decisão – a gente já entrou com pedido de revogação da prisão preventiva –, ele vai se apresentar sim. Não é bandido.”

Os fatos que originaram as denúncias contra Tiguila e os demais réus ocorreram entre os anos de 2014 e 2015. De acordo com o MPSP, eles agiram junto com outros denunciados para enganar várias pessoas humildes por meio da simulação de venda de casas no Residencial Pazetti e em outros empreendimentos.

“As vítimas, atraídas pelo preço acessível, pela desburocratização da venda e possibilidade de pagamentos parcelados, foram enganadas e acabaram sendo lesadas pelo grupo criminoso”, relatou o Ministério Público. Conforme a Promotoria, o golpe foi possibilitado com o envolvimento de Tiguila, de outros servidores públicos ainda não identificados e da entidade Frente de Defesa dos Direitos e Interesse Popular.

O MPSP destacou que após a consumação dos crimes de estelionato e na posse do dinheiro obtido de forma criminosa, os réus passaram a ocultar e a dissimular a natureza, a origem, a localização e a disposição dos bens e valores provenientes dos crimes de estelionato.

Ainda conforme os promotores, os investigados depositaram e movimentaram o dinheiro entregue pelas vítimas em suas contas bancárias e adquiriram bens. A dissimulação do patrimônio obtido de forma ilícita foi desvendada a partir da quebra do sigilo bancário e fiscal dos denunciados.

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