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[Apaniguados]
Oito mil foram prejudicados somente em um concurso público

Constatação é de promotores do Gaeco que deflagraram operação em sete cidades da região para apurar ilegalidades em certames desde 2014

7 out 2019 – 21h24
Policiais do Baep durante a ‘Operação Apaniguados’ em sete cidades da região  (Foto: Roberto Torrecilhas/JDB)

OGrupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público esclareceu na tarde desta segunda-feira (8) que mais de 8 mil candidatos foram prejudicados somente em um dos consórcios públicos envolvidos nas fraudes de concursos públicos, que são combatidas pela “Operação Apaniguados”, deflagrada no início desta manhã em sete cidades da região e, simultaneamente, em outras duas do estado.

Promotores do Gaeco e policiais do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Baep) cumpriram cinco mandados de prisão temporária e 13 mandados de busca e apreensão em Campinas, Jaguariúna, Cosmópolis, Santo Antônio de Posse, Cordeirópolis, Nova Odessa e Holambra, além de em Macatuba e Votuporanga, nas regiões de Bauru e São José do Rio Preto. Cinco pessoas foram presas entre empresários e agentes públicos.

Dentre os mandados de prisão cumpridos, de acordo com os promotores do Gaeco, está o de Dimas Antonio Starnini, superintendente do Consórcio Intermunicipal na Área de Saneamento Ambiental (Consab), com sede em Cosmópolis. Ele também já foi presidente da Câmara de Vereadores de Nova Odessa. Segundo o apurado, depois de mais de quatro meses de investigação, o grupo criminoso alvo da ação desta manhã era especializado em fraudar concursos públicos, especialmente de consórcios públicos.

Ainda conforme os promotores, havia a participação direta de agentes públicos no esquema criminoso, responsáveis pela indicação dos candidatos que foram favorecidos nos concursos fraudados. Um novo cartão de resposta das provas era produzido para os favorecidos e pessoas das empresas de concursos os preenchiam de acordo com as necessidades de pontuação. “Apurou-se também que o grupo pagava propina a agente público envolvido nos crimes”, revelou nota do Ministério Público.

O objetivo da “Operação Apaniguados” é combater crimes contra fraudes em concursos públicos, licitações, falsidade ideológica e corrupção. O esquema funcionaria desde 2014 e começou a ser investigado em maio passado após a promotoria de Justiça de Macatuba, na região de Bauru, identificar irregularidades no concurso da Câmara Municipal.

Escutas telefônicas denunciaram a participação no esquema criminoso dos agentes públicos presos na região de Campinas. Agora a partir dos depoimentos deles os promotores esperam desmantelar toda a trama e determinar qual era função de cada um no grupo. No final, concursos públicos devem ser cancelados e os aprovados podem ter de devolver seus cargos.

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