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[Socorro]
‘Botão do Pânico’ da Guarda Civil tem 22 vítimas de violência cadastradas

Aplicativo para celular é liberado para quem sofreu algum tipo de agressão doméstica e fez Boletim de Ocorrência na delegacia de Paulínia

19 set 2019 – 12h30
Guarda civil de Paulínia mostra o aplicativo ‘Botão do Pânico’ instalado em celular (Foto: Divulgação)

Oaplicativo “Botão do Pânico”, desenvolvido pela Guarda Civil de Paulínia, já cadastrou 22 vítimas de violência doméstica, desde março passado. O objetivo do app para aparelhos de celular é chamar a polícia rapidamente em caso de emergência e reduzir o tempo de atendimento em uma ocorrência. No último mês de julho, houve prisão em flagrante do agressor depois que a vítima acionou pelo mecanismo a corporação que chegou em poucos minutos ao socorro.

Em média, a Delegacia de Polícia Civil de Paulínia registra um caso de violência por dia, de acordo com as informações da Prefeitura. Até o último dia 30 de agosto, foram denunciadas às autoridades policiais 290 ocorrências deste tipo. No ano passado inteiro, 429 queixas chegaram às forças de segurança do Município, ainda conforme os dados da Secretaria Municipal de Segurança Pública.

Desde quando foi criado o app, a Guarda Civil atendeu 11 ocorrências de violência doméstica acionadas pela vítima por meio do “Botão do Pânico”. Através do aplicativo é chamada a viatura mais próxima, de onde os guardas municipais têm acesso à localização, via GPS. Eles também conseguem acessar o cadastro dos envolvidos no episódio e saber com antecedência o tipo de ocorrência que irão enfrentar.

Em março três pessoas se cadastraram no sistema; abril, quatro; maio, seis; julho, quatro; e agosto, cinco. As autoridades explicam que o baixo crescimento da adesão ao “Botão do Pânico” ocorre devido à divulgação do app que ainda está no início. O aplicativo é oferecido para aparelhos com sistema Android e é liberado para quem já sofreu algum tipo de violência doméstica e registrou Boletim de Ocorrência (BO) na delegacia da cidade.

“Assim que a pessoa nos procura com a queixa, a orientamos e oferecemos o serviço do app”, disse o secretário municipal de Segurança Pública, Romeu Aparecido Joanini . “Caso a vítima queira, é criada uma chave de acesso para uso. Ela faz o cadastro e fica tudo no sistema. Na emergência, a vítima só aperta o botão, sem precisar dar informações como em uma ligação convencional à polícia, e em minutos os guardas podem chegar ao local.”

O “Botão do Pânico”, da Guarda Civil, começou a funcionar em março, após iniciativa do guarda Diogo Antônio Ferreira, graduado em Tecnologia da Informação e pós-graduado em Engenharia de Banco de Dados. “Vemos as pessoas fragilizadas. Poucas dão continuidade com a representação na Justiça contra o agressor e, em alguns casos, a demora em chamar a polícia, em uma emergência, pode ser fatal”, falou.

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