Ir para conteúdo

[Risco]
Paulínia tem 11 casos suspeitos de sarampo; três só no Monte Alegre

Secretaria Municipal de Saúde recomenda que quem ainda não se imunizou contra a doença deve se vacinar em uma UBS da cidade

8 ago 2019 – 5h30
Profissional da Saúde prepara dose de vacina contra o sarampo para imunizar criança (Foto: Divulgação)

Paulínia investiga 11 casos suspeitos de sarampo de janeiro até esta quarta-feira (7). Nenhum desses casos foi confirmado até agora. A Secretaria Municipal de Saúde recomenda que quem não tomou a vacina contra a doença procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) da cidade para garantir sua imunização.

Os casos suspeitos de sarampo em Paulínia estão espalhados por vários bairros:

  • um no São José;
  • um no João Aranha;
  • um no Jardim Amélia;
  • um no Morumbi;
  • três no Monte Alegre;
  • um no Flamboyant;
  • um no Bom Retiro;
  • um no Jardim Europa;
  • e um em Betel.

Conforme a Prefeitura, a Vigilância Epidemiológica tem identificado as ocorrências suspeitas de sarampo, além de quem manteve contato com a pessoa doente, e realizado o bloqueio vacinal. Não foi informado o perfil dos doentes investigados em Paulínia, se são homens, mulheres, crianças ou bebês.

Em 2018, foram registrados quatro casos suspeitos de sarampo em Paulínia, segundo a Prefeitura. Um em julho e os demais em agosto. Nenhuma das investigações do ano passado se confirmou, assim como até agora em 2019.

A Secretaria Municipal de Saúde orientou que quem não foi imunizado contra sarampo deve manter a caderneta de vacinação em dia. “Temos estoque para essa demanda de rotina. Os postos vacinam até as 16h”, informou. “Os maiores, como o do Centro I e II, São José, Planalto e Monte Alegre, aplicam a vacina até as 18h.”

Na região, 10 pessoas contraíram a doença e outras 42 estão em investigação neste ano:

  • Paulínia – nenhum confirmado e 11 suspeitos;
  • Americana – um confirmado e nenhum suspeito;
  • Campinas – quatro confirmados e um suspeito;
  • Hortolândia – um confirmado e cinco suspeitos;
  • Indaiatuba – dois confirmados e 17 suspeitos;
  • Jaguariúna – um confirmado e nenhum suspeito;
  • Sumaré – um confirmado e oito suspeitos.

De janeiro a julho, o Brasil teve mais de 600 casos confirmados da doença. Outras 1,7 mil ocorrências seguem em investigação.

O Ministério da Saúde recomendou que crianças de seis meses a menores de um ano de idade devem tomar uma dose extra da vacina, ou a “dose zero” como vem sendo chamada, caso morem ou viajem em 43 municípios com surto ativo de sarampo no País.

A recomendação é que todas essas crianças, nesta faixa etária, sejam vacinadas contra a doença, no período mínimo de 15 dias, antes da data prevista para a viagem. Além de proteger, a medida de segurança pretende interromper a cadeia de transmissão do vírus do sarampo no Brasil.

A lista de cidades com surto de sarampo tem 39 municípios de São Paulo, incluindo quatro da região e a Capital; além de três dos estados do Rio de Janeiro e um da Bahia:

  • Campinas;
  • Hortolândia;
  • Indaiatuba,
  • Sumaré;
  • Atibaia
  • Barueri;
  • Caçapava;
  • Caieiras;
  • Carapicuíba;
  • Diadema;
  • Embu;
  • Estrela d’Oeste;
  • Fernandópolis;
  • Francisco Morato;
  • Guarulhos;
  • Itapetininga;
  • Itaquaquecetuba;
  • Jales;
  • Jundiaí;
  • Mairiporã;
  • Mauá;
  • Mogi das Cruzes;
  • Osasco;
  • Peruíbe;
  • Pindamonhangaba;
  • Praia Grande;
  • Ribeirão Pires;
  • Ribeirão Preto;
  • Rio Grande da Serra;
  • Santo André;
  • Santos;
  • São Bernardo do Campo;
  • São Caetano do Sul;
  • São José do Rio Preto;
  • São José dos Campos;
  • São Paulo;
  • Sorocaba;
  • Taboão da Serra;
  • Taubaté;
  • Rio de Janeiro (RJ);
  • Paraty (RJ);
  • Nilópolis (RJ);
  • Salvador (BA).

A chamada “dose zero” não substitui e não será considerada válida para fins do calendário nacional de vacinação da criança. Assim, além dessa dose que está sendo aplicada agora, os pais e responsáveis devem levar os filhos para tomar a vacina tríplice viral (D1) aos 12 meses de idade (1ª dose); e aos 15 meses (2ª dose) para tomar a vacina tetra viral ou a tríplice viral + varicela. A vacinação de rotina das crianças deve ser mantida independentemente do planejamento de viagens para os locais com surto ativo do sarampo ou não.

Fique por dentro

O que é o sarampo?

O sarampo é uma doença viral aguda, altamente contagiosa, que cursa com febre, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele (exantema maculopapular). O sarampo pode ser acompanhado de complicações sérias, principalmente em crianças menores de cinco anos, adultos maiores de 20 anos ou pessoas com algum grau de imunodepressão.

Como a doença é transmitida?

A transmissão é direta de pessoa a pessoa, por meio das secreções expelidas pelo doente ao tossir, respirar, falar ou respirar e que permanecem dispersas no ar, principalmente em ambientes fechados como, por exemplo: escolas, creches, clínicas, meios de transporte. As pessoas infectadas são geralmente contagiosas cerca de cinco dias antes do aparecimento da erupção cutânea até cinco dias depois.

Quais os sinais e sintomas?

O primeiro sinal do sarampo é a febre alta que dura de quatro a sete dias, acompanhada de coriza, tosse, olhos avermelhados. Após alguns dias surgem manchas avermelhadas na pele, com início na face e atrás do pescoço, progredindo em direção aos membros inferiores, duração de aproximadamente três dias, e desaparece na mesma ordem de aparecimento.

Quanto tempo após a exposição ao doente aparecem os sintomas da doença?

Os sintomas aparecem em média de 10-12 dias desde a data da exposição.

Quais as possíveis complicações?

O sarampo pode evoluir com complicações entre crianças menores de cinco anos de idade, sobretudo nas desnutridas, em adultos maiores de 20 anos, em indivíduos com imunodepressão ou em condições de vulnerabilidade. As complicações que podem ocorrer são a otite média, broncopneumonia, diarreia e encefalite. O óbito é decorrente de complicações, especialmente a pneumonia e a encefalite.

Existe tratamento?

Não há tratamento específico para o sarampo, apenas sintomático. As complicações devem receber tratamento de suporte e antibioticoterapia para as infecções secundárias.

Como prevenir?

A vacina tríplice viral é a medida de prevenção mais eficaz contra o sarampo, protegendo também contra a rubéola e a caxumba. No calendário de vacinação de rotina, a primeira dose deve ser administrada a toda criança de um ano de idade e uma segunda dose a crianças de 15 meses. Os adolescentes e adultos jovens até 29 anos de idade devem ter duas doses da vacina, e os adultos que nasceram após 1960, pelo menos uma dose, de acordo com os calendários de vacinação de adolescentes e adultos do Estado de São Paulo.

A vacina tríplice viral é recomendada aos profissionais da educação, da saúde, viajantes, além de profissionais que atuem no setor de turismo, motoristas de táxi, funcionários de hotéis e restaurantes, e outros que mantenham contato com viajantes internacionais. A vacina encontra-se disponível em todas as unidades de saúde do estado. Esta vacina não é recomendada para crianças menores de seis meses, gestantes e pessoas imunodeprimidas.

O sarampo é um problema no Brasil?

O Brasil recebeu a certificação de eliminação do sarampo em 2016. No entanto, o sarampo ainda é endêmico em vários outros países, como os da Europa, da África e da Ásia, existindo desta maneira o risco de importação para o Brasil do vírus destes locais onde o controle da doença ainda não existe. Nas Américas, um surto de sarampo iniciado em 2017 se mantém em curso na Venezuela e, em 2018 no Brasil, desde fevereiro de 2018, casos de sarampo foram confirmados nos Estado de Roraima, Amazonas, Pará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.

Clique aqui para ver mais notícias de Paulínia

Paulínia 24 Horas Notícia Ver tudo

Site de notícias criado para divulgar fatos jornalísticos da cidade de Paulínia.