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[Apuração]
Ministério Público denuncia Carioca, Tiguila e mais nove pessoas

Todos são acusados de associação criminosa para forçar terceirizadas da Replan a contratar somente pessoas indicadas por eles

4 jun 2019 – 23h22
Delegado Rodrigo Luís Galazzo e o promotor do Ministério Público André Perche Lucke (Foto: Reprodução de vídeo)

OMinistério Público denunciou o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico de Paulínia, Elizaman de Jesus Lopes, o Carioca; o vereador afastado pela Justiça Tiguila Paes (PPS); e outras nove pessoas; por extorsão, associação criminosa e crime contra a organização do trabalho. Todos são acusados de obrigar empresas terceirizadas da refinaria da Petrobras no município, a Replan, a contratar somente pessoas indicadas por eles.

Dos 11 acusados denunciados pelo MP na última sexta-feira (31), medida que foi tornada pública só nesta terça (4), três pessoas ligadas à cooperativa de desempregados de Cosmópolis tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. Elas estão foragidas. As medidas são resultados da investigação da primeira fase da operação “Currícum Vitae”, deflagrada simultaneamente pelo MP e pela Polícia Civil no último dia 15 em Paulínia e Cosmópolis.

O delegado de Paulínia, Rodrigo Luís Galazzo, informou que o inquérito da segunda fase da operação terminou com 35 pessoas indiciadas – 24 delas não foram denunciadas pelo MP. Esse grupo seria ligado às cooperativas dos desempregados de Cosmópolis e Paulínia e acusado de armar protestos e paralisações para obrigar as empresas que prestam serviços dentro da Replan a contratarem os indicados pelos suspeitos denunciados pelo Ministério Público.

“Isso começou com um assessor parlamentar (Carioca) de um vereador de Paulínia (Tiguila) que conseguiu em um dado momento ser indicado secretário municipal”, explicou o promotor do MP André Perche Lucke. “Pudemos perceber que apenas indicados por ele como secretário no Emprega Paulínia (programa de recolocação profissional da Prefeitura), por exemplo, conseguiam facilidades para empregos nas terceirizadas. E o próprio vereador de quem ele era assessor fazia gestão junto tanto às cooperativas como também em reuniões na própria Replan para conseguir essas vagas. Isso óbvio gerava prestígio político que pode depois ser revertido em votos e tudo mais.”

Terceira

A operação “Curriculum Vitae” agora entrará na terceira fase que investigará as vantagens financeiras recebidas pelo grupo para manter o esquema em funcionamento, de acordo com o promotor de Justiça. “Já temos dados coletados e documentos que indicam também vantagens financeiras”, garantiu Lucke. “Nós temos pagamentos de mensalidades por pessoas que eram contratadas, temos também doações, que diziam que eram espontâneas, mas que havia até carta de cobrança de doações”.

O advogado do ex-secretário e do vereador afastado, Juan Felipe Camargo Coimbra de Souza, afirmou que os dois são inocentes e vão recorrer da denúncia do Ministério Público. Para o defensor dos acusados, seus clientes são vítimas de perseguição política.

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