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[Curriculum Vitae]
Líder de cooperativa de Cosmópolis é preso pela Polícia Civil

Adriano Luiz de França e o ex-secretário Carioca são acusados de coagir empresas para que contratassem só os indicados pelos dois

15 maio 2019 – 17h28
Adriano Luiz de França e o ex-secretário Elizaman de Jesus Lopes, o Carioca (Foto: Divulgação)

Olíder da Cooperativa de Trabalhadores de Cosmópolis, Adriano Luiz de França, foi preso pela Polícia Civil de Paulínia nesta quinta-feira (16), em Cosmópolis. Ele e o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico de Paulínia Elizaman de Jesus Lopes, o Carioca, são acusados pelo Ministério Público de coagir empresas terceirizadas da Refinaria de Paulínia (Replan) para que elas contratassem somente pessoas indicadas pelos dois.

Carioca – segundo a polícia, líder da cooperativa em Paulínia –, foi preso na operação Curriculum Vitae, deflagrada quarta-feira (14) pelo Ministério Público e a Polícia Civil, em Paulínia e Cosmópolis. França teria fugido após ser avisado da ação policial. A pessoa que ligou para o acusado foi detido. A prisão é temporária, por cinco dias, e poderá ser prorrogada para a conclusão do inquérito de crime contra organização trabalhista.

Momento em que a Polícia Civil deixava a delegacia de Cosmópolis para trazer França a Paulínia (Foto: Reprodução)  

França foi trazido de Cosmópolis para Paulínia, onde deveria prestar depoimento ao delegado Rodrigo Galazzo. Segundo o Ministério Público, de acordo com relatos constantes em processo, Carioca e França também “estariam impedindo trabalhadores de adentrar na Replan, a fim de realizar protestos em frente ao local, a pretexto de obrigar a realização de contratação de pessoas indicadas por eles, em especial, moradores de Paulínia”.

Conforme o MP, os trabalhadores foram ameaçados pelo grupo liderado pelos investigados, especialmente por França, “que disse, em tom de ameaça de retaliação, que estava filmando as pessoas que entrariam para trabalhar”. Além dos investigados, outras pessoas estariam envolvidas com os crimes. “Há relatos de que os investigados se apresentam como pessoas da cúpula de Paulínia, como modo de demonstrar o poder que detêm como modo de ameaçar e de amedrontar”, informou a nota.

Na quarta-feira (15), o delegado Galazzo, explicou que a prisão de Carioca e a apreensão de documentos na Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Paulínia ocorreram para a polícia identificar qual é a participação do ex-secretário no esquema, como utilizava o cargo e como interferia em relação às empresas “que perdiam a sua liberdade, em tese, para contratar direto com a Petrobras”.

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