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[Plano piloto]
Saúde faz cerco a pacientes da região nas UBSs de Paulínia

Prefeitura cria central para aumentar rigor na abertura de prontuários e impedir que usuários de fora prejudiquem atendimento local

6 maio 2019 – 18h34
Plano piloto de controle de abertura de prontuários foi implantado na UBS Coorpelotes (Foto: Divulgação)

APrefeitura anunciou nesta segunda-feira (6) que desde o último dia 2 faz um cerco a pacientes de outras cidades da região que buscam as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Paulínia. O objetivo da medida é priorizar o atendimento aos pacientes locais para diminuir o tempo de espera nos postinhos e melhorar o serviço prestado à população paulinense.

Segundo a Prefeitura, atualmente Paulínia tem cerca de 100 mil habitantes e, pelo menos, o dobro de prontuários registrados nas UBSs do município. “Sendo que a maioria é de moradores de fora”, destacou em nota. O secretário municipal de Saúde, Luís Carlos Casarin, declarou que 25% dos atendimentos de sua pasta são realizados para moradores de outras cidades que compõem a Região Metropolitana de Campinas (RMC).

Para implantar o plano de priorizar pacientes de Paulínia em detrimento dos da região, a Secretaria Municipal de Saúde criou a Central de Abertura de Prontuário (CAP). Ela aumentará o controle de novos prontuários, impedirá que pessoas da região façam cadastro nas UBSs e passará pente-fino nas fichas dos usuários. O projeto piloto foi implantado na UBS Cooperlotes.

Para fazer um prontuário é necessário o paciente apresentar RG, CPF, Cartão Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), comprovante de residência – que poder ser conta de água, luz, carnê de Imposto Predial, Territorial Urbano (IPTU) ou contrato de aluguel, com a declaração do proprietário e locador registrada em cartório e assinada por ambos.

A CAP avaliará com maior rigor a veracidade desses documentos apresentados e também fará visitas nas residências, em alguns casos, para que ocorra a comprovação de que om paciente mora de fato no endereço citado na abertura do prontuário. As equipes são formadas por assistentes sociais, profissionais de enfermagem, auxiliares administrativos e motoristas.

“Quando uma pessoa de fora vem até aqui para fazer cadastro em uma UBS, os gestores do município de onde a pessoa mora não ficam sabendo do problema, e consequentemente ficam sem dados para formular políticas públicas eficazes”, justificou Casarin. “Além disso, a nossa prioridade são os moradores de Paulínia.”

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