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[Política]
Governo interino faz de ‘importado’ do ABC supersecretário

Nilson Bonome que voltou a Paulínia para comandar a Secretaria de Governo, e já acumula a de Finanças, agora, assume Obras e Serviços Urbanos

15 mar 2019 – 5h30
Supersecretário de Paulínia, Nilson Bonome, durante festa de aniversário (Foto: Divulgação)

O governo provisório de Loira (DC) já tem seu supersecretário. Trata-se de Nilson Bonome, político, pela segunda vez, “importado” do Grande ABC para Paulínia. Ele é secretário municipal de Governo, acumula a de Finanças e, agora, foi nomeado para assumir interinamente a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos.

O secretário “três em um” de Paulínia é de São Caetano do Sul, município que compõe o ABC paulista. Bonome foi “importado” pela primeira vez em novembro de 2017 pelo prefeito cassado Dixon Carvalho (PP) para ocupar a então recém-criada Secretaria Municipal de Administração, a 21ª do “Palácio Cidade Feliz”.

Em destaque, o decreto nomeando Bonome para Obras, no Semanário (Foto: Reprodução)

Na época, Bonome disse em entrevista a TV Grande ABC que a nomeação havia sido uma escolha do PMDB. “Há uma parceria do prefeito Dixon com o PMDB, e o partido indicou meu nome para compor o governo”, contou.

Bonome chegou a Paulínia com o colega do ABC Jarbas Elias Zuri Júnior, que veio assumir a Secretaria de Turismo e Eventos do governo Dixon. Além de serem do PMDB, ambos tinham participado de governos nas prefeituras de Santo André e São Caetano do Sul.

Poderes

Em março de 2018, Zuri Júnior deixou o governo de Dixon e Bonome acumulou a Secretaria Municipal de Turismo e Eventos que estava nas mãos do colega do ABC.  

Ainda em março, Bonome se filiou ao PRB. Em maio, deixou o governo de Dixon para sair candidato a deputado federal nas eleições de 2018. Obteve 10.025 votos, 160 deles em Paulínia, e não foi eleito. Voltou a Paulínia, no dia 24 de janeiro passado, “importado” pelo atual prefeito interino para comandar a Secretaria de Governo.

Força

Bonome também já foi homem forte no ABC, nos governos de Aidan Ravin (PTB), de Santo André, em 2011; e de Paulo Pinheiro (DEM), de São Caetano do Sul, em 2015. Com Ravin, foi secretário de Finanças, de Saúde e Gabinete. Na gestão de Pinheiro comandou a pasta de Governo e Educação.

O agora supersecretário de Paulínia havia concorrido ao cargo de prefeito de Santo André em 2012 e perdeu. Em 2014, não foi eleito deputado estadual. Em 2016, não disputou eleição.

Planos

Em 2017, viu seu nome envolvido nas investigações da Operação Lava Jato. O executivo da Odebrecht Ambiental, Guilherme Pamplona Paschoal, delatou ao Ministério Público que a empresa teria feito duas doações às campanhas eleitorais de Bonome de 2012 e 2014.

Apesar de ser secretário de Governo e acumular as secretárias de Finanças e Obras, os planos políticos de Bonome não incluem Paulínia. Há cerca de três semanas, anunciou para RD – Repórter Diário, do Grande ABC, que será candidato a prefeito em Santo André nas eleições municipais de 2020.

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