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Heringer fecha unidades e demite 80 trabalhadores em Paulínia

Uma das maiores misturadoras de fertilizantes do Brasil entra com pedido de recuperação judicial ’em caráter de urgência’ na comarca local

6 fev 2019 – 18h03
Sindicalistas realizam protesto contra demissões na Heringer, em Betel (Foto: Divulgação)

A Fertilizantes Heringer, com unidade no bairro Betel, entrou com pedido de recuperação judicial, fechou nove unidades no País e demitiu 80 trabalhadores somente em Paulínia. A empresa é umas das maiores misturadoras de fertilizantes do Brasil e alegou problemas de caixa para adotar a medida.

“Não obstante referidos esforços, a situação da companhia se deteriorou. Em consequência e aliado à recente conjuntura adversa no setor de atuação, os desafios decorrentes da situação econômico-financeira da companhia se mantém e vêm se agravando”, informou a Heringer em comunicado ao mercado financeiro na noite da última segunda-feira (4).

Nesta quarta-feira (6), a Regional Campinas do Sindicato dos Químicos Unificados fez um protesto na porta da fábrica no bairro Betel contra as 80 demissões realizadas já na última semana pela Heringer. A empresa entrou com pedido de recuperação judicial na segunda-feira (4) na comarca de Paulínia.

De acordo com os sindicalistas, as demissões ocorreram sem qualquer comunicação prévia ao sindicato. A entidade ressaltou que os trabalhadores estão com salários e tíquete alimentação atrasados desde o último dia 30. “Além disso, os demitidos não receberam suas verbas rescisórias.”

O Unificados pediu reunião com representante da empresa para cobrar esclarecimentos. A unidade de produção da Heringer em Paulínia é a maior das outras 22 existentes no País, com quatro misturadores e capacidade de produção ajustada à sazonalidade de 480 mil toneladas por ano e, agora, com cerca de 900 funcionários.

Em todo o Brasil, a Heringer tem capacidade para produzir cerca de 6,2 milhões de toneladas de fertilizantes por ano. Seus produtos são utilizados em culturas de soja, milho, algodão, café e cana-de-açúcar, entre outras.

No pedido de recuperação judicial “em caráter de urgência”, a Heringer informou o fechamento de nove unidades, também com demissões de funcionários: Rondonópolis (MT), Dourados (MS), Três Corações (MG), Uberaba (MG), Rio Verde (GO), Porto Alegre (RS), Rio Grande (RS), Paranaguá (PR) e Rosário do Catete (SE).

Na semana passada, a agência de notícias Reuters divulgou que a empresa brasileira decidiu fechar várias de suas fábricas e centros de distribuição como parte de um plano de reestruturação para lidar com dívidas elevadas, de quase R$ 3 bilhões até o final do terceiro trimestre. A Heringer está desde 1968 no mercado e é uma das companhias nacionais pioneiras na produção, comercialização e distribuição de fertilizantes.

“A administração da companhia julgou que a apresentação do pedido de recuperação judicial seria a medida adequada, no momento, para proteger a companhia de forma a possibilitar a continuidade de suas atividades, e preservar o valor da companhia, sua função social e o estímulo à atividade econômica”, informou a Heringer no comunicado ao mercado financeiro (leia abaixo).

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