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Paulínia tem alto índice de infestação pelo mosquito Aedes aegypti

Cidade está entre os 504 municípios do País em estado de alerta ou com risco de surto para dengue, zika e chikungunya

14 dez 2018 – 16h57
Mosquito Aedes aegypti, o transmissor da dengue, zika e chikungunya (Foto: Divulgação)

Paulínia registra alto índice de infestação pelo mosquito Aedes aegypti e é uma das 504 cidades brasileiras em estado de alerta ou com risco de surto para dengue, zika e chikungunya, conforme o mais recente Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2018. O município, de acordo com dados coletados em outubro e divulgados nesta semana, apresenta Índice de Infestação Predial (IIP) entre 1% e 3,9%. Localidades com nível abaixo de 1% são consideradas com condição satisfatória pelos critérios de análise do Ministério da Saúde.

    Neste ano, Paulínia já confirmou 18 casos positivos de dengue e três de chikungunya. Não há ocorrências até aqui de zika nem febre amarela
na cidade, informou a Secretaria de Municipal de Saúde. Técnicos da Prefeitura ainda aguardam os resultados de 21 suspeitas de infecções por dengue. Confira abaixo a evolução dos números da dengue, chikungunya, zika e febre amarela nos últimos dois anos no município:

==> Dengue

  • 2018

– 383 notificações

– 344 negativos

– 18 positivos

– 21 aguardando resultados

  • 2017

– 583 notificações

– 559 negativos

– 24 positivos

==> Chikungunya

  • 2018

– 35 notificações

– 28 negativos

– 3 positivos

– 2 autóctones (contraídos em Paulínia)

– 1 importado (contraído em outro município)

  • 2017

– 42 notificações

– 40 negativos

– 2 positivos

– 1 autóctone (contraído em Paulínia)

– 1 indeterminado

==> Zika

  • 2018

– 9 notificações

– 9 negativos

  • 2017

– 22 notificações

– 22 negativos

==> Febre amarela

  • 2018

– 6 notificações

– 6 negativos

  • 2017

– 12 notificações

– 10 negativos

– 2 positivos

– 2 importados (contraídos em outros municípios)

– Uma morte

    A Prefeitura de Paulínia informou que o trabalho de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti – transmissor da dengue, zika, chikungunya e, no ciclo urbano, da febre amarela –, é praticamente permanente em Paulínia. “Neste ano, inclusive, já foram realizadas inúmeras ações voltadas à conscientização da população como evitar a proliferação do mosquito, também mutirões de limpeza para evitar acúmulo de lixo em residências e arrastões de limpeza”, ressaltou em nota.

Mutirão de limpeza foi realizado em bairros de Paulínia neste mês (Foto: Divulgação)

    A Secretaria Municipal de Saúde ainda preparou folhetos para alertar e informar a população que serão distribuídos por toda cidade. Já o Centro de Controle de Zoonoses treinou agentes de Controle de Vetor. Foram capacitados novos agentes que atuam no controle de combate ao mosquito Aedes aegypti na parte de arboviroses (doenças causadas por insetos e aracnídeos) e que atuam no controle de animais sinantrópicos (aqueles que se adaptaram a viver junto ao homem, mesmo contra a sua vontade).

    A capacitação de agentes de Controle de Vetor, conforme a Prefeitura, foi “extremamente importante para estarem preparados para combater e realizar a prevenção às doenças como dengue, zika vírus e chikungunya, e também a melhor forma de melhor atender a toda população”. E informou que “com essas ações, inclusive, a tentativa é reduzir o mais rápido possível esse índice”.

Mapa

    Segundo o Ministério da Saúde, o mapa da dengue, como é chamado o LIRAa, é um instrumento fundamental para o controle do mosquito e das doenças. Com base nas informações coletadas, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do transmissor, bem como o tipo de criadouro predominante. O objetivo é que, com a realização da pesquisa, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito.

    O Ministério da Saúde recomenda às cidades que realizem ao menos quatro vezes ao ano o LIRAa para que os gestores locais possam definir suas estratégias de prevenção. Em janeiro de 2017, o governo federal publicou uma resolução que tornou obrigatório o levantamento entomológico de infestação por Aedes aegypt pelos municípios e o envio dos dados para as Secretarias Estaduais de Saúde, que retransmitem ao Ministério da Saúde.

Situação

    No Brasil os 504 municípios que estão em alerta ou com risco de surto para doenças do Aedes correspondem a quase metade (47,5%) do total de cidades brasileiras. No Estado de São Paulo, 250 localidades estão com alto índice de infestação pelo mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Em São Paulo, a maior parte dos criadouros foi encontrada em depósitos domiciliares (4.456), seguida de depósitos de lixo (1.899) e água (629). Na Região Metropolitana de Campinas (RMC), além de Paulínia, outras seis cidades estão em alerta: Hortolândia, Jaguariúna, Monte Mor, Nova Odessa, Santo Antônio de Posse e Sumaré.

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