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Morre a quinta vítima de atirador da Catedral Metropolitana

Morte de Heleno Severo Alves, de 84 anos, faz subir o total de mortos para seis no ataque dentro de um dos maiores símbolos de Campinas

12 dez 2018 – 16h03
Policiais militares, guardas municipais e populares em frente à Catedral (Foto: Divulgação) 

A quinta vítima do atirador da Catedral Metropolitana de Campinas morreu nesta quarta-feira (12) e o total de mortos subiu para seis no ataque que aconteceu no início da tarde de terça-feira (11) na região central de Campinas. Heleno Severo Alves tinha 84 anos e estava internado no Hospital Municipal Doutor Mário Gatti. Os outros três feridos já tiveram alta hospitalar.

    Alves tomou um tiro no tórax e outro no abdômen, foi socorrido, passou por cirurgia, mas não resistiu. Além dele, morreram os fiéis Sidnei Vitor Monteiro, 39; José Eudes Gonzaga Ferreira, 68; Cristofer Gonçalves dos Santos, 38; e Elpídio Alves Coutinho, 67. O atirador Euler Fernando Grandolpho, 49, foi ferido na perna pela polícia durante o ataque e se matou em seguida.

Heleno Severo Alves, 84 anos, estava internado no Mário Gatti (Foto: Reprodução)

    Os três feridos que foram medicados e estão em casa são Maria de Fátima Frazão Ferreira, 68, atingida em uma das pernas e levada ao Hospital de Clínicas da Unicamp; Jandira Prado Monteiro, 65, que ficou machucada no tórax e em uma das mãos, atendida no Mário Gatti; e um homem de 64 anos, que tomou dois tiros de raspão e foi medicado no Hospital Beneficência Portuguesa.

    Jandira é mãe de Sidnei Monteiro e participou do velório do filho no Cemitério Parque das Flores. A Prefeitura de Campinas decretou luto de três dias por causa das mortes dento de um dos maiores símbolos da cidade. A Catedral foi reaberta nesta quarta com a missa das 12h15 em homenagem às vítimas. A polícia fez buscas na casa do atirador e ainda investiga as motivações do ataque.

Missa na Catedral nesta quarta-feira (12), em homenagem às vítimas (Foto: Reprodução) 

     De acordo com a polícia, o atirador tinha um histórico de se sentir perseguido, chegou a registrar boletins de ocorrência, além de fazer um diário com relatos de perseguições desde 2008, e poderia ter depressão, já que havia passado por atendimento em centro de apoio psicossocial de Valinhos. Ele era analista de sistema, solteiro e morava com o pai em um condomínio de luxo.

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