Ir para conteúdo

Replan tem uma das unidades atingidas por explosões liberada

Autorização foi dada nesta quarta-feira pela ANP; outras duas seguem interditadas e produção continua estacionada em 50%

21 nov 2018 – 22h07
Unidades da Replan em chamas depois da série de explosões no último dia 20 de agosto (Foto: Divulgação)

AAgência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) liberou nesta quarta-feira (21) uma das três unidades da refinaria da Petrobras em Paulínia que foram atingidas por explosões seguidas de incêndio, no último dia 20 agosto. A Replan foi autorizada por enquanto a voltar a operar a Unidade de Craqueamento Catalítico (U-220).

nnSegundo a ANP, a U-220 foi desinterditada porque a Petrobras atendeu todas as exigências feitas pela agência. Nenhuma delas foi detalhada em nota do órgão federal. Seguem com as operações bloqueadas as unidades Destilação Atmosférica (U-200) e de Tratamento de Águas Ácidas (U-683). O processo de investigação sobre as causas do acidente pela ANP continua.

nnDesde o dia 6 de setembro, a Replan opera com 50% de sua capacidade. A expectativa da Petrobras é que ela volte a trabalhar a plena carga, com todas as unidades funcionando normalmente, a partir de janeiro do ano que vem. O plano foi divulgado pelo diretor de Refino e Gás Natural, Jorge Celestino, em coletiva de imprensa para apresentar o balanço financeiro do terceiro trimestre.

nnA Replan é a maior refinaria do País em capacidade de processamento de petróleo: 415 mil barris por dia. Sua produção corresponde a cerca de 20% de todo o refino de petróleo no Brasil, processando quase a totalidade de petróleo nacional, grande parte oriunda da Bacia de Santos (pré-sal). Está ligada aos terminais de São Sebastião, Guararema, Barueri, das distribuidoras do Pool Paulínia, da Petrobras Distribuidora e Base da Liquigás para GLP.

nnConforme a ANP, o acidente aconteceu a 00h51 e afetou três unidades: a de Tratamento de Águas Ácidas (U-683), de Craqueamento Catalítico (U-220) e de Destilação Atmosférica (U-200). Começou com a explosão do tanque TQ-68301, da U-683, seguido de incêndio que se espalhou por mais duas unidades e em parte da tubovia principal. Ninguém se feriu.

nnO fogo foi apagado por volta das 4h. O trabalho de rescaldo e resfriamento foi até o final da tarde daquele dia. Parte dessa água atingiu o Rio Atibaia e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) multou em R$ 192,7 mil a Petrobras pela contaminação. Barreiras chegaram a ser colocadas no rio para manter inalterado o abastecimento de água para a população de Sumaré.

Clique aqui para ver mais notícias de Paulínia

Paulínia 24 Horas Notícia Ver tudo

Site de notícias criado para divulgar fatos jornalísticos da cidade de Paulínia.