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Câmara vota cassação de mandato de Kiko Meschiati

Paulínia decide na sessão desta terça-feira o futuro político de vereador preso e condenado em segunda instância

30 out 2018 – 5h30
Kiko Meschiati (PRB) fala durante sessão realizada na Câmara de Vereadores de Paulínia (Foto: Divulgação)

Os vereadores de Paulínia votam nesta terça-feira (30) a cassação do mandato de Kiko Meschiati (PRB), que está preso desde o dia 12 de julho passado por causa de condenação em segunda instância por uso de notas falsas. A sessão começa a partir das 18h30.

nnA discussão e votação do parecer da Comissão de Justiça e Redação, que conclui pela procedência da representação de autoria da Mesa Diretora da Câmara de Paulínia e declara perda do mandato de vereador de Meschiati, é única e necessita de quórum qualificado.

nnPara que Meschiati tenha seu mandato cassado serão necessários votos favoráveis de dois terços dos vereadores presentes na votação – ou nove dos 14 possíveis, caso não haja a ausência de mais ninguém na reunião. Se afastado, assumirá o suplente José Soares (PRB), que obteve 853 votos nas eleições municipais de 2016.

nnEsta será a 18ª sessão ordinária da Câmara de Paulínia neste ano. Meschiati participou de quatro delas. A última vez que o vereador esteve presente no plenário do Legislativo foi na 9ª, ocorrida no dia 22 de maio passado.

nnA Mesa Diretora da Câmara de Paulínia justificou a apresentação do pedido de cassação “considerando principalmente as recomendações do Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Paulínia, além da sentença oriunda da ação penal que tramitou na 9ª Vara Federal de Campinas, hoje já com trânsito certificado”.

nnNo início de setembro, a Câmara de Paulínia exonerou, igualmente por recomendações do Ministério Público, os três assessores parlamentares do gabinete de Meschiati. O vereador também não recebe seu subsídio de R$ 5.843,00 desde que começou a cumprir pena na cadeia.

nnMeschiati foi condenado em segunda instância a quatro anos e oito meses de detenção em regime semi-aberto, acusado de tentar repassar R$ 1,9 mil em notas falsas no comércio de Paulínia junto com um primo, em 2004. O mandado de prisão foi expedido pela Justiça Federal no dia 22 de junho deste ano. O vereador se entregou à Polícia Federal no dia 11 de julho passado.

nnOs vereadores também irão apreciar nesta sessão 59 indicações; seis projetos de lei, tanto em primeira quanto em segunda discussão, como o convênio de Paulínia com Campinas para utilização do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu); 22 requerimentos, incluindo os de pesar; e cinco moções.

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