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Prefeito e 13 dos 15 vereadores escapam de cassação na Câmara

Relatório da ‘CP dos Cargos’ foi arquivado por acolhimento de pedido de suspeição de um de seus membros

10 set 2018 – 13h54
Momento da leitura do pedido de suspeição contra Sargento Camargo, durante sessão (Foto: Reprodução)

Os 13 dos 15 vereadores e o prefeito Dixon Carvalho (PP) acusados de troca de cargos por votos na Câmara de Paulínia escaparam da cassação de seus mandatos. A Comissão Processante (CP) criada para apurar as suspeitas foi destituída durante a sétima sessão extraordinária do ano, no início da tarde desta segunda-feira (10), e, consequentemente, o caso está arquivado, após quase seis meses de investigação.

nnA destituição da CP aconteceu porque a maioria dos vereadores suplentes acolheu o pedido da defesa de exceção de suspeição do secretrário da comissão, o suplente Sargento Camargo (PR), acusado “de parcialidade e emissão de juízo de valores” durante os trabalhos de investigação. Ele também teve o nome relacionado em uma suposta infração de responsabilidade envolvendo o vice-prefeito Sandro Caprino (PRB).

nnCom isso, todos os atos da comissão foram declarados viciados e nulos de pleno direito, segundo o presidente da sessão, o suplente Gustavo Yatecola (PTdoB), não havendo nem a necessidade de leitura e votação do relatório final que pedia a cassação de 12 dos 13 vereadores acusados (Du Cazellato-PSDB foi inocentado pelo relatório final da CP) e do prefeito. A sessão teve início às 11h e terminou às 13h34.

nnO acolhimento da suspeição foi aceito por cinco votos a três e uma abstenção. Os integrantes da “CP dos Cargos”, vereador Tiguila Paes (PPS), presidente; além dos suplentes Robert Paiva (PTB), relator; e Sargento Camargo, secretário; não puderam votar. O segundo vereador livre das acusações, Kiko Meschiati (PRB), não participou da sessão porque está preso, cumprindo condenação em segunda instância de quatro anos e oito meses de detenção por uso de notas falsas, em 2004. O presidente da sessão somente vota se houver empate.

nnVotaram pela suspeição de Sargento Camargo os suplentes Ângela do Calegaris (PV), Grilo (PSDC), Professor Luciano Ramalho (PP), Luiz da Farmácia (PP) e Marquinho da Bola (DEM). Neco Vieira (PROS), Gibi Professor (PRTB) e Ney do Transporte Escolar (PMN) rejeitaram o pedido da defesa e foram a favor da continuidade dos trabalhos e julgamento dos acusados. Se absteve da votação o suplente Marcelo de Souza (PRTB). Ele alegou que seu nome era citado na denúncia de suspeição da defesa. O suplente Maroca (PSDB) faltou à sessão.

nnEm nota, Dixon declarou que “ressaltou em várias oportunidades que as denúncias apresentadas foram ‘inventadas’ por adversários do seu governo que tentaram usar de subterfúgios para se aproveitarem de vantagens logo que assumiu a administração e por isso houve o rompimento”. Para o prefeito, “em vários momentos apontou que a Comissão Processante se apresentou de maneira parcial, abusiva e que seus advogados e dos vereadores iriam demonstrar isso com provas ao longo das investigações e foi exatamente isso que ocorreu”. Agora, espera “poder se dedicar apenas a administrar a cidade e trabalhar em paz.”

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